Demonstrações Financeiras BMLC11 de 31/12/2025
Demonstrações Financeiras do BM Brascan Lajes Corporativas (BMLC11), fundo imobiliário de tijolo, com data de referência em 31/12/2025, com entrega no FundosNet (B3) em 26/03/2026. No pregão de 03/11/2026, a cota do BMLC11 fechou a R$ 99,29, com P/VP de 0,90 (valor patrimonial de R$ 110,04 por cota no informe mensal de setembro de 2026). O último rendimento foi de R$ 0,79 por cota, com pagamento em out/2026, e o dividend yield dos últimos 12 meses é de 8,23% sobre a cotação de 03/11/2026. O patrimônio líquido era de R$ 109,9 milhões no informe mensal de setembro de 2026. Os indicadores são os mais recentes da base do Kartac, não os do período do documento.
Informações
- CNPJ
- 14.376.247/0001-11
- Tipo
- Informes Periódicos
- Assunto
- Demonstrações Financeiras
- Data de referência
- 31/12/2025
- Data de entrega
- 26/03/2026 21:04
- Versão
- 1
- Situação
- (Ativo)
Conteúdo
BM Brascan Lajes Corporativas Fundo de Investimento Imobiliário Responsabilidade Limitada (Anteriormente denominado Fundo de Investimento Imobiliário - FII BM Brascan Lajes Corporativas)
CNPJ (14.376.247/0001-11) (Administrado pela BTG Pactual Serviços Financeiros S.A. DTVM) CNPJ (59.281.253/0001-23)
Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2025 e relatório do auditor independente

São Paulo Corporate Towers Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 1.909 Vila Nova Conceição 04543-011 - São Paulo – SP - Brasil Tel: +55 11 2573-3000 ey.com.br
Relatório do auditor independente sobre as demonstrações financeiras
Aos Cotistas e à Administradora do
BM Brascan Lajes Corporativas Fundo de Investimento Imobiliário Responsabilidade Limitada (Anteriormente denominado Fundo de Investimento Imobiliário - FII BM Brascan Lajes Corporativas)
Administrado pela BTG Pactual Serviços Financeiros S.A. DTVM (“Administradora do Fundo”) São Paulo – SP
Opinião
Examinamos as demonstrações financeiras do BM Brascan Lajes Corporativas Fundo de Investimento Imobiliário Responsabilidade Limitada (“Fundo”) que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2025 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, bem como as correspondentes notas explicativas, incluindo as políticas contábeis materiais e outras informações elucidativas.
Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do BM Brascan Lajes Corporativas Fundo de Investimento Imobiliário Responsabilidade Limitada em 31 de dezembro de 2025, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis aos Fundos de Investimento Imobiliário.
Base para opinião
Nossa auditoria foi conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Nossas responsabilidades, em conformidade com tais normas, estão descritas na seção a seguir, intitulada “Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações financeiras”. Somos independentes em relação ao Fundo, de acordo com os princípios éticos relevantes previstos no Código de Ética Profissional do Contador e nas normas profissionais emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade, aplicáveis a auditorias de demonstrações financeiras no Brasil, e cumprimos com as demais responsabilidades éticas de acordo com essas normas. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.
Ênfase
Reapresentação dos saldos correspondentes das demonstrações financeiras
Chamamos a atenção à nota explicativa n° 2 às demonstrações financeiras que estão sendo reapresentadas os saldos correspondentes em virtude da correção dos aluguéis a receber registrados pelo Fundo, que impactaram, os balanços patrimoniais, as demonstrações das mutações do patrimônio líquido e notas explicativas. Em 31 de março de 2025, emitimos relatório de auditoria sem modificação de opinião sobre as demonstrações financeiras do exercício findo em 31 de dezembro de 2024, que ora estão sendo reapresentadas. Nossa opinião continua sendo sem qualquer modificação.

Principais assuntos de auditoria
Principais assuntos de auditoria são aqueles que, em nosso julgamento profissional, foram os mais significativos em nossa auditoria do exercício corrente. Esses assuntos foram tratados no contexto de nossa auditoria das demonstrações financeiras como um todo e na formação de nossa opinião sobre essas demonstrações financeiras e, portanto, não expressamos uma opinião separada sobre esses assuntos. Para cada assunto abaixo, a descrição de como nossa auditoria tratou o assunto, incluindo quaisquer comentários sobre os resultados de nossos procedimentos, é apresentado no contexto das demonstrações financeiras tomadas em conjunto.
Nós cumprimos as responsabilidades descritas na seção intitulada “Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações financeiras”, incluindo aquelas em relação a esses principais assuntos de auditoria. Dessa forma, nossa auditoria incluiu a condução de procedimentos planejados para responder a nossa avaliação de riscos de distorções significativas nas demonstrações financeiras. Os resultados de nossos procedimentos, incluindo aqueles executados para tratar os assuntos abaixo, fornecem a base para nossa opinião de auditoria sobre as demonstrações financeiras do Fundo.
Existência e mensuração da propriedade para investimento
Em 31 de dezembro de 2025, o Fundo possuía propriedade para investimento mensurada a valor justo no montante de R$ 107.483 mil, que representava 98,35% do seu patrimônio líquido. A existência e a determinação do valor justo da propriedade para investimento foram consideradas um principal assunto de auditoria pela representatividade desse ativo em relação ao patrimônio líquido do Fundo, pela complexidade da metodologia de mensuração utilizada e pelo alto grau de julgamento na determinação das premissas adotadas na valorização da propriedade para investimento, conforme descrito na nota explicativa n° 8 às demonstrações financeiras.
Como nossa auditoria conduziu esse assunto
Nossos procedimentos de auditoria incluíram, entre outros, o envolvimento de especialistas em avaliação para auxiliar na revisão da metodologia e dos modelos utilizados na mensuração do valor justo da propriedade para investimento, incluindo a razoabilidade das premissas utilizadas. Realizamos a verificação das matrículas dos imóveis, em base de teste amostral de existência das unidades. Analisamos também a exatidão dos dados sobre a propriedade para investimento fornecidos pela Administradora do Fundo ao avaliador externo e utilizados na mensuração. Revisamos informações que pudessem contradizer as premissas mais significativas e metodologia selecionadas. Também analisamos a sensibilidade sobre tais premissas, para avaliar o comportamento do modelo com suas oscilações. Adicionalmente, avaliamos a adequação das divulgações incluídas na nota explicativa n° 8 às demonstrações financeiras.
Baseados no resultado dos procedimentos de auditoria efetuados sobre a mensuração do valor justo da propriedade para investimento, que está consistente com a avaliação da Administradora do Fundo, consideramos que os critérios e premissas de valor justo adotados

pela Administradora do Fundo estão adequados, no contexto das demonstrações financeiras tomadas em conjunto.
Responsabilidades da Administradora do Fundo pelas demonstrações financeiras
A Administradora do Fundo é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis aos Fundos de Investimento Imobiliário e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.
Na elaboração das demonstrações financeiras, a Administradora do Fundo é responsável pela avaliação da capacidade de o Fundo continuar operando, divulgando, quando aplicável, os assuntos relacionados com a sua continuidade operacional e o uso dessa base contábil na elaboração das demonstrações financeiras, a não ser que a Administradora do Fundo pretenda liquidar o Fundo ou cessar suas operações, ou não tenha nenhuma alternativa realista para evitar o encerramento das operações.
Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações financeiras
Nossos objetivos são obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras, tomadas em conjunto, estão livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro, e emitir relatório de auditoria contendo nossa opinião. Segurança razoável é um alto nível de segurança, mas não uma garantia de que a auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria sempre detecta as eventuais distorções relevantes existentes. As distorções podem ser decorrentes de fraude ou erro e são consideradas relevantes quando, individualmente ou em conjunto, possam influenciar, dentro de uma perspectiva razoável, as decisões econômicas dos usuários tomadas com base nas referidas demonstrações financeiras.
Como parte da auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria, exercemos julgamento profissional e mantemos ceticismo profissional ao longo da auditoria. Além disso:
Identificamos e avaliamos os riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro, planejamos e executamos procedimentos de auditoria em resposta a tais riscos, bem como obtemos evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinião. O risco de não detecção de distorção relevante resultante de fraude é maior do que o proveniente de erro, já que a fraude pode envolver o ato de burlar os controles internos, conluio, falsificação, omissão ou representações falsas intencionais.
Obtemos entendimento dos controles internos relevantes para a auditoria para planejarmos procedimentos de auditoria apropriados às circunstâncias, mas não com o objetivo de expressarmos opinião sobre a eficácia dos controles internos do Fundo.
Avaliamos a adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis e respectivas divulgações feitas pela Administradora do Fundo.

Concluímos sobre a adequação do uso, pela Administradora do Fundo, da base contábil de continuidade operacional e, com base nas evidências de auditoria obtidas, se existe incerteza relevante em relação a eventos ou condições que possam levantar dúvida significativa em relação à capacidade de continuidade operacional do Fundo. Se concluirmos que existe incerteza relevante, devemos chamar atenção em nosso relatório de auditoria para as respectivas divulgações nas demonstrações financeiras ou incluir modificação em nossa opinião, se as divulgações forem inadequadas. Nossas conclusões estão fundamentadas nas evidências de auditoria obtidas até a data de nosso relatório. Todavia, eventos ou condições futuras podem levar o Fundo a não mais se manter em continuidade operacional.
Avaliamos a apresentação geral, a estrutura e o conteúdo das demonstrações financeiras, inclusive as divulgações e se as demonstrações financeiras representam as correspondentes transações e os eventos de maneira compatível com o objetivo de apresentação adequada.
Comunicamo-nos com os responsáveis pela governança a respeito, entre outros aspectos, do alcance planejado, da época da auditoria e das constatações significativas de auditoria, inclusive as eventuais deficiências significativas nos controles internos que identificamos durante nossos trabalhos.
