Demonstrações Financeiras - Substituição de administrador GSFI11 de 06/03/2026
Demonstrações Financeiras - Substituição de administrador do General Shopping e Outlets do Brasil (GSFI11), fundo imobiliário de shoppings, com data de referência em 06/03/2026, com entrega no FundosNet (B3) em 26/06/2026. No pregão de 03/11/2026, a cota do GSFI11 fechou a R$ 11,25, com P/VP de 0,87 (valor patrimonial de R$ 12,89 por cota no informe mensal de setembro de 2026). O último rendimento foi de R$ 0,11 por cota, com pagamento em nov/2026, e o dividend yield dos últimos 12 meses é de 1,96% sobre a cotação de 03/11/2026. O patrimônio líquido era de R$ 1,2 bilhão no informe mensal de setembro de 2026. Os indicadores são os mais recentes da base do Kartac, não os do período do documento.
Informações
- CNPJ
- 11.769.604/0001-13
- Tipo
- Outras Demonstrações Financeiras
- Assunto
- Demonstrações Financeiras - Substituição de administrador
- Data de referência
- 06/03/2026
- Data de entrega
- 26/06/2026 12:39
- Versão
- 1
- Situação
- (Ativo)
Conteúdo

‘
GENERAL SHOPPING E OUTLETS DO BRASIL FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO RESPONSABILIDADE LIMITADA (CNPJ: 11.769.604/0001-13) Demonstrações financeiras acompanhadas do Relatório do Auditor Independente Período de 01 de janeiro de 2026 a 06 de março de 2026 (“Data de transferência do Fundo”)

Demonstrações Financeiras
Período de 01 de janeiro de 2026 a 06 de março de 2026 (“Data de transferência do Fundo”)
Conteúdo
| Relatório do Auditor Independente sobre as Demonstrações Financeiras | 2 |
|---|---|
| Balanço Patrimonial | 7 |
| Demonstração do Resultado do Exercício | 8 |
| Demonstração da Mutações do Patrimônio Líquido | 9 |
| Demonstração do Fluxo de Caixa | 10 |
| Notas explicativas da Administração às Demonstrações Financeiras | 11 |

Relatório do auditor independente sobre as demonstrações financeiras
Ao Administrador e cotistas do
General Shopping E Outlets Do Brasil Fundo De Investimento Imobiliário Responsabilidade Limitada (Administrado pela Trustee Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda.) São Paulo - SP
Opinião
Examinamos as demonstrações financeiras do General Shopping E Outlets Do Brasil Fundo De Investimento Imobiliário Responsabilidade Limitada (“Fundo”), que compreendem o balanço patrimonial em 06 de março de 2026 (“Data da transferência do fundo”) e as respectivas demonstrações dos resultados, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o período de 01 de janeiro de 2026 a 06 de março de 2026 (“Data de transferência do Fundo”), bem como as correspondentes notas explicativas, incluindo as políticas contábeis materiais e outras informações elucidativas.
Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Genesis Capital Premium Properties Fundo de Investimento Imobiliário Responsabilidade Limitada em 06 de março de 2026(“Data de transferência do Fundo”), o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o período de 01 de janeiro de 2026 a 06 de março de 2026 (“Data de transferência do Fundo”), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis aos Fundos de Investimentos Imobiliários, regulamentados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Base para opinião
Nossa auditoria foi conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Nossas responsabilidades, em conformidade com tais normas, estão descritas na seção a seguir intitulada “Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações financeiras”. Somos independentes em relação ao Fundo, de acordo com os princípios éticos relevantes previstos no Código de Ética Profissional do Contador e nas normas profissionais emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade, e cumprimos com as demais responsabilidades éticas de acordo com essas normas. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.

Principais assuntos de auditoria
Principais assuntos de auditoria (“PAA”) são aqueles que, em nosso julgamento profissional, foram os mais significativos em nossa auditoria do período corrente. Esses assuntos foram tratados no contexto de nossa auditoria das demonstrações financeiras como um todo e na formação de nossa opinião sobre essas demonstrações financeiras e, portanto, não expressamos uma opinião separada sobre esses assuntos.
Propriedades para investimento
Motivo pelo qual o assunto foi considerado um principal assunto de auditoria:
Conforme nota explicativa n° 6, em 06 de março de 2026 (“Data da transferência do fundo”), o Fundo possuía propriedades para investimento avaliadas pelo seu valor justo no montante de R$1.766.122 mil, o equivalente à 145,26% do seu Patrimônio Líquido. A Administradora estima o valor justo baseando-se em avaliação econômico-financeira elaborado por especialista contratado. Entendemos que, para a elaboração de uma avaliação econômico-financeira de um investimento, é possível o uso de diversas técnicas de avaliação e premissas, as quais podem resultar em estimativas de valor justo com diferenças significativas. Em nosso julgamento, consideramos a valorização a valor justo, a existência e a realização dos investimentos como assuntos relevantes para nossa auditoria.
Como o assunto foi tratado na auditoria das demonstrações financeiras:
Nossos procedimentos de auditoria foram, entre outros: (i) conciliação contábil da carteira; (ii) análise amostral dos contratos de aluguel e das matrículas para confirmação da propriedade do Fundo; (iii) revisão dos laudos, pelos nossos especialistas em precificação de ativos dessa natureza, que realizaram: (a) análise da razoabilidade das principais premissas e julgamentos exercidos pelos avaliadores; e (b) conclusão dos resultados obtidos nas projeções pelos métodos da capitalização da renda por meio do fluxo de caixa descontado e da comparação direta de dados de mercado; (vi) análise do contrato e exame da liquidação financeira para os valores recebidos no período à título de receita de aluguel; (vii) analisamos os contratos de compra e venda de imóveis firmados no período; e (viii) teste de aderência entre as informações contábeis registradas e as informações divulgadas.
