Relatório Gerencial DRIM11 de fevereiro de 2026
Relatório Gerencial do RB Desenvolvimento Residencial V (DRIM11), fundo imobiliário residencial, referente a fevereiro de 2026, com entrega no FundosNet (B3) em 11/05/2026. O patrimônio líquido era de R$ 65,8 milhões no informe mensal de setembro de 2026. Os indicadores são os mais recentes da base do Kartac, não os do período do documento.
Informações
- CNPJ
- 58.350.082/0001-84
- Tipo
- Relatórios
- Assunto
- Relatório Gerencial - 27/02/2026
- Data de referência
- 27/02/2026
- Data de entrega
- 11/05/2026 18:59
- Versão
- 1
- Situação
- (Ativo)
Conteúdo

RELATÓRIO AO INVESTIDOR RB DESENVOLVIMENTO RESIDENCIAL V FII DRIM11 – FEVEREIRO/26
Características Gerais e Políticas de Investimentos
RB DESENVOLVIMENTO RESIDENCIAL V FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO - RESPONSABILIDADE LIMITADA, constituído sob a forma de condomínio fechado, com prazo determinado de duração, formado por uma única classe de cotas, dividida em três subclasses. O Fundo tem por objetivo investir em operações de permuta em Empreendimentos Imobiliários na cidade de São Paulo.
A Classe tem por objetivo proporcionar aos cotistas a valorização e a rentabilidade de suas cotas, conforme política de investimento definida abaixo, primordialmente, por meio da aquisição, direta ou indireta, de (i) empreendimentos imobiliários de natureza majoritariamente residencial objeto de investimento direto ou indireto pela Classe, os quais terão por objeto o desenvolvimento, a aquisição e/ou incorporação de imóveis, para posterior alienação, ou, ainda, os terrenos adquiridos direta e/ou indiretamente pela Classe, para posterior permuta, física ou financeira, por unidades residenciais de incorporações imobiliárias, os quais poderão contemplar atividades comerciais, de forma minoritária (“Empreendimentos Imobiliários”); e/ou (ii) títulos ou valores mobiliários que tenham por lastro, finalidade ou objetivo o financiamento de Empreendimentos Imobiliários; em quaisquer casos, observados os Critérios de Elegibilidade aplicáveis (conforme definido abaixo) (“Ativos Alvo”).
Histórico de Subscrições e Integralizações
O Fundo RB DESENVOLVIMENTO RESIDENCIAL V teve a sua 1ª Emissão de Cotas realizada através de Oferta Restrita de Distribuição de Cotas, nos termos da Instrução CVM nº 160, com os investidores subscrevendo o montante total de 69.885 cotas, sendo 13.004 cotas da subclasse A (DRIM11), 10.500 da subclasse B (DRIM15) e 41.381 cotas da subclasse C (DRIM16), ao preço de R$ 1.000,00 por cota, incluindo custos, com um Valor Total de Captação da Oferta de R$ 69.885.000,00. A data de encerramento da 1ª Emissão de Cotas ocorreu em 18 de junho de 2025.
Os recursos subscritos na 1ª Emissão de Cota do Fundo ainda não foram integralizados e ocorrerão novas chamadas de capital à medida em que houver necessidade para os investimentos no pipeline.
| Resumos das Subscrições | IPO - Cotistas 1º Closing | IPO - Cotistas 2º Closing | Total |
| 40.241 Quantidade de Cotas Captadas | |||
| Valor da Cota de Emissão Primária | R$ 1.000,00 | R$ 1.000,00 | R$ 1.000,00 |
| Valor Total Captado (sem considerar correção por IPCA nas Chamadas de Capital) | R$ 40.241.000,00 | R$ 29.644.000,00 | R$ 69.885.000,00 |
Conforme previsto nos documentos da Oferta e no Regulamento do Fundo, as integralizações dos cotistas ocorreriam mediante a modalidade de chamada de capital. A tabela abaixo demonstra os montantes e datas das chamadas de capital.
| Chamada de Capital | Data da Integralização | Valor por Cota (Corrigido por IPCA) | Valor da Chamada de Capital (R$) | Número de Cotas |
| 1ª Chamada de Capital jul-25 | R$ 1.000,00 | R$ 36.027.000,00 | 36.027 | |
| 2ª Chamada de Capital dez-25 | R$ 1.008,63 | R$ 33.865.049 | 33.575 | |
| Total | R$ 69.892.049,07 | 69.602 | ||
COMENTÁRIOS DO GESTOR
Mercado Imobiliário Residencial – Panorama Geral e últimos dados