Fornecemos também aos responsáveis pela governança declaração de que cumprimos com os requisitos éticos pertinentes, de independência, e comunicamos todos os eventuais relacionamentos ou assuntos que poderiam afetar, consideravelmente, nossa independência, incluindo, quando aplicável, as ações tomadas para eliminar as ameaças ou as salvaguardas.
Dos assuntos que foram objeto de comunicação com os responsáveis pela governança, determinamos aqueles que foram considerados como mais significativos na auditoria das demonstrações financeiras do exercício corrente e que, dessa maneira, constituem os principais assuntos de auditoria. Descrevemos esses assuntos em nosso relatório de auditoria, a menos que lei ou regulamento tenha proibido divulgação pública do assunto, ou quando, em circunstâncias extremamente raras, determinarmos que o assunto não deve ser comunicado em nosso relatório porque as consequências adversas de tal comunicação podem, dentro de uma perspectiva razoável, superar os benefícios da comunicação para o interesse público.
São Paulo, 26 de março de 2026.
ERNST & YOUNG Auditores Independentes S/S Ltda. CRC SP-034519/O

Marilia Nascimento Soares Contadora CRC SP-301194/O
BM Brascan Lajes Corporativas Fundo de Investimento Imobiliário Responsabilidade Limitada (Anteriormente denominado Fundo de Investimento Imobiliário - FII BM Brascan Lajes Corporativas) CNPJ: 14.376.247/0001-11
(Administrado pela BTG Pactual Serviços Financeiros S.A. DTVM - CNPJ: 59.281.253/0001-23) Balanços patrimoniais em 31 de dezembro de 2025 e 2024
Em milhares de Reais
| 31/12/2024 | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Ativo | Nota | 31/12/2025 | % PL | (Reapresentado) | % PL |
| Circulante | |||||
| Disponibilidades | 5.1 | - | 0,00% | 17 | 0,02% |
| Cotas de fundo de renda fixa | 5.1 | 5.056 | 4,63% | 5.132 | 4,90% |
| Aluguéis a receber | 6.1 | 799 | 0,73% | 497 | 0,47% |
| Outros valores a receber | 25 | 0,02% | - | 0,00% | |
| Outros créditos | 1 | 0,00% | - | 0,00% | |
| 5.881 | 5,38% | 5.646 | 5,39% | ||
| Não Circulante | |||||
| Cotas de fundo de renda fixa - depósitos em garantia | 7 | 792 | 0,72% | 651 | 0,62% |
| 792 | 0,72% | 651 | 0,62% | ||
| Propriedades para Investimento | |||||
| Imóveis acabados | 81.903 | 74,94% | 81.903 | 78,26% | |
| Ajuste de avaliação ao valor justo | 25.580 | 23,41% | 21.232 | 20,29% | |
| 8 | 107.483 | 98,35% | 103.135 | 98,55% | |
| 108.275 | 99,07% | 103.786 | 99,17% | ||
| Total do ativo | 114.156 | 104,45% | 109.432 | 104,56% | |
| Passivo | Nota | 31/12/2025 | % PL | 31/12/2024 | % PL |
| Circulante | |||||
| Rendimentos a distribuir | 11 | 918 | 0,84% | 846 | 0,81% |
| Provisões e contas a pagar | 110 | 0,10% | 539 | 0,53% | |
| 1.028 | 0,94% | 1.385 | 1,34% | ||
| Não Circulante | |||||
| Cotista a disposição | 11 | 3.051 | 2,79% | 2.738 | 2,62% |
| Obrigações por depósitos em garantia | 7 | 792 | 0,72% | 651 | 0,62% |
| 3.843 | 3,51% | 3.389 | 3,24% | ||
| Total do passivo | 4.871 | 4,45% | 4.774 | 4,58% | |
| Patrimônio líquido | |||||
| Cotas de investimentos integralizadas | 12.1 | 99.841 | 91,35% | 99.841 | 95,38% |
Gastos com colocação de cotas | 12.4 | (2.658) | -2,43% | (2.658) | -2,54% |
Amortização de cotas | 12.3 | (14.976) | -13,70% | (14.976) | -14,31% |
Reserva de contingência | 12.5 | 872 | 0,80% | 891 | 0,85% |
| Lucros acumulados | 26.206 | 23,98% | 21.560 | 20,60% | |
| Total do patrimônio líquido | 109.285 | 100,00% | 104.658 | 99,98% | |
| Total do passivo e patrimônio líquido | 114.156 | 104,45% | 109.432 | 104,56% |
As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras.
BM Brascan Lajes Corporativas Fundo de Investimento Imobiliário Responsabilidade Limitada (Anteriormente denominado Fundo de Investimento Imobiliário - FII BM Brascan Lajes Corporativas) CNPJ: 14.376.247/0001-11
(Administrado pela BTG Pactual Serviços Financeiros S.A. DTVM - CNPJ: 59.281.253/0001-23)
Demonstrações dos resultados dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024
Em milhares de Reais, exceto lucro líquido e valor patrimonial da cota
| Nota | 31/12/2025 | 31/12/2024 | |
|---|---|---|---|
| Receitas de propriedades para Investimento | |||
| Receitas de aluguéis | 9 | 9.451 | 7.728 |
| Receitas de multa e juros sobre aluguéis | 21 | 684 | |
| 9.472 | 8.412 | ||
| Propriedades para investimento | |||
| Ajuste ao valor justo de propriedades para investimento | 8 | 4.348 | 7.789 |
| 4.348 | 7.789 | ||
| Despesas de propriedades para Investimento | |||
| Despesas de tributos municipais e federais | 14 | (12) | (3) |
| Despesas de comissões | 14 | (32) | (247) |
| Despesas de condomínio | 14 | (27) | (19) |
| Despesas de reparos, manutenção e conservação de imóveis | 14 | (24) | (2) |
| Despesas com água, energia e gás | 14 | (1) | (1) |
| (96) | (272) | ||
| Resultado líquido de propriedades para investimento | 13.724 | 15.929 | |
| Outros ativos financeiros | |||
| Receitas de cotas de fundo de renda fixa | 652 | 1.188 | |
| Despesas de IR sobre resgates de títulos de renda fixa | (165) | (291) | |
| 487 | 897 | ||
| Receitas (despesas) operacionais | |||
| Despesa de consultoria | 14 | (210) | (194) |
| Despesa da avaliação | 14 | (8) | (9) |
| Despesas com consultoria jurídica | 14 | (8) | (42) |
| Taxa de administração e gestão | 10 e 14 | (749) | (712) |
| Outras receitas (despesas) operacionais | 14 | (109) | (127) |
| (1.084) | (1.084) | ||
| Lucro líquido do exercício | 13.127 | 15.742 | |
| Quantidade de cotas integralizadas | 12.1 | 998.405 | 998.405 |
| Lucro líquido por cota integralizada - R$ | 13,15 | 15,77 | |
| Valor patrimonial da cota integralizada - R$ | 109,46 | 104,83 |
As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras.
BM Brascan Lajes Corporativas Fundo de Investimento Imobiliário Responsabilidade Limitada (Anteriormente denominado Fundo de Investimento Imobiliário - FII BM Brascan Lajes Corporativas) CNPJ: 14.376.247/0001-11 (Administrado pela BTG Pactual Serviços Financeiros S.A. DTVM - CNPJ: 59.281.253/0001-23)
Demonstrações das mutações do patrimônio líquido dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024
Em milhares de Reais
| Nota | Cotas de investimentos integralizadas | Amortização de cotas | Gastos com colocação de cotas | Reserva de contingência | Lucros/(prejuízos) acumulados | Total | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Em 31 de dezembro de 2023 | 99.841 | - | (2.658) | 886 | 13.664 | 111.733 | |
| Lucro líquido do exercício | - | - | - | - | 15.742 | 15.742 | |
| Ajuste de Lucros ou Prejuízos Acumulados | - | - | - | - | 619 | 619 | |
| Amortização de cotas | 12.3 | - | (14.976) | - | - | - | (14.976) |
| Reserva de contingência | 12.5 | - | - | - | 5 | (5) | - |
| Rendimentos apropriados | 11 | - | - | - | - | (8.460) | (8.460) |
| Em 31 de dezembro de 2024 (Reapresentado) | 99.841 | (14.976) | (2.658) | 891 | 21.560 | 104.658 | |
| Lucro líquido do exercício | - | - | - | - | 13.127 | 13.127 | |
| Reserva de contingência | 12.5 | - | - | - | (19) | 19 | - |
| Rendimentos apropriados | 11 | - | - | - | - | (8.500) | (8.500) |
| Em 31 de dezembro de 2025 | 99.841 | (14.976) | (2.658) | 872 | 26.206 | 109.285 |
As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras.