Com base na abordagem de nossa auditoria e nos procedimentos efetuados, entendemos que os critérios e premissas adotados pelo Fundo para reconhecimento do ativo a valor justo e resultado obtido neste reconhecimento, no período de 01 de janeiro de 2026 a 06 de março de 2026 (“Data de transferência do Fundo”) foram adequados no contexto das demonstrações financeiras tomadas em conjunto.

Obrigações por aquisição de imóveis
Motivo pelo qual o assunto foi considerado um principal assunto de auditoria: Conforme nota explicativa n° 7, em 06 de março de 2026 (“Data da transferência do fundo”), o Fundo possuía saldo de obrigações pela aquisição de imóveis, composto pelo parcelamento da compra das propriedades junto ao vendedor e por antecipação do fluxo de recebíveis por meio de Certificado de Recebíveis Imobiliários (“CRI”), representados, respectivamente, pelos valores de R$ 52.156 mil e R$ 541.704 mil, no montante consolidado de R$ 593.860 mil, o equivalente à 48,84% do seu Patrimônio Líquido. Em nosso julgamento, devido a relevância do saldo, consideramos a existência e a avaliação dos passivos como assuntos relevantes para nossa auditoria.
Como o assunto foi tratado na auditoria das demonstrações financeiras:
Nossos procedimentos de auditoria foram, entre outros: (i) conciliação contábil da carteira; (ii) análise dos contratos de compra e venda de propriedades; (iii) exame da liquidação financeira dos valores pagos à título de aquisição de imóveis; (iv) análise do termo de securitização do Certificado de Recebíveis Imobiliários; (v) recálculo do valor de curva dos Certificados de Recebíveis Imobiliários; (vi) avaliação da efetividade do monitoramento do recebimento do fluxo de recebíveis de aluguéis; e (v) teste da aderência nas informações registradas e as informações contábeis registradas e divulgadas.
Com base na abordagem de nossa auditoria e nos procedimentos efetuados, entendemos que os critérios e premissas adotados pelo Fundo para reconhecimento do passivo e resultado obtido neste reconhecimento, no período de 01 de janeiro de 2026 a 06 de março de 2026 (“Data de transferência do Fundo”) foram adequados no contexto das demonstrações financeiras tomadas em conjunto.
Ênfase
Eventos subsequentes
Conforme descrito na Nota Explicativa nº 22, em assembleia geral de cotistas realizada em 27 de fevereiro de 2026, foi aprovada a transferência de administrador do General Shopping E Outlets Do Brasil Fundo De Investimento Imobiliário Responsabilidade Limitada, assim transferindo da Trustee Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. para a Planner Corretora de Valores S.A. a partir do fechamento no dia 09 de março de 2026. Nossa opinião não contém ressalva relacionada a esse assunto.
Investigação da Receita Federal e Órgãos Parceiros
Chamamos a atenção para a Nota Explicativa nº 20 às demonstrações financeiras. Conforme descrito na referida nota, a Receita Federal do Brasil e órgãos parceiros deflagraram, em 28 de agosto de 2025, a “Operação Carbono Oculto”, com o objetivo de investigar suposto esquema de fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. No contexto dessa operação, entidades e fundos de investimento administrados por instituições participantes do mercado financeiro foram mencionados nas investigações, incluindo a Trustee Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda., administradora do Fundo. Até a presente data, não há informações de que o Fundo ou seus ativos estejam diretamente relacionados aos fatos investigados, tampouco de que a administradora figure como alvo direto da referida operação. Nossa opinião não contém ressalva relacionada a esse assunto.

Responsabilidades da administração e da governança pelas demonstrações financeiras
A Administração do Fundo é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis aos Fundos de Investimentos Imobiliários, e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.
Na elaboração das demonstrações financeiras, a Administração é responsável pela avaliação da capacidade do Fundo continuar operando, divulgando, quando aplicável, os assuntos relacionados com a sua continuidade operacional e o uso dessa base contábil na elaboração das demonstrações financeiras, a não ser que a Administração pretenda liquidar o Fundo ou cessar suas operações, ou não tenha nenhuma alternativa realista para evitar o encerramento das operações.
Os responsáveis pela governança do Fundo são aqueles com responsabilidade pela supervisão do processo de elaboração das demonstrações financeiras.
Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações financeiras
Nossos objetivos são obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras, tomadas em conjunto, estão livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro, e emitir relatório de auditoria contendo nossa opinião. Segurança razoável é um alto nível de segurança, mas não uma garantia de que a auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria sempre detectam as eventuais distorções relevantes existentes. As distorções podem ser decorrentes de fraude ou erro e são consideradas relevantes quando, individualmente ou em conjunto, possam influenciar, dentro de uma perspectiva razoável, as decisões econômicas dos usuários tomadas com base nas referidas demonstrações financeiras.
Como parte da auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria, exercemos julgamento profissional e mantemos ceticismo profissional ao longo da auditoria. Além disso:
Identificamos e avaliamos os riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro, planejamos e executamos procedimentos de auditoria em resposta a tais riscos, bem como obtemos evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinião. O risco de não detecção de distorção relevante resultante de fraude é maior do que o proveniente de erro, já que a fraude pode envolver o ato de burlar os controles internos, conluio, falsificação, omissão ou representações falsas intencionais.
Obtivemos entendimento dos controles internos relevantes para a auditoria para planejarmos procedimentos de auditoria apropriados às circunstâncias, mas, não, com o objetivo de expressarmos opinião sobre a eficácia dos controles internos do Fundo.
Avaliamos a adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis e respectivas divulgações feitas pela Administração.

Concluímos sobre a adequação do uso, pela Administração, da base contábil de continuidade operacional e, com base nas evidências de auditoria obtidas, se existe incerteza relevante em relação a eventos ou condições que possam levantar dúvida significativa em relação à capacidade de continuidade operacional do Fundo. Se concluirmos que existe incerteza relevante, devemos chamar atenção em nosso relatório de auditoria para as respectivas divulgações nas demonstrações financeiras ou incluir modificação em nossa opinião, se as divulgações forem inadequadas. Nossas conclusões estão fundamentadas nas evidências de auditoria obtidas até a data de nosso relatório. Todavia, eventos ou condições futuras podem levar o Fundo a não mais se manter em continuidade operacional.