O cenário macroeconômico global segue favorável aos mercados emergentes. Com o Federal Reserve encerrando seu ciclo de alta e o Banco Central Europeu em postura acomodatícia, o diferencial de juros reais do Brasil continua atraindo fluxo de capital externo — contribuindo para a estabilidade cambial e a compressão do prêmio de risco doméstico. Esse ambiente de liquidez global reduz a volatilidade para ativos reais e reforça o apetite de investidores institucionais por exposição ao mercado imobiliário brasileiro.
No plano doméstico, a taxa Selic se manteve em 15% ao ano em fevereiro, contudo o mercado projeta o início do ciclo de cortes para março expectativa reforçada pela própria ata do Copom, que sinalizou abertura para flexibilização caso a inflação siga sob controle. O consenso do boletim Focus apontava a taxa encerrando 2026 em torno de 12,5%, com o IPCA convergindo para 4,0% no ano. Para o setor imobiliário, essa trajetória é o principal catalisador do ciclo que se abre: os financiamentos habitacionais com recursos da poupança recuaram mais de 20% ao longo de 2025, pressionados pelo custo do crédito — e essa demanda represada tende a se liberar de forma acelerada conforme os juros sejam reduzidos. O governo já havia reforçado esse movimento com medidas estruturais anunciadas no início do ano: injeção de R$ 35 bilhões no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo via liberação do compulsório, elevação do teto do SFH para R$ 2,25 milhões e criação de nova linha de financiamento para famílias com renda de até R$ 20 mil mensais. A CBIC projetava crescimento de 10% nas vendas de imóveis em 2026, mesmo com juros ainda em patamar restritivo — sinal de que a demanda estrutural sustenta o setor independentemente do ciclo monetário.
Essa demanda é respaldada por dados concretos: pesquisa da consultoria Brain aponta que 49% dos brasileiros pretendem adquirir um imóvel nos próximos 24 meses, o maior percentual já registrado pela série histórica. O interior do Estado de São Paulo ilustra bem a força desse movimento, com crescimento de 26% nas vendas de imóveis novos no primeiro semestre de 2025, segundo a Abrainc. O imóvel segue consolidado na cultura brasileira como reserva de valor, característica que persiste independentemente do ciclo econômico e sustenta a solidez do mercado mesmo em períodos de maior restrição de crédito.
No âmbito da oferta, o setor passava por uma reorganização que a gestão entende como janela de oportunidade. Algumas construtoras voltadas à classe média tradicional, pressionadas pela combinação de juros elevados e endividamento das famílias, reduziram exposição e colocaram empreendimentos à venda para recompor liquidez e reduzir alavancagem. Ativos bem localizados, com projetos aprovados e obras em andamento, chegaram ao mercado a preços que refletem a necessidade do vendedor — não o valor intrínseco do empreendimento em um ciclo normalizado de crédito.
Com a Selic na iminência de iniciar sua trajetória de queda, crédito habitacional prestes a se expandir, oferta reprimida e um conjunto robusto de medidas governamentais já anunciadas de suporte ao mercado, é previsto uma mudança de ciclo favorável para o mercado imobiliário.
Atualizamos nosso cenário com os últimos dados divulgados pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação), de acordo com informações de fechamento de Fevereiro/2026 para melhor acompanhamento do mercado imobiliário residencial em São Paulo.
Em relação às vendas, o mês de fevereiro somou o total de 10.306 unidades comercializadas, volume 26,8% superior no comparativo às vendas de janeiro, por outro lado teve resultado 0,9% menor no comparativo com fev/25. Já em relação aos lançamentos, o mês de fevereiro apresentou o montante de 9.040 unidades, volume 117,8% maior em relação ao mês de janeiro, mas apresentou redução de 14,4% no comparativo com fev/25.
Lançamentos e Vendas (em mil)