BM Brascan Lajes Corporativas Fundo de Investimento Imobiliário Responsabilidade Limitada (Anteriormente denominado Fundo de Investimento Imobiliário - FII BM Brascan Lajes Corporativas) CNPJ: 14.376.247/0001-11
(Administrado pela BTG Pactual Serviços Financeiros S.A. DTVM - CNPJ: 59.281.253/0001-23)
Demonstrações dos fluxos de caixa (método direto) dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024
| Em milhares de Reais | |||
|---|---|---|---|
| Notas | 31/12/2025 | 31/12/2024 | |
| Fluxo de caixa das atividades operacionais | |||
| Rendimentos de cotas de fundo de renda fixa | 652 | 1.187 | |
| Recebimento de receitas de aluguéis | 9 | 9.150 | 8.560 |
| Recebimento de receitas de multas e juros sobre aluguéis | 22 | 684 | |
| Pagamento de despesas de reparos, manutenção e conservação de imóveis | (25) | (2) | |
| Pagamento de despesas de consultoria | (210) | (194) | |
| Pagamento de despesas de comissões | (32) | (247) | |
| Pagamento de tributos municipais e federais | (12) | (3) | |
| Pagamento de taxa de administração e gestão | (745) | (715) | |
| Outros recebimentos (pagamentos) operacionais | (613) | (223) | |
| Pagamento (compensação) de IR s/ resgate de títulos de renda fixa | (165) | (291) | |
| Caixa líquido das atividades operacionais | 8.022 | 8.756 | |
| Fluxo de caixa das atividades de financiamento | |||
| Amortização de cotas integralizadas | - | (13.976) | |
| Rendimentos distribuídos | 11 | (8.115) | (8.352) |
| Caixa líquido das atividades de financiamento | (8.115) | (22.328) | |
| Variação líquida de caixa e equivalentes de caixa | (93) | (13.572) | |
| Caixa e equivalentes de caixa - início do exercício | 5.1 | 5.149 | 18.721 |
| Caixa e equivalentes de caixa - fim do exercício | 5.1 | 5.056 | 5.149 |
As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras.
BM Brascan Lajes Corporativas Fundo de Investimento Imobiliário Responsabilidade Limitada (Anteriormente denominado Fundo de Investimento Imobiliário - FII BM Brascan Lajes Corporativas)
CNPJ: 14.376.247/0001-11
(Administrado pela BTG Pactual Serviços Financeiros S.A. DTVM - CNPJ: 59.281.253/0001-23)
Notas explicativas da administração às demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2025 e 2024
Em milhares de Reais, exceto quando mencionado de outra forma
1. Contexto operacional
O BM Brascan Lajes Corporativas Fundo de Investimento Imobiliário Responsabilidade Limitada (Anteriormente denominado Fundo de Investimento Imobiliário - FII BM Brascan Lajes Corporativas) ("Fundo"), administrado pela BTG Pactual Serviços Financeiros S.A. DTVM, possui uma classe única de cotas, denominada Classe Única de Cotas do BM Brascan Lajes Corporativas Fundo de Investimento Imobiliário Responsabilidade Limitada ("Classe" ou "Fundo"). O Fundo foi constituído, sob forma de condomínio fechado, em 21 de setembro de 2012, com prazo de duração indeterminado, tendo sido aprovado o seu funcionamento pela CVM em 10 de janeiro de 2012 e o início de suas atividades em 18 de janeiro de 2012.
A Classe tem por objetivo o investimento em empreendimentos imobiliários, por meio da aquisição e exploração dos seguintes ativos (“Ativos-Alvo”): imóveis comerciais, prontos ou em construção, terrenos, vagas de garagem ou outros tipos de imóveis onde poderão ser desenvolvidos empreendimentos comerciais; direitos relativos a imóveis (“Imóveis-Alvo”), com a finalidade de venda, locação típica ou atípica built to suit; arrendamento ou exploração do direito de superfície das unidades comerciais, podendo, ainda, ceder a terceiros os direitos e créditos decorrentes da sua venda, locação, arrendamento e direito de superfície dessas unidades, além dos Ativos Imobiliários elencados no regulamento.
A gestão de riscos da Administradora tem suas políticas aderentes às práticas de mercado, e está em linha com as diretrizes definidas pelos órgãos reguladores. Os principais riscos associados ao Fundo estão detalhados na nota explicativa n° 4.
O Fundo possui suas cotas negociadas na B3. As cotas apresentaram os seguintes preços de fechamento no último dia de negociação de cada mês do exercício findo em 31 de dezembro de 2025:
| BMLC11(Valores expressos em reais) | Preço de fechamento exercício corrente | Preço de fechamento exercício anterior |
|---|---|---|
| Janeiro | 97,94 | 105,97 |
| Fevereiro | 99,99 | 104,99 |
| Março | 97,15 | 107,15 |
| Abril | 97,15 | 99,99 |
| Maio | 101,80 | 96,51 |
| Junho | 97,15 | 99,99 |
| Julho | 97,50 | 99,99 |
| Agosto | 96,92 | 99,65 |
| Setembro | 94,69 | 97,22 |
| Outubro | 93,46 | 95,00 |
| Novembro | 89,50 | 97,98 |
| Dezembro | 97,14 | 97,99 |
2. Apresentação das demonstrações financeiras
As demonstrações financeiras são elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis aos Fundos de Investimentos Imobiliários conforme orientações emanadas da Comissão de Valores Mobiliários - CVM, especialmente pela Resolução CVM nº 175/22 e alterações posteriores
De acordo com o pronunciamento técnico CPC 23 – Políticas contábeis, mudanças de estimativas e retificação de erros, as demonstrações financeiras do exercício findo em 31 de dezembro de 2024 estão sendo reapresentadas devido ao reconhecimento dos aluguéis linearizados. Os ajustes naquela data, estão demonstrados da seguinte forma:
| Original | Ajustes | Saldo reapresentado | |
|---|---|---|---|
| (a) Balanço patrimonial | |||
| Ativo | 115.918 | (6.486) | 109.432 |
| Aluguéis a receber | 6.983 | (6.486) | 497 |
| Passivo | 4.774 | - | 4.774 |
| Lucros acumulados | 28.046 | (6.486) | 21.560 |
| Patrimônio líquido | 111.144 | (6.486) | 104.658 |
| (c) Demonstração das mutações do patrimônio líquido | |||
Ajuste de Lucros ou Prejuízos Acumulados | 7.105 | (6.486) | 619 |
| Patrimônio líquido | 111.144 | (6.486) | 104.658 |

As demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2025 foram aprovadas pela Administradora do Fundo em 26 de março de 2026.
3. Resumo das políticas contábeis materiais e critérios de apuração
A elaboração das demonstrações financeiras exige que a Administração efetue estimativas e adote premissas que afetam os montantes dos ativos e passivos apresentados bem como os montantes de receitas e despesas reportados para o período do relatório.
O uso de estimativas se estende às provisões necessárias para créditos de liquidação duvidosa, valor justo e mensuração de valor recuperável de ativos. Os resultados efetivos podem variar em relação às estimativas.
3.1 Classificação ativos e passivos correntes e não correntes
O Fundo apresenta ativos e passivos no balanço patrimonial com base na classificação circulante/não circulante. Um ativo é classificado no circulante quando: (i) se espera realizá-lo ou se pretende vendê-lo ou consumi-lo no ciclo operacional normal; (ii) for mantido principalmente para negociação; (iii) se espera realizá-lo dentro de 12 meses após o período de divulgação ou (iv) caixa e equivalentes de caixa. Todos os demais ativos são classificados como não circulantes. Um passivo é classificado no circulante quando: (i) se espera liquidá-lo no ciclo operacional normal dentro de 12 meses após o período de divulgação ou (ii) não há direito incondicional para diferir a liquidação do passivo por, pelo menos, 12 meses após o período de divulgação. Todos os demais passivos são classificados como não circulantes.
3.2 Instrumentos financeiros
a) Classificação dos instrumentos financeiros
I. Data de reconhecimento
Todos os ativos financeiros são inicialmente reconhecidos na data de negociação.
II. Reconhecimento inicial de instrumentos financeiros
A classificação dos instrumentos financeiros em seu reconhecimento inicial depende de suas características e do propósito e finalidade pelos quais os instrumentos financeiros foram adquiridos pelo Fundo. Todos os instrumentos financeiros são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescidos do custo de transação, exceto nos casos em que os ativos financeiros são registrados ao valor justo por meio do resultado.
III. Classificação dos ativos financeiros para fins de mensuração
Os ativos financeiros são incluídos, para fins de mensuração, em uma das seguintes categorias:
. Ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado: essa categoria inclui os ativos financeiros adquiridos com o propósito de geração de resultado no curto prazo decorrente de sua negociação.
. Custo amortizado: ativos financeiros mantidos dentro de um modelo de negócio cujo objetivo seja coletar os fluxos de caixa contratuais, e para os quais os termos contratuais geram, em datas específicas, fluxos de caixa que se referem exclusivamente a pagamentos do principal e dos juros sobre o valor do principal em aberto. São classificadas nessa categoria as rendas de aluguéis a receber provenientes das propriedades para investimento.
IV. Classificação dos ativos financeiros para fins de apresentação
Os ativos financeiros são classificados por natureza nas seguintes rubricas do balanço patrimonial:
Disponibilidades: saldos de caixa e depósitos à vista.
. Aplicações financeiras representadas por títulos e valores mobiliários: títulos que representam dívida para o emissor, rendem juros e foram emitidos de forma física ou escritural.
. Cotas de fundos de investimento: instrumentos financeiros emitidos por outras entidades, com natureza de instrumentos de patrimônio para o emissor.
. Contas a receber: representam as rendas de aluguéis a receber provenientes das propriedades para investimento. b) Mensuração dos ativos e passivos financeiros e reconhecimento das mudanças de valor justo
Em geral, os ativos financeiros são inicialmente reconhecidos ao valor justo, que é considerado equivalente ao preço de transação. Os instrumentos financeiros não mensurados ao valor justo por meio do resultado são ajustados pelos custos de transação. Os ativos e passivos financeiros são posteriormente mensurados da seguinte forma:
I. Mensuração dos ativos financeiros
- Os ativos financeiros são mensurados ao valor justo, sem dedução de custos estimados de transação que seriam eventualmente incorridos quando de sua alienação.
O "valor justo" de um instrumento financeiro em uma determinada data é interpretado como o valor pelo qual ele poderia ser comprado e vendido naquela data por duas partes bem informadas, agindo deliberadamente e com prudência, em uma transação em condições regulares de mercado. A referência mais objetiva e comum para o valor justo de um instrumento financeiro é o preço que seria pago por ele em um mercado ativo, transparente e significativo ("preço cotado" ou "preço de mercado").