Avaliamos a apresentação geral, a estrutura e o conteúdo das demonstrações financeiras, inclusive as divulgações e se as demonstrações financeiras representam as correspondentes transações e os eventos de maneira compatível com o objetivo de apresentação adequada.
Comunicamo-nos com os responsáveis pela governança a respeito, entre outros aspectos, do alcance planejado, da época da auditoria e das constatações significativas de auditoria, inclusive as eventuais deficiências significativas nos controles internos que identificamos durante nossos trabalhos.
Fornecemos também aos responsáveis pela governança a declaração de que cumprimos com as exigências éticas relevantes, incluindo os requisitos aplicáveis de independência, e comunicamos todos os eventuais relacionamentos ou assuntos que poderiam afetar, consideravelmente, nossa independência, incluindo, quando aplicável, as respectivas salvaguardas.
Dos assuntos que foram objeto de comunicação com os responsáveis pela governança, determinamos aqueles que foram considerados como mais significativos na auditoria das demonstrações financeiras
do período corrente e que, dessa maneira, constituem os principais assuntos de auditoria. Descrevemos esses assuntos em nosso relatório de auditoria, a menos que lei ou regulamento tenha proibido divulgação pública do assunto, ou quando, em circunstâncias extremamente raras, determinarmos que o assunto não deve ser comunicado em nosso relatório, porque as consequências adversas de tal comunicação podem, dentro de uma perspectiva razoável, superar os benefícios da comunicação para o interesse público.
São Paulo, 18 de junho de 2026.
CLA - Clifton Larson Allen Brasil Auditores Independentes S/S Ltda. CRC 2SP-048.811/O-0
Thiago Kurt De Almeida Costa Brehmer Contador CRC 1SP260.164/O-4
CNPJ (MF): 11.769.604/0001-13 Administrado por: Trustee Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. CNPJ (MF): 67.030.395/0001-46
| BALANÇO PATRIMONIAL | Valores em | Milhares de Reais |
|---|---|---|
| ATIVO Nota Explicativa | 06/03/26 | %PL |
| CIRCULANTE | 43.838 | 3,60 |
| Disponibilidades | 421 | 0,04 |
| Bancos conta movimento 4 | 353 | 0,03 |
| Conta corrente junto administradora 4 | 68 | 0,01 |
| Títulos e valores mobiliários | 14.204 | 1,17 |
| Fundos de investimento 4 | 14.204 | 1,17 |
| Outros valores a receber | 29.132 | 2,39 |
| Aluguel a receber 5 | 29.113 | 2,39 |
| Despesas antecipadas | 19 | - |
| Devedores diversos | 81 | 0,01 |
| Reembolso taxa de administração | 81 | 0,01 |
| NÃO CIRCULANTE | 1.766.122 | 145,26 |
| INVESTIMENTO | 1.766.122 | 145,26 |
| Propriedades para investimento | 1.766.122 | 145,26 |
| Imóveis acabados 6 | 1.766.122 | 145,26 |
| TOTAL DO ATIVO | 1.809.960 | 148,86 |
| PASSIVO | ||
| CIRCULANTE | 52.403 | 4,31 |
| Encargos a Pagar | 243 | 0,02 |
| Taxa de administração 19 | 243 | 0,02 |
| Outras obrigações | 52.156 | 4,29 |
| Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) 7 | 52.156 | 4,29 |
| Provisão para pagamentos a efetuar | 4 | - |
| Outras despesas administrativas | 4 | - |
| NÃO CIRCULANTE | 541.704 | 44,55 |
| Outras obrigações a longo prazo | 541.704 | 44,55 |
| Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) 7 | 541.704 | 44,55 |
| TOTAL DO PASSIVO | 594.107 | 48,86 |
| PATRIMÔNIO LÍQUIDO | 1.215.853 | 100,00 |
| TOTAL DO PASSIVO E DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO | 1.809.960 | 148,86 |
TRUSTEE D.T.V.M. LTDA. IGNIS CONTÁBIL LTDA Administradora Contador Fernando Quiqueto
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
GENERAL SHOPPING E OUTLETS DO BRASIL FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO RESPONSABILIDADE LIMITADA CNPJ (MF): 11.769.604/0001-13 Administrado por: Trustee Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. CNPJ (MF): 67.030.395/0001-46
| DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO | Valores e | m Milhares de Reais |
|---|---|---|
| Nota Explicativa | De 01/01/2026 a 06/03/2026 | |
| COMPOSIÇÃO DO RESULTADO DO PERÍODO | ||
| Propriedades para Investimento | ||
| Receitas de aluguéis | 5 | 20.600 |
| Resultado Líquido de Propriedades para Investimento | 20.600 | |
| Ativos Financeiros de Natureza Imobiliária | ||
| Atualização de juros - Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) | 7 | (9.099) |
| Resultado Líquido de Ativos Financeiros de Natureza Imobiliária | (9.099) | |
| Resultado Líquido de Atividades Imobiliárias | 11.501 | |
| Outros Ativos Financeiros | 241 | |
| Renda de aplicações financeiras | 241 | |
| Despesas | (2.516) | |
| Despesas com taxa de administradora | 12 | (2.125) |
| Despesas com auditoria e custódia | 12 | (1) |
| Despesas de serviços técnicos | 12 | (261) |
| Despesas tributárias | 12 | (76) |
| Demais despesas de serviços do sistema financeiro | 12 | (53) |
| RESULTADO DE DETENTORES DE COTAS CLASSIF. PL | 9.226 | |
| Rentabilidade %(lucro líquido(prejuízo) /patrimônio líquido) | ||
| TRUSTEE D.T.V.M. LTDA. | IGNI | S CONTÁBIL LTDA |
| Administradora | Contador | Fernando Quiqueto |
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
GENERAL SHOPPING E OUTLETS DO BRASIL FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO RESPONSABILIDADE LIMITADA CNPJ (MF): 11.769.604/0001-13
Administrado por: Trustee Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. CNPJ (MF): 67.030.395/0001-46
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DO PERÍODO
| Valores em | Milhares de Reais | ||
|---|---|---|---|
| Cotas integralizadas | Reserva de lucros (Prejuízos acumulados) | Total | |
| Saldos em 31 de dezembro de 2025 | 915.547 | 291.080 | 1.206.627 |