Unidades Vendidas Acumuladas

Vendas e Lançamento Acumulados (em mil)

Unidades Lançadas Unidades Vendidas
85,5Unidades Lançadas Acumuladas
em 12 meses (em mil)

Econômico Médio-Alto
Em relação às zonas da cidade, a Zona Sul apresentou desempenho superior na maioria dos indicadores, com lançamentos de 40% (5.999 unidades), em vendas (33% equivalente a 3.205 unidades), VGV (39%, equivalente a R$ 2,0 bilhões), oferta final (33% equivalente a 28.256 unidades) e VGO (38% equivalente a R$ 23,4 bilhões), por fim a Zona Norte registrou maior VSO (11,9%).

Fontes: Secovi/SP, Bacen, ComDinheiro e IBGE
COMENTÁRIOS DO GESTOR
FII - Panorama Geral e Atualizações
Conforme informado no Fato Relevante de 29/12/2025 (Link), foi solicitada a 2ª Chamada de Capital no âmbito da 1ª emissão de cotas dos respectivos fundos.
Nesta chamada de capital os cotistas que subscreveram as cotas do FII, conforme o Mecanismo de Controle de Chamadas de Capital previsto nos Compromissos de Investimento, tomam ciência de que os recursos a serem utilizados para essa nova integralização de cotas serão obtidos por meio da amortização compulsória das cotas do FIRF, as quais são detidas pelos Cotistas, e da transferência automática de tais recursos para o FII, em atendimento à obrigação de cada Cotista de integralizar suas respectivas Cotas no FII.
A 2ª Chamada de Capital foi concluída em 8 de janeiro de 2026.
Valor Patrimonial do Fundo - Marcação Contábil
Por fim, a tabela abaixo apresenta o valor patrimonial atualizado do Fundo, conforme disponibilizado pelo Administrador.
O Administrador realiza a apuração dos valores de acordo com as normas contábeis aplicáveis ao Fundo. Atualmente, tais ativos estão registrados pelo valor atribuído à permuta. O critério definitivo de reconhecimento de receita poderá implicar ajustes futuros na forma de mensuração e reconhecimento dos resultados.
Valor Patrimonial - Marcação Contábil
Fev/26
Valor da Cota Patrimonial de Fechamento
Quantidade de Cotas do Fundo
PROJETO 1 – ITAIM BIBI

CARACTERÍSTICAS FUNDO
Data de Investimento: Jul/25
Modalidade de Investimento:
Permuta Física
Investimento Total do Projeto* (R$ MM): R$ 30,0 mi.
[*] Investimento estimado
ETAPAS DO PROJETO
ORIGINAÇÃO
NEGOCIAÇÃO, ESTRUTURAÇÃO E DILIGÊNCIA

ENTREGA DAS CHAVES
APROVAÇÕES E PROJETO

OBRAS
CARACTERÍSTICAS DO PROJETO
Localização: Itaim Bibi - São Paulo
Status: Projeto em Aprovação
Padrão: Altíssimo Padrão
Número de Torres: 1 Torre
Total Unidades: 32 Unidades Residenciais
Área de Terreno: 1.650 m²
Área Privativa Total: 12.326 m²
Lançamento Previsto: 1º semestre de 2026

(1) O projeto ainda se encontra em fase preliminar, e suas especificações técnicas podem sofrer alterações, sem aviso prévio.
LANÇAMENTO
PROJETO 2 – PINHEIROS

CARACTERÍSTICAS FUNDO
Data de Investimento: Jan/26
Modalidade de Investimento:
Permuta Física
Investimento Total do Projeto* (R$ MM): R$ 32,2 mi.
[*] Investimento estimado
ORIGINAÇÃO
Padrão: Alto Padrão
Número de Torres: 2 Torres
Status: Projeto em Aprovação
NEGOCIAÇÃO, ESTRUTURAÇÃO E DILIGÊNCIA
CARACTERÍSTICAS DO PROJETO
ETAPAS DO PROJETO

ENTREGA DAS CHAVES
Localização: Pinheiros- São Paulo

OBRAS
APROVAÇÕES E PROJETO
125 Unidades Residenciais, 230 Studios e 2 Lojas
Área de Terreno: 5.025 m²
Área Privativa Total: 35.228 m²
Lançamento Previsto: 1º semestre de 2026

(1) O projeto ainda se encontra em fase preliminar, e suas especificações técnicas podem sofrer alterações, sem aviso prévio.
LANÇAMENTO
INFORMAÇÕES GERAIS DO FUNDO
RB DESENVOLVIMENTO RESIDENCIAL V FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO - Razão Social RESPONSABILIDADE LIMITADA
CNPJ 58.350.082/0001-84
Código de Negociação DRIM11 (Subclasse A) / DRIM15 (Subclasse B) / DRIM16 (Subclasse C) (Ticker)
Código ISIN BRDRIMCTF004 / BRDRIMCTF012 / BRDRIMCTF020
Gestor RB ASSET MANAGEMENT LTDA
Consultor Dados Imobiliários DATA ZAP INTELIGENCIA IMOBILIARIA LTDA
Administrador BTG PACTUAL SERVIÇOS FINANCEIROS S.A. DTVM
Escriturador BTG PACTUAL SERVIÇOS FINANCEIROS S.A. DTVM
Custodiante BTG PACTUAL SERVIÇOS FINANCEIROS S.A. DTVM
Auditor
Taxa de Administração 1,7% ao ano sobre o Patrimônio Líquido do Fundo.
Taxa de Performance 20% (vinte por cento) sobre o que exceder a Remuneração Base
Prazo do Fundo 84 meses
Liquidez do Fundo Fundo Fechado
Público Alvo Investidores Qualificados
Negociação das Cotas B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão
Encerramento do Exercício Social 31-dez
Mercado de Negociação de Cotas B3
Entidade administradora de Mercado BM&FBOVESPA Organizado
Mandato: Tijolo
Subclassificação: Desenvolvimento
Classificação Autorregulação
Segmento: Residencial
Tipo de Gestão: Ativa