Caso não exista preço de mercado para um determinado instrumento financeiro, seu valor justo é estimado com base em técnicas de avaliação normalmente adotadas pelo mercado financeiro, levando-se em conta as características específicas do instrumento a ser mensurado e sobretudo as diversas espécies de risco associados a ele.
Os recebíveis são mensurados pelo custo amortizado, reduzidos por eventual redução no valor recuperável, onde as receitas deste grupo são reconhecidas em base de rendimento efetivo por meio da utilização da taxa efetiva de juros.
II. Reconhecimento de variações de valor justo
As variações no valor contábil de ativos e passivos financeiros mensurados a valor justo, são reconhecidas na demonstração do resultado, em suas respectivas contas de origem.
3.3 Propriedades para investimentos
As propriedades para investimento estão demonstradas pelos seus respectivos valores justos, os quais foram obtidos através de i) laudos de avaliação elaborados por entidades profissionais com qualificação reconhecida e aprovados pela Administradora do Fundo, ou ii) preço corrente de negociação de ativos semelhantes. A variação no valor justo das propriedades para investimento é reconhecida na demonstração do resultado do exercício, no período em que referida valorização ou desvalorização tenha ocorrido.
3.4 Provisões e ativos e passivos contingentes
O Fundo, ao elaborar suas demonstrações financeiras faz a segregação entre:
. Provisões: saldos credores que cobrem obrigações presentes (legais ou presumidas) na data do balanço patrimonial decorrentes de eventos passados que poderiam dar origem a uma perda ou desembolso para o fundo cuja ocorrência seja considerada provável e cuja natureza seja certa, mas cujo valor e/ou época sejam incertos.
. Passivos contingentes: possíveis obrigações que se originem de eventos passados e cuja existência somente venha a ser confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros que não estejam totalmente sob o controle do fundo. São reconhecidos no balanço quando, baseado na opinião de assessores jurídicos e da administração, for considerado provável o risco de perda de uma ação judicial ou administrativa, com uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações. Os passivos contingentes classificados como perda possível pelos assessores jurídicos e pela administração são apenas divulgados em nota explicativa, enquanto aqueles classificados como perda remota não requerem divulgação.
. Ativos contingentes: ativos originados em eventos passados e cuja existência dependa, e somente venha a ser confirmada pela ocorrência ou não de eventos além do controle do fundo.
3.5 Reconhecimento de receitas e despesas
As receitas e as despesas são apropriadas ao resultado segundo o regime contábil de competência.
3.6 Caixa e equivalentes de caixa
Caixa e equivalentes de caixa são representados por aplicações financeiras de renda fixa, de curto prazo e alta liquidez que são prontamente conversíveis em um montante conhecido de caixa e que estão sujeitos a um insignificante risco de mudança de valor.
3.7 Estimativas e julgamentos contábeis críticos
A Administradora do Fundo efetua estimativas e julgamentos contábeis, com base em premissas, que podem, no futuro, não ser exatamente iguais aos respectivos resultados reais. As estimativas e julgamentos que, na opinião da Administradora, podem ser considerados mais relevantes, e podem sofrer variação no futuro, acarretando em eventuais impactos em ativos e passivos do Fundo, estão descritas a seguir:
I) Valor justo dos instrumentos financeiros: o valor justo dos instrumentos financeiros que não possuem suas cotações disponíveis ao mercado, por exemplo, Bolsa de Valores, são mensurados mediante utilização de técnicas de avaliação, sendo considerados métodos e premissas que se baseiam principalmente nas condições de mercado e, também, nas informações disponíveis, na data das demonstrações financeiras. As políticas contábeis descritas na Nota 3.2 apresentam, informações detalhadas sobre "classificação dos instrumentos financeiros" e "mensuração dos ativos e passivos financeiros e reconhecimento das mudanças de valor justo".
II) Valor justo das propriedades para investimento: conforme descrito na Nota 3.3, o valor justo dos imóveis para renda é obtido através de laudos de avaliação elaborados por entidades profissionais com qualificação reconhecida, sendo utilizadas técnicas de avaliação, como por exemplo projeções de desempenho futuro do fluxo de receitas e despesas descontado a valor presente. As informações sobre as referidas propriedades para investimento estão descritas nas Nota 8.
III) Provisão para créditos de liquidação duvidosa: a provisão é constituída para 100% dos saldos em aberto de clientes com alguma parcela de aluguel vencida acima de 120 dias e também para todos os valores dos créditos renegociados.
3.8 Lucro (prejuízo) por cota
O lucro (prejuízo) por cota, apresentado na demonstração de resultado, é apurado considerando-se o lucro (prejuízo) do exercício dividido pelo total de cotas do Fundo integralizadas ao final de cada exercício.
4. Riscos associados ao Fundo
4.1 Riscos de mercado
4.1.1 Risco de crédito dos ativos financeiros da carteira do Fundo
Os títulos públicos e/ou privados de dívida que poderão compor a carteira do Fundo estão sujeitos à capacidade dos seus emissores em honrar os compromissos de pagamento de juros e principal de suas dívidas. Eventos que afetam as condições financeiras dos emissores dos títulos, bem como alterações nas condições econômicas, legais e políticas que possam comprometer a sua capacidade de pagamento podem trazer impactos significativos em termos de preços e liquidez dos ativos desses emissores. Mudanças na percepção da qualidade dos créditos dos emissores, mesmo que não fundamentadas, poderão trazer impactos nos preços dos títulos, comprometendo também sua liquidez.
4.1.2 Fatores macroeconômicos relevantes
Variáveis exógenas tais como a ocorrência, no Brasil ou no exterior, de fatos extraordinários ou situações especiais de mercado ou, ainda, de eventos de natureza política, econômica ou financeira que modifiquem a ordem atual e influenciem de forma relevante o mercado financeiro e/ou de capitais brasileiro, incluindo variações nas taxas de juros, eventos de desvalorização da moeda e mudanças legislativas relevantes, poderão afetar negativamente os preços dos ativos integrantes da carteira do Fundo e o valor das Cotas, bem como resultar (a) em alongamento do período de amortização de Cotas e/ou de distribuição dos resultados do Fundo ou (b) na liquidação do Fundo, o que poderá ocasionar a perda, pelos respectivos Cotistas, do valor de principal de suas aplicações. Não será devido pelo Fundo ou por qualquer pessoa, os Cotistas do Fundo, a Administradora e os Coordenadores, qualquer multa ou penalidade de qualquer natureza, caso ocorra, por qualquer razão, ou ainda, (c) caso os Cotistas sofram qualquer dano ou prejuízo resultante de tais eventos. O Governo Federal frequentemente intervém na economia do País e ocasionalmente realiza modificações significativas em suas políticas e normas, causando os mais diversos impactos sobre os mais diversos setores e segmentos da economia do País. As atividades do Fundo, sua situação financeira e resultados poderão ser prejudicados de maneira relevante por modificações nas políticas ou normas que envolvam ou afetem fatores, tais como:
a. taxas de juros;
b. controles cambiais e restrições a remessas para o exterior;
c. flutuações cambiais;
d. inflação;
e. liquidez dos mercados financeiros e de capitais domésticos;
- f. política fiscal;
g. instabilidade social e política; e
h. outros acontecimentos políticos, sociais e econômicos que venham a ocorrer no Brasil ou que o afetem.
A incerteza quanto à implementação de mudanças por parte do Governo Federal nas políticas ou normas que venham a afetar esses ou outros fatores pode contribuir para a incerteza econômica no Brasil e para aumentar a volatilidade do mercado de valores mobiliários brasileiro e o mercado imobiliário. Desta maneira, os acontecimentos futuros na economia brasileira poderão prejudicar as atividades do Fundo e os seus resultados, podendo inclusive vir a afetar adversamente a rentabilidade dos Cotistas.
4.1.3 Risco de alteração da legislação aplicável ao Fundo e/ou aos Cotistas
Embora as regras tributárias relativas a fundos de investimento imobiliários estejam vigentes há anos, não existindo perspectivas de mudanças, existe o risco de tal regra ser modificada no contexto de uma eventual reforma tributária. Assim, o risco tributário engloba o risco de perdas decorrente da criação de novos tributos, interpretação diversa da atual sobre a incidência de quaisquer tributos ou a revogação de isenções vigentes, sujeitando o Fundo ou seus Cotistas a novos recolhimentos não previstos inicialmente.
4.1.4 Riscos jurídicos
Além disso, o Fundo poderá vir a ser parte em demandas judiciais relacionadas aos seus ativos, em especial, mas não se limitando, em relação aos imóveis integrantes de sua carteira, tanto no polo ativo quanto no polo passivo. A título exemplificativo, tais demandas judiciais poderiam envolver eventuais discussões acerca do recebimento de indenização em caso de desapropriação dos imóveis, disputas relacionadas à ausência de contratação e/ou renovação pelos locatários dos imóveis dos seguros devidos nos termos dos contratos de locação e a obtenção de indenização no caso de ocorrência de sinistros envolvendo os imóveis, entre outras. Em virtude da reconhecida morosidade do sistema judiciário brasileiro, a resolução de eventuais demandas judiciais pode não ser alcançada em tempo razoável, o que pode resultar em despesas adicionais para o Fundo, bem como em atraso ou paralisação, ainda que parcial, do desenvolvimento dos negócios do Fundo, o que teria um impacto na rentabilidade do Fundo.
4.1.5 Risco de mercado
O valor dos Imóveis que integram a carteira do Fundo pode aumentar ou diminuir de acordo com as flutuações de preços, cotações de mercado e eventuais avaliações realizadas em cumprimento a regulamentação aplicável e/ou ao Regulamento. Em caso de queda do valor dos imóveis, os ganhos do Fundo decorrente de eventual alienação dos imóveis, bem como o preço de negociação das Cotas no mercado secundário poderão ser adversamente afetados.