| Lucro (Prejuízo) do período | - | 9.226 | 9.226 |
| Saldos em 06 de março de 2026("Data de transferência do Fundo") | 915.547 | 300.306 | 1.215.853 |
| TRUSTEE D.T.V.M. LTDA. | IGN | IS CONTÁBIL LTDA | |
| Administradora | Contador | FernandoQuiqueto |
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
GENERAL SHOPPING E OUTLETS DO BRASIL FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO RESPONSABILIDADE LIMITADA CNPJ (MF): 11.769.604/0001-13
Administrado por: Trustee Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. CNPJ (MF): 67.030.395/0001-46 DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA (Método Indireto)
| Valores em Milhares de Reais | |
|---|---|
| De 01/01/2026 a 06/03/2026 | |
| Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais | |
| Lucro Líquido do Período | 9.226 |
| Ajustes ao lucro do período | 1.860 |
| Despesa de juros e de amortização - CRI | 1.860 |
| Total | 11.086 |
| Variações em Ativos e Passivos | 10.034 |
| Redução (Aumento) em Alugueis a Receber | 11.018 |
| Redução (Aumento) em devedores diversos | (81) |
| Redução (Aumento) em Despesas Antecipadas | (1) |
| Aumento (Redução) em Valores a Pagar à Administradora | (890) |
| Aumento (Redução) em Prov. Pagtos a Efetuar | (12) |
| Caixa Líquido das Atividades Operacionais | 21.120 |
| Fluxo de Caixa das Atividades de Investimento | |
| Amortização de CRI e Manutenção de imóveis | (25.733) |
| Caixa Líquido das Atividades de Investimento | (25.733) |
| Variação Líquida de Caixa e Equivalentes de Caixa | (4.613) |
| Caixa e Equivalentes de Caixa no Início do Período | 19.238 |
| Caixa e Equivalentes de Caixa no Final do Período | 14.625 |
TRUSTEE D.T.V.M. LTDA. Administradora
IGNIS CONTÁBIL LTDA Contador Fernando Quiqueto
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
1 . Contexto operacional
O General Shopping e Outlets do Brasil Fundo de Investimento Imobiliário Responsabilidade Limitada (“Fundo”), constituído sob a forma de condomínio fechado, com prazo de duração indeterminado, é classificado, para fins do Código ANBIMA e das “Diretrizes de Classificação ANBIMA de Fundos de Investimento Imobiliário”, como “FII de Renda Gestão Ativa”, segmento “Shoppings”.
O Fundo destina-se a investidores em geral, nacionais ou estrangeiros, sem qualquer restrição, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas, instituições financeiras, companhias securitizadoras, fundos de investimentos, entidades abertas ou fechadas de previdência complementar, regimes próprios de previdência social, ou quaisquer outros veículos de investimento, domiciliados ou com sede, conforme o caso, no Brasil ou exterior.
O Fundo tem por objetivo a obtenção de renda, por meio de investimento de ao menos 2/3 (dois terços) de seu patrimônio líquido, na exploração comercial de empreendimentos que se caracterizam como centros comerciais que reúnam um mix de lojas de produtos, serviços variados, lazer e entretenimento (Shopping Centers e Outlets), mediante a locação, cessão de direitos, cessão de uso ou quaisquer outras formas de exploração dos direitos reais sobre os empreendimentos, bem como a obtenção de ganho de capital por meio de compra e venda dos imóveis. A obtenção de renda e de ganho de capital pode se dar por meio da titularidade direta dos imóveis ou indiretamente, por meio da titularidade de quotas e/ou ações de sociedades de propósito específico detentoras de direitos reais sobre imóveis.
As aplicações no Fundo não contam com garantia do Administrador, do Gestor, do Consultor Imobiliário ou do Fundo Garantidor de Crédito – FGC.
2. Apresentação das demonstrações financeiras
As demonstrações financeiras foram elaboradas de acordo com às práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis aos fundos de investimento imobiliário, seguindo a Instrução CVM no 516, de 29 de dezembro de 2011, e demais orientações e normas contábeis emitidas pela CVM, conforme aplicáveis, e pela Resolução CVM no 175, de 23 de dezembro de 2023, conforme alterada.
A moeda funcional do Fundo é o Real, mesma moeda de preparação e apresentação das demonstrações financeiras.
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Financeiras no Período de 01 de janeiro de 2026 a 06 de março de 2026 (“Data de transferência do Fundo”)
(Valores expressos em milhares de reais, exceto quando indicado em outra forma)
As demonstrações financeiras foram aprovadas pela Administradora do Fundo, em 16 de junho de 2026.
3. Descrição das principais práticas contábeis
Dentre as principais práticas contábeis adotadas pelo Fundo, destacam-se:
Resultado
As receitas e despesas são apropriadas de acordo com o regime de competência.
Caixa e equivalentes de caixa
O caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos de caixa e instrumentos financeiros com vencimento de três meses ou menos, a partir da data da contratação, que estão sujeitos a um risco insignificante de alteração no valor e são utilizados na gestão de obrigações de curto prazo.
Títulos e valores mobiliários
Os títulos e valores mobiliários adquiridos com o objetivo de serem negociados frequentemente e de forma ativa são contabilizados pelo valor efetivamente pago, acrescidos dos rendimentos intrínsecos e ajustados a valor de mercado, em que as perdas e os ganhos realizados e não realizados sobre esses títulos são reconhecidos no resultado. Parte desses instrumentos é mantida com a finalidade de gestão de liquidez do Fundo, representando aplicações temporárias de recursos até sua alocação definitiva, permanecendo classificados contabilmente como títulos e valores mobiliários.