4.1.6 Risco de desvalorização do imóvel
Como os recursos do Fundo destinam-se à aplicação em imóveis, um fator que deve ser preponderantemente levado em consideração com relação à rentabilidade do Fundo é o potencial econômico, inclusive a médio e longo prazo, da região onde estão localizados os imóveis. A análise do potencial econômico da região deve se circunscrever não somente ao potencial econômico corrente, como também deve levar em conta a evolução deste potencial econômico da região no futuro, tendo em vista a possibilidade de eventual decadência econômica da região, com impacto direto sobre o valor dos imóveis e, por consequência, sobre as Cotas.
4.1.7 Riscos relativos às receitas mais relevantes
Os principais riscos relativos às receitas mais relevantes do Fundo são:
(i) Quanto à receita de locação: a inadimplência no pagamento de aluguéis implicará em não recebimento de receitas por parte do Fundo, uma vez que os aluguéis são sua principal fonte de receitas. Além disso, na ocorrência de tais hipóteses o Fundo poderá não ter condições de pagar seus compromissos nas datas acordadas, o que implicaria na necessidade dos Cotistas serem convocados a arcarem com os encargos do Fundo;
(ii) Nos casos de rescisão dos contratos de locação, incluindo por decisão unilateral do locatário, antes do vencimento do prazo estabelecido no seu contrato de locação sem o pagamento da indenização devida, bem como durante o período de vacância do imóvel, as receitas do Fundo poderão ser comprometidas, com reflexo negativo na remuneração do cotista.
4.1.8 Inexistência de garantia de eliminação de riscos
A realização de investimentos no Fundo sujeita o investidor aos riscos aos quais o Fundo e a sua carteira estão sujeitos, que poderão acarretar perdas do capital investido pelos Cotistas no Fundo. O Fundo não conta com garantias da Administradora ou de terceiros, de qualquer mecanismo de seguro ou do Fundo Garantidor de Créditos - FGC, para redução ou eliminação dos riscos aos quais está sujeito, e, consequentemente, aos quais os Cotistas também poderão estar sujeitos. Em condições adversas de mercado, referido sistema de gerenciamento de riscos poderá ter sua eficiência reduzida. As eventuais perdas patrimoniais do Fundo não estão limitadas ao valor do capital subscrito, de forma que os Cotistas podem ser futuramente chamados a aportar recursos adicionais no Fundo
lé d i 4.1.9 Risco tributário
De acordo com a Lei nº 9.779, de 19 de janeiro de 1999, o fundo de investimento imobiliário que aplicar recursos em empreendimentos imobiliários que tenham como incorporador, construtor ou sócio, cotista que detenha, isoladamente ou em conjunto com pessoas a ele relacionadas, percentual superior a 25% (vinte e cinco por cento) das cotas emitidas pelo Fundo, sujeitam-se à tributação aplicável às pessoas jurídicas, para fins de incidência da tributação corporativa cabível (IRPJ, CSLL, Contribuição ao Programa de Integração Social - PIS e COFINS).
4.1.10 Risco de liquidez
Como os fundos de investimento imobiliário são uma modalidade de investimento ainda em desenvolvimento no mercado brasileiro, onde ainda não movimentam volumes significativos de recursos, seus investidores podem ter dificuldades em realizar transações no mercado secundário. Nesse sentido, o investidor deve observar o fato de que os fundos de investimentos imobiliário são constituídos na forma de condomínios fechados, não admitindo o resgate de suas cotas, senão quando da extinção do Fundo, fator este que pode influenciar na liquidez das cotas quando de sua eventual negociação no mercado secundário.
Mesmo sendo as Cotas objeto de negociação no mercado de bolsa, balcão organizado e não organizado (particular), o investidor que adquirir as Cotas do Fundo deverá estar consciente de que o investimento no Fundo consiste em investimento de longo prazo.
Além disso, o risco de liquidez consiste também na eventualidade do Fundo não dispor de recursos suficientes para cumprir com seus compromissos nas datas previstas.
4.2 Gerenciamento de riscos
Os ativos do Fundo envolvem riscos inerentes ao setor imobiliário, de oscilações de valor dos imóveis e das cotas de FII, risco de liquidez, bem como risco de crédito relacionado aos ativos integrantes da carteira do Fundo.
4.2.1 Risco de crédito
A gestão do Fundo adota políticas e procedimentos específicos para o monitoramento e mitigação do risco de crédito, com o objetivo de preservar a qualidade dos ativos e proteger os interesses dos cotistas. As principais medidas incluem:
Análise prévia de crédito dos emissores dos ativos financeiros, considerando indicadores de liquidez, solvência, histórico de pagamento e classificação de risco atribuída por agências de rating;
Monitoramento contínuo da carteira, com revisão periódica dos ativos financeiros e avaliação de eventos relevantes que possam afetar a capacidade de
pagamento dos emissores;
Diversificação da carteira de ativos financeiros, buscando reduzir a exposição a emissores específicos e a setores econômicos com maior volatilidade;
Avaliação da qualidade de crédito dos locatários, incluindo garantias contratuais e cláusulas de mitigação de risco;
Acompanhamento de indicadores de inadimplência e vacância, com medidas corretivas em caso de deterioração dos níveis de risco;
Utilização de instrumentos de proteção contratual, como fianças, seguros, cauções e cláusulas resolutivas, quando aplicável.
4.2.2 Fatores macroeconômicos relevantes
A gestão do Fundo adota práticas sistemáticas de monitoramento e mitigação desses riscos, com o objetivo de preservar a estabilidade operacional e proteger os interesses dos cotistas. As principais medidas incluem:
Acompanhamento contínuo do ambiente macroeconômico, com análises internas, podendo incluir inclusive suporte de consultorias especializadas;
Diversificação da carteira de ativos, buscando mitigar riscos de concentração setorial, geográfica e contratual;
Utilização de contratos com cláusulas de reajuste indexadas a índices inflacionários, como IPCA ou IGP-M, conforme aplicável;
Avaliação periódica da liquidez dos ativos e das cotas, com vistas à manutenção da capacidade de amortização e distribuição;
Monitoramento de propostas legislativas e medidas governamentais com potencial de impacto sobre o setor imobiliário e os fundos de investimento.
4.2.3 Risco de alteração da legislação aplicável ao Fundo e/ou aos Cotistas, inclusive tributária
A gestão e administração do Fundo monitoram continuamente alterações na legislação fiscal e regulatória que possam impactar a estrutura de distribuição de rendimentos, a tributação sobre ganhos de capital, amortizações e demais eventos financeiros relevantes. O objetivo é garantir conformidade e preservar a eficiência fiscal para os cotistas.
O Fundo adota as seguintes práticas de mitigação de riscos tributários:
Acompanhamento regulatório ativo, podendo incluir inclusive suporte de consultoria especializada, visando antecipar impactos de mudanças legislativas e
normativas;
Estruturação de operações com atenção à manutenção dos requisitos legais para isenção de Imposto de Renda sobre rendimentos distribuídos a pessoas
físicas, incluindo:
Negociação exclusiva em mercado regulamentado;
Mínimo de 100 cotistas;
Nenhum cotista com participação superior a 10% das cotas;
Registro e divulgação transparente de eventos tributáveis, como amortizações e alienações de ativos, conforme exigido pela legislação vigente.
4.2.4 Riscos jurídicos
A gestão do Fundo adota práticas sistemáticas de monitoramento e mitigação desses riscos, com o objetivo de preservar a segurança jurídica das operações e proteger os interesses dos cotistas. As principais medidas incluem:
Due diligence jurídica prévia em todas as aquisições de ativos, com verificação de matrícula, ônus reais, licenciamento, zoneamento e conformidade regulatória;
Acompanhamento contínuo de contratos de locação, prestação de serviços e parcerias, podendo incluir inclusive suporte jurídico especializado;
Monitoramento de ações judiciais e procedimentos administrativos que envolvam o Fundo, seus ativos ou seus prestadores de serviços, com provisionamento
contábil quando aplicável;
Avaliação de riscos regulatórios, especialmente relacionados à legislação tributária, ambiental, urbanística e societária, podendo incluir inclusive o apoio de
consultorias externas;
Gestão de riscos contratuais, incluindo cláusulas de rescisão, inadimplemento, revisão de valores e garantias locatícias;
Atualização permanente sobre alterações legais e normativas, com impacto potencial sobre a estrutura do Fundo, os direitos dos cotistas e a operação dos
ativos.
4.2.5 Risco de mercado
Os processos e serviços operacionais são interligados e supervisionados por profissionais experientes no mercado financeiro e imobiliário. Além disso, a Administradora é responsável pelo cumprimento das normas, assegurando que as exigências legais e regulatórias são devidamente seguidas, permitindo uma atuação preventiva em relação aos riscos do Fundo.
4.2.6 Risco de desvalorização do imóvel
A gestão do Fundo adota medidas sistemáticas para mitigar os riscos de desvalorização, incluindo:
Avaliação periódica dos imóveis, realizada por empresas especializadas, conforme exigido pela regulamentação vigente;
Gestão ativa dos ativos, com foco na manutenção, modernização e reposicionamento estratégico dos imóveis para preservar sua atratividade e valor de
mercado;
Monitoramento contínuo de indicadores de vacância, inadimplência e liquidez, com ações corretivas em caso de deterioração dos parâmetros operacionais;
Análise de cenários econômicos e simulações de impacto.
4.2.7 Riscos relativos às receitas mais relevantes
Medidas de mitigação adotadas pela gestão incluem:
Avaliação prévia de crédito dos locatários e monitoramento contínuo da saúde financeira dos ocupantes dos imóveis;
Diversificação da base locatícia e dos setores econômicos atendidos;
Utilização de garantias contratuais, como fianças, seguros e cauções;
Acompanhamento ativo dos contratos de locação, com foco em renovação antecipada e gestão da vacância;
Revisão periódica da matriz de riscos e simulações de impacto sobre o fluxo de caixa em cenários de inadimplência e vacância.
Acompanhamento dos projetos nos empreendimentos investidos e de seus resultados, bem como a supervisão da avaliação dos investimentos em relação aos
similares no mercado.
4.2.8 Inexistência de garantia de eliminação de riscos
Medidas de mitigação adotadas pela gestão incluem:
Monitoramento contínuo dos ativos, com uso de ferramentas de análise de sensibilidade e testes de estresse para avaliar o impacto de cenários adversos.
Gestão de liquidez, mantendo parcela da carteira em ativos líquidos para atender chamadas de capital ou obrigações emergenciais.
Avaliação de crédito e contrapartes, com análise da saúde financeira dos emissores e participantes das operações.
Governança e transparência, com comunicação clara aos Cotistas sobre os riscos e desempenho do Fundo.
4.2.9 Risco de liquidez
Para o gerenciamento do risco de liquidez, o Fundo mantém um nível mínimo de caixa como forma de assegurar a disponibilidade de recursos financeiros, monitora diariamente os fluxos de caixa previstos e realizados, mantém aplicações financeiras com vencimentos diários de modo a promover máxima liquidez.
Apesar dos métodos e processos internos empregados pela Administradora, não há qualquer tipo de garantia de eliminação de perdas aos cotistas.
5. Aplicações financeiras
As aplicações financeiras estão representadas por:
| 5.1 De caráter não imobiliário | 31/12/2025 | 31/12/2024 |
|---|---|---|
| Disponibilidades | - | 17 |
| (a) Cotas do Itaú Soberano RF Simples FICFI | 2.664 | 5.132 |
| (b) Cotas do BTGP CAPITAL MARKETS FI RF | 32 | - |
| (c) Cotas do BTG Pactual Tesouro Selic FI RF Referenciado DI | 2.360 | - |
| 5.056 | 5.149 |
(a) Itaú Soberano RF Simples LP FICFI, que é administrado pelo Itaú Unibanco S.A. O Fundo tem como objetivo acompanhar a variação do CDI através do investimento de, no mínimo, 95% de seus recursos em títulos ou operações atreladas a esse indicador. A carteira do fundo será composta exclusivamente por títulos públicos federais e operações compromissadas lastreadas nestes títulos. O gestor poderá realizar operações com derivativos para fins de proteção. Os investimentos realizados pelo fundo podem estar sujeitos às oscilações decorrentes da variação de preços dos títulos que compõem a carteira. O fundo tem liquidez diária (cotas D+0).
(b) BTG Pactual Capital Markets FI RF é administrado pela BTG Pactual Serviços Financeiros S/A DTVM., é um fundo de Renda Fixa com gestão ativa focado em mercados de juros, mantendo perfil conservador. Classificado pela ANBIMA como RF Duração Livre Grau de Investimento, busca rentabilidade através de títulos públicos e privados, com liquidez diária (cotas D+0).
(c) BTG Pactual Tesouro Selic FI RF Referenciado DI é administrado pela BTG Pactual Serviços Financeiros S/A DTVM. As cotas não possuem vencimento e podem ser resgatadas a qualquer momento (liquidez diária). A rentabilidade do BTG Pactual Tesouro Selic FI RF é determinada substancialmente pelo rendimentos das operações compromissadas, títulos públicos federais.
6. Contas a receber
6.1 Aluguéis a receber
Os aluguéis vencidos e vincendos relativos às áreas ocupadas, incluindo os ajustes de linearização decorrentes dos prazos de carência dos respectivos contratos, possuem os seguintes vencimentos:
| 31/12/2025 Prazo | 31/12/2024 |
|---|---|
| (Reapresentado) | |
| 799 A vencer | 497 |
| 799 | 497 |
Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024 não houve registro de provisões para créditos de liquidação duvidosa.
7. Aplicações vinculadas a depósitos em garantia / Obrigações por depósitos em garantia
São valores garantidos através de depósito caução, equivalentes a 3 (três) meses de aluguéis, conforme descrito nos contratos de locação, cujos recursos estão aplicados em certificados de depósitos bancários sendo remunerados às seguintes taxas:
| Aplicação | Taxa de remuneração | 31/12/2025 | 31/12/2024 |
|---|---|---|---|
| (a) Cotas do Itaú Institucional Renda Fixa Ref DI FI | 742 | 651 | |
| (b) Cotas do BTG Pactual YIELD DI FI RF REF CP | 50 | - | |
| 792 | 651 |
(a) Itaú Institucional Renda Fixa Referenciado DI é um fundo de investimento de baixo risco, focado em acompanhar a variação do CDI, com alta liquidez (geralmente D+0 ou D+1). Indicado para investidores institucionais ou conservadores que buscam retornos próximos ao CDI através de títulos públicos federais e de baixo risco.
(b) O BTG Pactual Yield DI FI RF Ref CP é administrado pela BTG Pactual Serviços Financeiros S/A DTVM. O Fundo tem como objetivo acompanhar a variação do CDI através do investimento de, no mínimo, 95% de seus recursos em títulos ou operações atreladas a esse indicador. A carteira do fundo será composta exclusivamente por títulos públicos federais e operações compromissadas lastreadas nestes títulos.
Caso não seja necessária a utilização da garantia até a devolução do imóvel pelo locatário, estes valores serão revertidos, devidamente corrigidos, em benefício dos locatários.
8. Propriedades para investimento
| 8.1 Descrição dos empreendimentos | Valor justo 31/12/2025 | Valor justo 31/12/2024 |
|---|---|---|
| (1) Corresponde a 100% dos conjuntos comerciais 2.101 a 2.108 - 21º andar, 2.701 a 2.707 - 27º andar, 2.801 a 2.808 - 28º andar e 4.001 a 4.006 - 40º andar e suas respectivas vagas de garagem do empreendimento imobiliário denominado Edifício Torre Rio Sul, localizado na Rua Lauro Muller, 116, Município do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, e está construído sobre um terreno de 41.676 m² objeto das matrículas nº 18.206, 18.211, 17.871, 17.876, 18.371, 18.391, 17.881, 17.886, 18.236, 18.241, 17.931, 17.936, 18.386, 18.406, 17.941, 18.411, 18.421, 17.561, 17.566, 17.841, 17.846, 18.296, 18.301, 17.656, 18.071, 18.076 e 17.661 do 3º Ofício de Registro de Imóveis do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, possuindo área bruta total de de 41.676,00m² e área privada de 5.859,52 m². | 107.483 | 103.135 |
| 107.483 | 103.135 | |
| 8.2 A movimentação ocorrida na conta propriedades para investimento está descrita a seguir: | ||
| Saldo em 31 de dezembro de 2023 | 95.346 | |
| Ajustes ao valor justo das propriedades para investimento | 7.789 | |
| Saldo em 31 de dezembro de 2024 | 103.135 | |
| Ajustes ao valor justo das propriedades para investimento | 4.348 | |
| Saldo em 31 de dezembro de 2025 | 107.483 |
8.3 Avaliação a valor justo
| 31/12/2025 | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Empreendimento | Método | Percentual de vacância | Período de analise | Taxa de desconto | Taxa de capitalização |
| (1) Edifício Rio Sul Center | (a) | 0,00% | 10 anos | 9,50% a.a. | 8,75% a.a. |
| 31/12/2024 | |||||
| Empreendimento | Método | Percentual de vacância | Período de analise | Taxa de desconto | Taxa de capitalização |
| (1) Edifício Rio Sul Center | (a) | 4,32% | 10 anos | 9,25% a.a. | 8,50% a.a. |
O valor justo correspondente a propriedade para investimento está suportado por laudos de avaliação elaborados pela empresa Cushman & Wakefield, datados de dezembro de 2025 e novembro de 2024, e aprovados pela administração em janeiro de 2026 e 2025. O valor justo correspondente ao imóvel está suportado por laudos de avaliação, que foram estimado por meio de utilização de técnicas de avaliação, sendo considerados métodos e premissas que se baseiam principalmente nas condições de mercado, fluxo de caixa projetado do empreendimento e nas informações disponíveis, na data das demonstrações financeiras.
Os cálculos e análises dos valores são elaborados levando em consideração as características físicas do imóvel avaliando e a sua localização dentro da região em que está inserido. O processo de avaliação é concluído através da apresentação do resultado provindo do método de avaliação utilizado. Quando mais de um método é utilizado, cada abordagem é julgada segundo sua aplicabilidade, confiabilidade, qualidade e quantidade de informações. O valor final da propriedade tanto pode corresponder ao valor de um dos métodos, quanto a uma correlação de alguns deles ou todos. No presente caso, optamos por utilizar as seguintes metodologias: Fluxo de Caixa Descontado, Quantificação de Custos e Comparativo Direto de Dados de Mercado para determinação do valor de mercado para venda, valor de mercado para locação e valor para seguro. O imóvel avaliando é um ativo de investimento para rentabilidade e para tal tipologia, optamos pela avaliação pela capitalização da renda por fluxo de caixa descontado, que reflete a análise mais consistente para o imóvel, com base em seus contratos vigentes versus seu retorno esperado; ou seja, indo ao encontro do §2º do Art. 7º da ICVM nº 516. Além disso, diferentemente de mercado mais profissionais e abertos (como o Europeu e Americano), não há massa crítica suficiente para determinação do valor justo o imóvel por comparativo direto, respeitando-se seu enquadramento pela norma, dentro das análises cabíveis do avaliador independente. Ou seja, são poucas as referências “de ativos semelhantes, na mesma região e condição e sujeitos a contratos similares de aluguéis ou outros”, conforme colocado no §3º do Art. 7º da ICVM nº 516, inviabilizando este tipo de abordagem. Cabe salientar que potenciais investidores possuem a mesma perspectiva de análise, pela rentabilidade do ativo, considerando o fluxo de receitas atual e potencial na precificação do ativo. Em face do exposto acima, temos plena confiança que o valor justo do imóvel determinado pela capitalização da renda por fluxo de caixa descontado está em consonância com as condições atuais do mercado em que se situa, respeitando-se as condições de localização, qualidade do ativo e ocupação.