Cotas de fundos de investimento
As aplicações em cotas de fundos de investimento são atualizadas, diariamente, com base no valor da cota divulgado pela administradora do fundo onde os recursos são aplicados.
Mensuração dos ativos financeiros e reconhecimento das mudanças de valor justo
Em geral, os ativos financeiros são inicialmente reconhecidos ao valor justo, que é considerado equivalente ao preço de transação. Os instrumentos financeiros não mensurados ao valor justo por meio do resultado são ajustados pelos custos de transação. Os ativos financeiros são posteriormente mensurados ao valor justo, sem dedução de custos estimados de transação que seriam eventualmente incorridos quando de sua alienação. O valor justo de um instrumento
financeiro em uma determinada data é interpretado como o valor pelo qual ele poderia ser comprado e vendido naquela data por duas partes bem-informadas, agindo deliberadamente e com prudência, em uma transação em condições regulares de mercado. A referência mais objetiva e comum para o valor justo de um instrumento financeiro é o preço que seria pago por ele em um mercado ativo, transparente e significativo (“preço cotado” ou “preço de mercado”).
Provisão para perda do valor recuperável
É constituída em montante considerado suficiente para cobrir as prováveis perdas na realização dos aluguéis a receber, considerando os recebíveis vencidos a mais de 180 dias que não tenham garantias satisfatórias.
Propriedades para investimento
As propriedades para investimento são demonstradas pelos seus valores justos, obtidos por meio de laudos de avaliação elaborados por avaliador independente com reconhecida qualificação. O método de avaliação utilizado é o fluxo de caixa descontado. Os laudos de avaliação são elaborados anualmente, exceto para as propriedades em construção e terrenos para futura expansão. A valorização ou desvalorização do valor justo de cada propriedade é reconhecida na demonstração de resultado do exercício em que referida valorização, ou desvalorização, tenha ocorrido.
Certificados de recebíveis imobiliários
As obrigações onerosas, representadas pelos certificados de recebíveis imobiliários (“CRIs”), reconhecidas nos passivos circulante e não circulante, são demonstradas pelo custo amortizado, considerando, para tanto, o método da taxa efetiva de juros. Tal método determina a taxa de desconto que corresponde ao valor inicial do instrumento financeiro em relação aos fluxos de caixa estimados para toda a vida útil remanescente do instrumento financeiro.
Outros passivos (circulantes e não circulantes)
Os passivos circulantes e não circulantes são demonstrados por seus valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos e das variações monetárias incorridas até a data do balanço.
Ativos e passivos contingentes
O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das contingências ativas e passivas são efetuados de acordo com os critérios definidos no pronunciamento técnico CPC nº 25 do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, conforme segue:
Contingências ativas: não são reconhecidas nas demonstrações financeiras, exceto quando da existência de evidências que propiciem a garantia de sua realização, sobre as quais não cabem mais recursos; e
Contingências passivas: são reconhecidas nas demonstrações financeiras quando, baseado na opinião de assessores jurídicos e da administração, for considerado provável o risco de perda. Os passivos contingentes classificados como perdas possíveis pelos assessores jurídicos são apenas divulgados em notas explicativas, quando relevantes, enquanto aquelas classificadas como perda remota não requerem provisão e divulgação.
4. Disponibilidades e Títulos e valores mobiliários
Contas de livre movimentação
Em 06 de março de 2026, o Fundo possui saldo de depósito junto à Administradora no montante de R$ 68.
Em 06 de março de 2026, o Fundo possui R$ 183 de aplicações em cotas de fundos de investimento, além das aplicações realizadas na Conta Vinculada, conforme demonstrado abaixo:
| Cotas de fundos de investimento | Vencimento | Quantidade | Valor em 06/03/2026 |
|---|---|---|---|
| BX Soberano RF FIF RL | Sem vencimento | 80 | 82 |
| Itaú Soberano | Sem vencimento | 1.215 | 101 |
| Total | 183 |
O BX Soberano RF FIF RL é administrado pela Banvox Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. As cotas não possuem vencimento e podem ser resgatadas a qualquer momento. A rentabilidade é determinada pelo investimento, direto ou indireto, em ativos financeiros e demais modalidades operacionais disponíveis nos mercados financeiro e de capitais, sem o compromisso de concentração em nenhum fator em especial.
O Itaú Soberano Renda Fixa Simples Fundo de Investimento em Cotas de Fundos de Investimento é administrado pelo Itaú Unibanco S.A. As cotas não possuem vencimento e podem ser resgatadas a qualquer momento (liquidez diária). A rentabilidade é determinada pelo investimento direto ou indireto, em títulos de emissão do Tesouro Nacional e/ou do Banco Central do Brasil, prefixados ou indexados à variação do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), ou, ainda, por operações compromissadas lastreadas em títulos públicos federais.
Conta vinculada
Em 06 de março de 2026, o Fundo possui R$ 353 de saldo em uma conta vinculada ao pagamento das parcelas de juros e amortização dos CRIs (“Conta Vinculada”).
Adicionalmente, o Fundo possui R$ 14.021 de aplicações em cotas de fundo de investimento vinculado à Conta Vinculada.
A Conta Vinculada não pode ser livremente movimentada pelo Fundo (ver Nota 7).
5. Aluguéis a receber
| 06/03/2026 | |
|---|---|
| Saldo inicial | **40.131 ** |
| Provisão a receber – aluguel | 20.600 |
| (-) Recebimento aluguel | (31.618) |
| Total | 29.113 |
Estão registrados como aluguéis a receber os valores reconhecidos como receitas, nos respectivos meses de competência, mas que ainda não foram efetivamente recebidos pelo Fundo.
Os aluguéis a receber são apresentados pelos valores nominais dos títulos representativos dos créditos, incluindo, quando aplicável, rendimentos, variações monetárias e efeitos decorrentes da linearização da receita, calculados pro rata até a data do balanço. Esses valores nominais correspondem aproximadamente aos respectivos valores presentes pelo fato de serem realizáveis em curto prazo.