A Cushman & Wakefield ("os especialistas") possui equipe técnica qualificada e dedicada ao segmento de avaliação imobiliária, o laudo produzido pelos especialistas foi elaborado de acordo com os Padrões de Avaliação RICS (Appraisal Institute e o Royal Institution of Chartered Surveyors) por um avaliador atuando como Avaliador Externo, conforme definido no Livro Vermelho, e em conformidade com as práticas regulamentadas pelas Normas Brasileiras NBR 14.653-2 / 2011 e 14.653-2 / 2004, 14.653-4, emitido pela ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas. Os especialistas contratados pelo Fundo realizaram, diversas avaliações no setor, atendendo aos principais, bancos, fundos de investimento imobiliário, fundos de pensão, gestores e investidores, tanto para avaliações pontuais quanto para avaliações de portfólios abrangendo escritórios, salas comerciais e lajes corporativas.
9. Receita de aluguel
| 31/12/2025 | 31/12/2024 | |
|---|---|---|
| Receita de aluguel | 9.451 | 7.728 |
| 9.451 | 7.728 |
A unidades de locações da propriedade para investimento são lajes corporativas, pela qual os inquilinos pagam o valor contratual mensal, corrigida pela inflação dos doze meses anteriores. A receita de aluguéis do Fundo é reconhecida pela competência com base no prazo dos contratos e leva em consideração reajustes, além dos efeitos de descontos, abatimentos, carências concedidas e linearização.
No exercicio findo em 31 de dezembro de 2025 o Fundo recebeu referente a receita de aluguel, o montante de R$ 9.150 (2024 - R$ 8.560).
10. Encargos e taxa de administração e gestão
| 31/12/2025 | 31/12/2024 | |
|---|---|---|
| Despesa de consultoria | 210 | 194 |
| Taxa de administração e gestão | 749 | 712 |
| 959 | 906 |
As seguintes remunerações serão devidas pela Classe para remunerar os seus prestadores de serviços (base 1/12), as quais serão quitadas até o 7º (sétimo) dia útil do mês subsequente ao mês em que os serviços forem prestados:
Taxa de administração: (a) Pelas atividades de administração, 0,20% ao ano, calculado sobre (a.1) o valor contábil do Patrimônio Líquido ou (a.2) sobre o valor de mercado da Classe, caso suas cotas tenham integrado ou passado a integrar, no período, índices de mercado, cuja metodologia preveja critérios de inclusão que considerem a liquidez das cotas e critérios de ponderação que considerem o volume financeiro das cotas emitidas pela Classe, como por exemplo, o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX), calculado com base na média diária da cotação de fechamento das cotas de emissão da Classe no mês anterior ao do pagamento da remuneração e que deverá ser pago diretamente ao Administrador, com base na média diária da cotação de fechamento das Cotas de emissão da Classe no mês anterior ao do pagamento da remuneração, observado o valor mínimo mensal de R$ 20, atualizado anualmente a partir da presente data pela variação do IGP-M (Índice Geral de Preços de Mercado), apurado e divulgado pela Fundação Getúlio Vargas - FGV, que será pago diretamente ao Administrador; e (b) Pelas atividades de escrituração, 0,30% ao ano, calculado (b.1) sobre o valor contábil do patrimônio líquido da Classe, caso a Taxa de Administração seja calculada nos termos do item (a.1) acima; ou (b.2) sobre o valor de mercado da Classe, caso a Taxa de Administração seja calculada nos termos do item (a.2) acima, cujo montante mensal será calculado com base no Contrato de Prestação de Serviços de Escrituração de Cotas celebrado entre a Classe e o Escriturador de Cotas.
Taxa de gestão: 0,20% ao ano, calculado sobre o valor de mercado da Classe, com base na média diária da cotação de fechamento das Cotas de emissão da Classe no mês anterior ao do pagamento da remuneração, observado o valor mínimo mensal de R$ 7, atualizado anualmente a partir da presente data pela variação do IGP-M (Índice Geral de Preços de Mercado), apurado e divulgado pela Fundação Getúlio Vargas - FGV.
Taxa da consultoria especializada: 0,95% ao mês, calculado sobre as receitas brutas de aluguéis dos ImóveisAlvo integrantes do patrimônio da Classe, observado o valor mínimo mensal de R$ 10, atualizado anualmente a partir da presente data pela variação do IGP-M (Índice Geral de Preços de Mercado), apurado e divulgado pela Fundação Getúlio Vargas - FGV. Para fins de esclarecimento, apenas as receitas brutas de aluguéis dos Imóveis-Alvos integrantes do patrimônio da Classe integram o denominador do cálculo da Taxa de Consultoria Especializada, excluindo-se, expressamente e com preponderância sobre qualquer disposição em contrário, quaisquer outras receitas dos Imóveis-Alvo, especialmente, aquelas decorrentes de venda dos referidos Imóveis-Alvo.
Não serão cobradas taxas de ingresso, saída e performance. Não obstante, a cada nova Emissão de Cotas, poderá ser cobrada taxa de distribuição no mercado primário para arcar com as despesas da Oferta da nova Emissão de Cotas, a ser paga pelos subscritores das novas Cotas no ato da sua respectiva integralização, se assim for deliberado em Assembleia de Cotistas ou no ato do Administrador que aprovar a respectiva Oferta no âmbito do Capital Autorizado, conforme o caso.
11. Política de distribuição dos resultados
O Fundo deverá distribuir a seus cotistas, no mínimo, 95% dos resultados auferidos, apurados segundo o regime de caixa, com base em balanço semestral encerrado em 30 de junho e 31 de dezembro de cada ano. O resultado auferido num determinado período será distribuído aos cotistas, mensalmente, até o 10º (décimo) dia útil do mês subsequente ao recebimento da receita, a título de antecipação dos resultados a serem distribuídos. Eventual saldo de resultado porventura não distribuído terá a destinação que lhe der a Assembleia Geral de Cotistas, com base em proposta e justificativa apresentada pela Administradora.
O saldo de rendimentos a distribuir foi calculado como segue:
| Rendimentos | 31/12/2025 | 31/12/2024 |
|---|---|---|
| Lucro líquido do exercício | 13.127 | 15.742 |
| Ajuste ao valor justo de propriedades para investimento | (4.348) | (7.789) |
| Receitas de aluguéis linearizados | (428) | 726 |
| Inadimplência com rendas | (71) | - |
| Despesas operacionais não pagas | 11 | (24) |
| Lucro base caixa - art. 1, p.u., da Lei 8.668/93 (ofício CVM 01/2014) | 8.291 | 8.655 |
| Reversão / (Constituição) da reserva para contingência | 19 | (5) |
| Retenção de rendimentos - até 5% | 190 | (190) |
| (-) Parcela dos rendimentos retidos no fundo | 209 | (195) |
| Rendimentos declarados | 8.500 | 8.460 |
| Rendimentos a distribuir | (918) | (846) |
| Cotistas a disposição pagos/constituídos no exercício (*) | (313) | (877) |
| Rendimentos de exercícios anteriores pagos no exercício | 846 | 1.061 |
| Rendimentos líquidos pagos no exercício | 8.115 | 7.798 |
| Rendimentos médios pagos por cota (valores expressos em reais) | 8,13 | 7,81 |
% do resultado do exercício declarados (considerando a base de cálculo apurada nos termos da lei 8.668/93) Diferença entre lucro base caixa e rendimentos declarados
102,52% 97,75%
209 (195)
- (*) Valores a disposição dos cotistas, a serem pagos quando ocorrer a regularização dos respectivos cadastros, que totalizam R$ 3.051 (2024 - R$ 2.738)
12. Patrimônio Líquido
12.1 Cotas integralizadas
| 31/12/20 | 25 | 31/12/2 | 024 | |
|---|---|---|---|---|
| Quantidade | R$ | Quantidade | R$ | |
| Cotas de investimentos subscritas | 998.405 | 99.841 | 998.405 | 99.841 |
| Cotas de investimentos integralizadas | 998.405 | 99.841 | 998.405 | 99.841 |
| Valor por cota (valor expresso em reais) | 100,00 | 100,00 |
12.2 Emissão de novas cotas
De acordo com o regulamento vigente, o Fundo poderá realizar novas emissões de cotas mediante prévia aprovação da Assembleia Geral de Cotistas e, se for o caso, após obtenção da autorização da CVM. A deliberação da emissão de novas cotas do Fundo deverá dispor sobre as características da emissão, as condições de subscrição de tais cotas e a destinação dos recursos provenientes da integralização.
Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024 não houve emissão de novas de cotas.
12.3 Amortização de cotas
De acordo com o regulamento vigente, o Fundo poderá amortizar parcialmente as suas cotas para redução do patrimônio e implicará na manutenção da quantidade de cotas existentes por ocasião da venda do ativo, com a consequente redução do valor na proporção da diminuição do patrimônio representado pelo ativo alienado.
Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 o fundo não incorreu em amortização de cotas.(2024 - R$14.976).