Existe uma defasagem de dois meses entre o registro das receitas e seu efetivo recebimento pelo Fundo, na medida em que os aluguéis são primeiramente recebidos pelos condomínios, que os repassa ao Fundo no mês subsequente.
Em 06 de março de 2026, os aluguéis a receber, líquidos das respectivas despesas, pendentes de repasse pelos condomínios civis voluntários, é de R$ 5.378. Os aluguéis a receber dos locatários, pelos condomínios, na participação do Fundo nos condomínios, é de R$ 42.023. Adicionalmente, em 06 de março de 2026, foi constituída uma provisão para créditos de liquidação duvidosa no montante de R$ 18.288.
| 06/03/2026 | |
|---|---|
| A vencer | 18.077 |
| Até 30 dias | 1.727 |
| De 31 a 60 dias | 992 |
| De 61 a 90 dias | 701 |
| De 91 a 180 dias | 3.201 |
| Acima de 180 dias | 17.325 |
| Total a receber dos locatários | 42.023 |
| PDD | (18.288) |
| Total a receber dos condomínios | 5.378 |
| Total | 29.113 |
A exposição máxima do Fundo ao risco de crédito é o valor contábil dos aluguéis a receber mencionados. O Fundo adota como pratica o provisionamento dos créditos vencidos há mais de 180 dias e o acompanhamento permanente de seu saldo devedor. A carteira de clientes com créditos vencidos há mais de 180 dias que não foi provisionada resulta de contratos que apresentam garantias e cuja análise individual de cada contrato não demonstrou que estes seriam não realizáveis.
6. Propriedades para investimento
Descrição dos empreendimentos
O Fundo é titular direto da posse de frações ideais em nove empreendimentos – shoppings e outlets - conforme descrito abaixo:
| Empreendimento | % Fundo |
|---|---|
| Parque Shopping Barueri: situado na cidade de Barueri, estado de São Paulo, na Rua Gen. Div. Pedro Rodrigues da Silva, possui 36.300 m²de área bruta locável | 89,60% |
| **Shopping Bonsucesso:**situado na cidade Guarulhos, estado de São Paulo, na Av. Juscelino Kubitscheck de Oliveira, 5308, possui 27.852 m²de área bruta locável | 62,50% |
| Unimart Shopping Campinas: situado na cidade de Campinas, estado de São Paulo, na Av. John Boyd Dunlop, 350, possui 15.878 m²de área bruta locável | 95,00% |
| Parque Shopping Sulacap: situado na cidade do Rio de Janeiro, estado do Rio de Janeiro, na Av. Marechal Fontenelle, 3545, possui 29.022 m²de área bruta locável | 94,00% |
| Outlet Premium São Paulo: situado na cidade de Itupeva, estado de São Paulo, na Rodovia dos Bandeirantes, km 72, possui 24.882 m²de área bruta locável | 49,50% |
| Outlet Premium Rio de Janeiro: situado na cidade de Duque de Caxias, estado do Rio de Janeiro, na Rodovia Washington Luís, km 109, possui 20.906 m² de área bruta locável | 50,00% |
| Outlet Premium Brasília: situado na cidade de Alexânia, estado de Goiás, na Rodovia BR 060, km 21, possui 17.360 m²de área bruta locável | 50,00% |
| Outlet Premium Salvador: situado na cidade de Camaçari, estado da Bahia, na Estrada do Coco, km 12,5, possui 15.913964 m²de área bruta locável | 51,00% |
| **Outlet Premium Grande São Paulo:**situado na cidade de Itaquaquecetuba, estado de São Paulo,na Estrada Municipal de São Bentopossui 16.601 m2de área bruta locável. | 49,00% |
Avaliação pelo valor justo
A avaliação a valor justo das propriedades para investimento foi baseada em laudos de avaliação produzidos pela CBRE Consultoria do Brasil Ltda (“CBRE”), líder global no mercado de serviços imobiliários. Para as avaliações, foram elaborados fluxos de caixa de dez anos, desconsiderando a inflação que possa vir a existir nesse período. O método de avaliação foi o fluxo de caixa projetado, com data base em 31 de dezembro de 2025. O valor justo total das propriedades para investimento foi de R$ 1.765.394. As principais premissas e conclusões estão demonstradas abaixo:
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Financeiras no Período de 01 de janeiro de 2026 a 06 de março de 2026 (“Data de transferência do Fundo”)
(Valores expressos em milhares de reais, exceto quando indicado em outra forma)
| Período de análise | Participação do Fundo | V | alor Justo | |
|---|---|---|---|---|
| Empreendimento | 100% | % Fundo | ||
| Parque ShoppingBarueri | 10 anos | 89,60% | 405.100 | 362.969 |
| ShoppingBonsucesso | 10 anos | 62,50% | 262.800 | 164.250 |
| Unimart ShoppingCampinas | 10 anos | 95,00% | 97.500 | 92.625 |
| Parque ShoppingSulacap | 10 anos | 94,00% | 165.000 | 155.100 |
| Outlet Premium São Paulo | 10 anos | 49,50% | 783.500 | 387.832 |
| Outlet Premium Rio | 10 anos | 50,00% | 358.600 | 179.300 |
| Outlet Premium Brasília | 10 anos | 50,00% | 390.800 | 195.400 |
| Outlet Premium Salvador | 10 anos | 51,00% | 211.600 | 107.916 |
| Outlet Premium Grande São Paulo | 10 anos | 49,00% | 244.900 | 120.001 |
| Valor Total | 2.919.800 | 1.765.394 |
As taxas de desconto, em termos reais, aplicadas ao fluxo de caixa, variam entre 9,00% e 11,00%. As taxas de capitalização, adotadas no décimo ano do fluxo, variam entre 8,00% e 10,00%.
Movimentação das propriedades para investimento
| 06/03/2026 | |
|---|---|
| Saldo Inicial | 1.765.394 |
| Manutenção | 728 |
| Saldo Final | 1.766.122 |
7. Certificados de Recebíveis Imobiliários – CRIs
Em 06 de março de 2026, as obrigações do Fundo, representadas pelos CRIs, é de R$ 593.860, sendo R$ 52.156 e R$ 541.704 classificados como de curto e longo prazo, respectivamente.
| 06/03/2026 | |
|---|---|
| Saldo Inicial | 617.005 |
| Pagamentos | (32.244) |
| Atualização de juros–Certificados de Recebíveis Imobiliário (“CRI”) | 9.099 |
| Saldo Final | 593.860 |
Os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) foram emitidos pela True Securitizadora S.A., que foi posteriormente adquirida pela Opea Securitizadora S.A. (“Opea”), atualmente responsável pela administração dos CRIs, com data de emissão em 22/07/2020, e apresentam as seguintes características principais: (i) vencimento em 19/07/2032; (ii) remuneração de 5% ao ano, acrescida da variação da inflação medida pelo IPCA/IBGE; e (iii) amortização e pagamento de juros mensais."
Os recebíveis de aluguéis de alguns dos empreendimentos detidos pelo Fundo estão cedidos fiduciariamente para a Opea. A estrutura da cessão fiduciária dos recebíveis prevê que tais recebíveis sejam depositados, pelos condomínios, na Conta Vinculada (conforme definição acima), que é de titularidade do Fundo, mas que só pode ser movimentada pela Opea. Os recursos depositados nessa conta são no montante de R$ 353 e são usados pela Opea para pagar as parcelas de juros e amortização dos CRIs.
Adicionalmente, os CRIs têm como garantia a alienação fiduciária e o endosso dos seguros de alguns dos empreendimentos detidos pelo Fundo.
8. Patrimônio Líquido
O Patrimônio Líquido do Fundo está dividido por 96.106.666 cotas, totalmente integralizadas, cujo valor patrimonial unitário é de R$ 12,65.
Negociação das cotas em mercado secundário
As cotas do Fundo são negociadas na B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão, pelo código GSFI11, sendo que a última negociação no período foi realizada em 06 de março de 2026, no valor de R$ 11,08.
9. Emissão, resgate e amortização de cotas
O patrimônio do Fundo é representado por uma única classe de cotas. As cotas são escriturais, nominativas e correspondem a frações ideais do patrimônio do Fundo, cuja propriedade presume-se pelo registro do nome do cotista no livro de registro de cotistas ou na conta de depósito das cotas. Todas as cotas assegurarão a seus titulares direitos iguais, inclusive no que se refere aos pagamentos de rendimentos e de amortizações, caso aplicável. As cotas são negociadas no mercado de bolsa, administrado pela B3.
No período de 01 de janeiro de 2026 a 06 de março de 2026 (“Data de transferência do Fundo”), não houve emissão de novas cotas.
10. Evolução do valor da cota e rentabilidade acumulada
| Valor da | Rentabilid | ade em % Fundo | |
|---|---|---|---|
| Data | Cota | Mês | Acumulada |
| 31/12/22 | 13,57 | ||
| 30/01/26 | 12,61 | (7,13%) | (7,13%) |
| 27/02/26 | 12,65 | 0,37% | (6,78%) |
| 06/03/26 (*) | 12,65 | (0,02%) | (6,80%) |
(*) Data de transferência do Fundo
A rentabilidade obtida no passado não representa garantia de resultados futuros.
11. Distribuição de rendimentos
O Fundo deverá distribuir aos seus cotistas, no mínimo, 95% dos lucros auferidos, apurados segundo o regime de caixa, com base em balanço ou balancete semestral, encerrado em 30 de junho e 31 de dezembro de cada ano.
| 06/03/2026 | |
|---|---|
| Lucro (prejuízo) contábil apurado segundo o regime de competência | 9.226 |
| (+/-) Ajuste a despesa de juros e de amortização -CRI | 1.860 |
| (+/-) Receita financeira não realizada | 11.018 |
| (+/-) Outras despesas não realizadas financeiramente | (984) |
| Lucro financeiro apurado segundo o regime de caixa | 21.120 |
|---|---|
| 95% do lucro financeiro apurado segundo regime de caixa | 20.064 |
12. Despesas gerais e administrativas
Os encargos debitados ao Fundo e seus percentuais em relação ao patrimônio líquido médio são os seguintes:
| Encargos Debitados ao Fundo | De 01/01/2026 a 06/03/2026 | % PL |
|---|---|---|
| Patrimonio Líquido Médio | 1.209.473 | |
| Despesas Administrativas | ||
| Despesas com taxa de administradora | (2.125) | (0,18%) |
| Despesas com auditoria e custódia | (1) | 0,00% |
| Despesas de serviços técnicos | (261) | (0,02%) |
| Despesas tributárias | (76) | (0,01%) |
| Demais despesas de serviços do sistema financeiro | (53) | 0,00% |
| Total das Despesas | (2.516) | (0,21%) |
13. Taxa de administração e gestão
O Fundo paga uma taxa de administração que é composta do valor equivalente aos percentuais previstos na tabela abaixo, calculados sobre a Base de Cálculo da Taxa Global, sendo assegurado um valor mínimo equivalente a R$ 15 por mês:
| Valor contábil do Patrimônio Líquido ou valor de mercado do Fundo | Taxa Global |
|---|---|
| Até R$ 200.000 | 1,05% a.a. |
| De R$ 200.000 a R$ 400.000 | 1,02% a.a. |
| Acima de R$ 400.000 | 1,00% a.a. |
Os valores base da tabela acima serão atualizados anualmente, a partir da data de início das atividades do Fundo, pela variação positiva do IGPM. As alíquotas incidirão respectivamente sobre os valores identificados nas tranches, conforme elencadas na tabela acima, em regra de cascata.