12.4 Gastos com colocação de cotas
| 31/12/2025 | 31/12/2024 | |
|---|---|---|
| Gastos com colocação de cotas | 2.658 | 2.658 |
| 12.5 Reserva de contingência Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024, o Fundo não incorreu em gastos com colocação de cotas. | 31/12/2025 | 31/12/2024 |
| Reserva de contingência | 872 | 891 |
| 872 | 891 |
Para arcar com as despesas extraordinárias dos ativos integrantes do patrimônio do Fundo, se houver, poderá ser constituída uma reserva de contingência. O valor total da Reserva de Contingência pode chegar a 1% (um por cento) do valor de mercado dos imóveis que compõem a carteira do Fundo, calculado com base no valor de aquisição dos imóveis, a ser devidamente reajustado com base em futuras reavaliações, se houver. Para sua constituição ou reposição, caso sejam utilizados os recursos existentes na mencionada reserva, poderá ser procedida a retenção de até 5% (cinco por cento) do rendimento mensal apurado pelo critério de caixa, até que se atinja o limite acima previsto.
Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2025, o Fundo reverteu a reserva de contingência no montante de R$19 (2024 - Constituiu R$5)
13. Retorno sobre patrimônio líquido
| 31/12/2025 | 31/12/2024 | |
|---|---|---|
| Lucro líquido do exercício | 13.127 | 15.742 |
| Patrimônio líquido inicial | 104.658 | 111.733 |
| Adições/deduções | ||
| Cotas de investimentos integralizadas | - | - |
| Amortizações de cotas de investimentos integralizados | - | (14.976) |
| Gastos com colocação de cotas | - | - |
| Total das adições/deduções | - | (14.976) |
| *Retorno sobre patrimônio líquido do Fundo () | 12,54% | 16,27% |
(*) Apurado considerando-se o lucro líquido (prejuízo) sobre o patrimônio líquido inicial do Fundo adicionado das cotas integralizadas, deduzido das amortizações e gastos com colocação de cotas, caso esses eventos tenham ocorrido.
14. Encargos debitados ao Fundo
| 31/12 | /2025 | 31/12/ | 2024 | |
|---|---|---|---|---|
| Valores | Percentual | Valores | Percentual | |
| Despesas de tributos municipais e federais | 12 | 0,01% | 3 | 0,00% |
| Despesas de comissões | 32 | 0,03% | 247 | 0,24% |
| Despesas de condomínio | 27 | 0,03% | 19 | 0,02% |
| Despesas de reparos, manutenção e conservação de imóveis | 24 | 0,02% | 2 | 0,00% |
| Despesas com água, energia e gás | 1 | 0,00% | 1 | 0,00% |
| Despesa de consultoria | 210 | 0,20% | 194 | 0,19% |
| Despesa da avaliação | 8 | 0,01% | 9 | 0,01% |
| Despesas de consultoria jurídica | 8 | 0,01% | 42 | 0,04% |
| Taxa de administração e gestão | 749 | 0,71% | 712 | 0,69% |
| Outras receitas (despesas) operacionais | 109 | 0,10% | 127 | 0,12% |
| 1.180 | 1,11% | 1.356 | 1,30% | |
| Patrimônio líquido médio do exercício | 105.903 | 103.928 |
15. Tributação
De acordo com a legislação em vigor, a Instrução Normativa RFB 1.585 de 31 de agosto de 2015, em seu artigo 36: Os rendimentos e ganhos líquidos auferidos pelas carteiras dos fundos de investimento imobiliário, em aplicações financeiras de renda fixa ou de renda variável, sujeitam-se à incidência do imposto de renda na fonte de acordo com as mesmas normas previstas para as aplicações financeiras das pessoas jurídicas.
De acordo com o artigo 37 da referida Instrução Normativa, os ganhos de capital e rendimentos auferidos na alienação ou no resgate de cotas dos fundos de investimento imobiliário por qualquer beneficiário, inclusive por pessoa jurídica isenta, sujeitam-se à alíquota de 20% (vinte por cento).
Ficam isentos do imposto de renda na fonte e na declaração anual das pessoas físicas, os rendimentos distribuídos pelos fundos de investimento imobiliário cujas cotas sejam admitidas à negociação exclusivamente em bolsas de valores ou no mercado de balcão organizado, observados os requisitos previstos no art. 3º da Lei 11.033/04, conforme atualizados pela Lei 14.754/23.
16. Demandas judiciais
Não há registro de demandas judiciais ou extrajudiciais, quer na defesa dos direitos dos cotistas, quer desses contra a administração do Fundo cuja probabilidade de perda para o Fundo seja possível ou provável.
17. Serviços de custódia e tesouraria
Os serviços de tesouraria, escrituração e custódia das cotas do Fundo são prestados pela própria Administradora.
18. Partes relacionadas
Durante o exercício, o Fundo realizou transações com partes relacionadas descritas nas Notas Explicativas nº 5.1, 7, 10 e 17.
19. Demonstrativo ao valor justo
O Fundo aplica o CPC 46 e o artigo 7º da Instrução CVM nº 516/2011, para instrumentos financeiros e propriedades para investimento mensurados no balanço patrimonial pelo valor justo, o que requer divulgação das mensurações do valor justo pelo nível da seguinte hierarquia de mensuração pelo valor justo:
. Nível 1 - O valor justo dos instrumentos financeiros negociados em mercados ativos é baseado nos preços de mercado, cotados na data de balanço. Um mercado é visto como ativo se os preços cotados estiverem pronta e regularmente disponíveis a partir de uma Bolsa, distribuidor, corretor, grupo de indústrias, serviço de precificação, ou agência reguladora, e aqueles preços representam transações de mercado reais e que ocorrem regularmente em bases puramente comerciais.
. Nível 2 - O valor justo dos instrumentos financeiros que não são negociados em mercados ativos é determinado mediante o uso de técnica de avaliação. Essas técnicas maximizam o uso dos dados adotados pelo mercado onde está disponível e confiam o menos possível nas estimativas específicas da entidade. Se todas as informações relevantes exigidas para o valor justo de um instrumento forem adotadas pelo mercado, o instrumento estará incluído no Nível 2.
. Nível 3 - Se uma ou mais informações relevantes não estiver baseada em dados adotados pelo mercado, o instrumento estará incluído no Nível 3. As técnicas de avaliação específicas utilizadas para valorizar os instrumentos financeiros e as propriedades para investimento incluem aquelas descritas no artigo 7º da Instrução CVM 516/11.
As tabelas abaixo apresentam os ativos do Fundo mensurados pelo valor justo:
| 31/ | 12/2025 | |||
|---|---|---|---|---|
| Ativos | Nível 1 | Nível 2 | Nível 3 | Total |
| Ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado | ||||
| Cotas de fundo de renda fixa | 5.056 | - | - | 5.056 |
| Certificados de depósito bancário - vinculadas a depósitos em garantia | 792 | - | - | 792 |
| Propriedades para investimento | - | - | 107.483 | 107.483 |
| Total do ativo | 6.640 | - | 107.483 | 114.123 |
| 31/ | 12/2024 | |||
| Ativos | Nível 1 | Nível 2 | Nível 3 | Total |
| Ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado | ||||
| Cotas de fundo de renda fixa | 5.132 | - | - | 5.132 |
| Certificados de depósito bancário - vinculadas a depósitos em garantia | 651 | - | - | 651 |
| Propriedades para investimento | - | - | 103.135 | 103.135 |
| Total do ativo | 5.783 | - | 103.135 | 108.918 |
20. Outras informações
20.1 Em atendimento à resolução CVM nº 80, de 29 de março de 2022, informamos que o Fundo, no exercício findo em 31 de dezembro de 2025, contratou a Ernst & Young Auditores Independentes S/S Ltda. somente para a prestação de serviços de auditoria das demonstrações financeiras, não tendo a referida empresa prestado qualquer outro tipo de serviço ao Fundo;
20.2 A política de divulgação de informações relativas ao Fundo inclui, entre outros, a divulgação mensal do valor patrimonial da cota, a rentabilidade do período e do patrimônio do Fundo e a disponibilização aos cotistas de informações periódicas, mensais, trimestrais e anuais na sede da Administradora. Adicionalmente, a Administradora mantém serviço de atendimento aos cotistas em suas dependências e efetua a divulgação destas informações em seu site.
20.3 Em 27 de maio de 2025 a Adminstradora publicou o Instrumento Particular de Alteração do Regulamento, servindo-se do presente para adaptar o regulamento do Fundo ao que dispõe a parte geral e o Anexo Normativo nº 175, de 23 de dezembro de 2022, conforme alterada, da Comissão de Valores Mobiliários ("Resolução nº 175"). Em decorrência dessa alteração e da instituição da responsabilidade dos cotistas, o Fundo também teve sua denominação ajustada, passando de "Fundo de Investimento Imobiliário - FII BM Brascan Lajes Corporativas" para "Fundo de Investimento Imobiliário - FII BM Brascan Lajes Corporativas Responsabilidade Limitada ". o presente Regulamento do Fundo foi atualizado para refletir essas alterações, sem necessidade de prévia aprovação dos Cotistas reunidos em assembleia geral. Ressalta-se que tais mudanças não impactam a politica de investimento, regras de resgate ou estrutura de remuneração do Fundo, preservando-se integralmente as disposições anteriormente estabelecidas. Dessa forma, nos termos da Resolução nº 175, o Fundo será de classe única, contando com Regulamento e Anexo, que trarão as regras aplicáveis ao mesmo, na forma dos documentos consolidados e anexos ao presente instrumento, que entrarão em vigor a partir do fechamento 16 de junho de 2025.
21. Eventos subsequentes
Após 31 de dezembro de 2025 e até a data da aprovação das demonstrações financeiras pela Administradora do Fundo, não ocorreram eventos que necessitam de divulgação nas demonstrações financeiras.
| Vanessa Oliveira | Gustavo Piersanti |
|---|---|
| Contadora | Diretor |
| CRC: 1SP307815 | CPF: 016.697.087-56 |
| *** * *** |