Para fins do cálculo da Taxa Global, será considerada base de cálculo (“Base de Cálculo da Taxa Global”): (i) o valor contábil do patrimônio líquido do Fundo, ou (ii) o valor de mercado do Fundo, calculado com base na média diária da cotação de fechamento das cotas de emissão do Fundo no mês anterior ao do pagamento da Taxa de Administração, caso suas cotas tenham integrado ou passado a integrar, no período, índices de mercado, cuja metodologia preveja critérios de inclusão que considerem a liquidez das cotas e critérios de ponderação que considerem o volume financeiro das cotas emitidas pelo Fundo, como por exemplo, o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX).
A Taxa Global engloba os pagamentos devidos ao administrador, a custódia e escrituração ao Fundo, bem como os pagamentos devidos ao Gestor, e ao Consultor Imobiliário, e não inclui valores correspondentes aos demais encargos.
O montante total das despesas com taxa de administração no período de 01 de janeiro de 2026 a 06 de março de 2026 (“Data de transferência do Fundo”) é de R$ 2.125.
14. Serviços de custódia, controladoria, escrituração e tesouraria
Os ativos financeiros, integrantes da carteira do Fundo, estão registrados na B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão.
O serviço de custódia, controladoria, escrituração e tesouraria são efetuados pela própria Administradora.
15. Tributação
Não há limitação de subscrição ou de aquisição de Cotas do Fundo por qualquer investidor, por pessoa natural ou jurídica, brasileiro ou não residente. Entretanto, caso o Fundo aplique recursos em empreendimento imobiliário que tenha como incorporador, como construtor ou como sócio, cotista que possua, isoladamente ou em conjunto com pessoa a ele ligada, conforme definição prevista na Lei nº 9.779/99, mais de 25% (vinte e cinco por cento) das Cotas do Fundo, o Fundo será tributado como pessoa jurídica, nos termos da Lei nº 9.779/99.
Os rendimentos distribuídos pelo Fundo ao Cotista pessoa física serão isentos de imposto de renda na fonte e na declaração de ajuste anual, desde que: (i) o Fundo possua, no mínimo, 50 (cinquenta) Cotistas; (ii) o Cotista pessoa física não seja titular das Cotas que representem 10% (dez por cento) ou mais da totalidade das Cotas emitidas pelo Fundo ou cujas Cotas lhe derem direito ao recebimento de rendimento superior a 10% (dez por cento) do total de rendimentos
auferidos pelo Fundo e (iii) as Cotas sejam admitidas à negociação exclusivamente em bolsas de valores ou no mercado de balcão organizado.
O Administrador não dispõe de mecanismos para evitar alterações no tratamento tributário conferido ao Fundo ou aos seus Cotistas ou para garantir o tratamento tributário mais benéfico a esses.
16. Demandas judiciais
Processo nº 1192077-73.2024.8.26.0100 – Ação Anulatória
Ação judicial movida contra o Fundo e outras partes visando a anulação dos negócios jurídicos realizados no âmbito da emissão do CRI (nota 07). O processo está classificado como de perda possível.
Processo nº PAF 15746-725.935/2023-51 – Auto de Infração
Auto de Infração imputando ao Fundo responsabilidade solidária por débitos de IRPJ e CSLL, acrescidos de multa de ofício e juros de mora, relativos a ganho de capital eventualmente auferido na subscrição e integralização de cotas do Fundo com ativos imobiliários. O processo está classificado como de perda possível.
Processo nº 16327.720973/2025-82 – Auto de Infração
Auto de Infração referente a débitos de IRPJ/CSL e PIS/PASEP, relativos aos anos-calendário de 2020 a 2022, em decorrência do enquadramento do Fundo como pessoa jurídica, nos termos do artigo 2º da Lei nº 9.779/1999. O processo está classificado como de perda possível.
17. Divulgação de informações
As informações obrigatórias relativas ao Fundo estão disponíveis na sede da Administradora, assim como junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
18. Contrato de prestação de serviço de auditoria
Para os serviços de auditoria independente a administradora do Fundo contratou a CLA – Clifton Larson Allen Brasil Auditores Independentes S/S somente para a prestação de serviços de auditoria das demonstrações financeiras, não tendo a referida empresa prestado qualquer outro tipo de serviço ao Fundo.
19. Informações sobre transações com partes relacionadas
Em 06 de março de 2026, o Fundo possui saldo junto a administradora Trustee DTVM de R$ 68.
Em 06 de março de 2026, o Fundo possui saldo a pagar de taxa de administração no montante de R$ 243.
20. Gerenciamento de risco
Não obstante a diligência do Administrador, em colocar em prática a política de investimento delineada, os investimentos do Fundo estão, por sua natureza, sujeitos a flutuações típicas do mercado, risco de crédito, risco sistêmico, condições adversas de liquidez e negociação atípica nos mercados de atuação e, mesmo que o administrador, o gestor e o consultor imobiliário mantenham rotinas e procedimentos de gerenciamento de riscos, não há garantia de completa eliminação da possibilidade de perdas para o Fundo e para o cotista.
Os recursos que constam na carteira do Fundo e os cotistas estão sujeitos a diversos fatores de riscos que estão, sem limitação, detalhados no regulamento do Fundo.
Riscos relacionados a fatores macroeconômicos, política governamental e globalização
O Fundo desenvolverá suas atividades no mercado brasileiro, estando sujeito, portanto, aos efeitos da política econômica praticada pelo Governo Federal. Ocasionalmente, o Governo brasileiro intervém na economia realizando relevantes mudanças em suas políticas. As medidas do Governo brasileiro para controlar a inflação e implementar as políticas econômica e monetária têm envolvido, no passado recente, alterações nas taxas de juros, desvalorização da moeda, controle de câmbio, aumento das tarifas públicas, entre outras medidas. Essas políticas, bem como outras condições macroeconômicas, têm impactado significativamente a economia e o mercado de capitais nacional. A adoção de medidas que possam resultar na flutuação da moeda, indexação da economia, instabilidade de preços, elevação de taxas de juros ou influenciar a política fiscal vigente poderão impactar os negócios, as condições financeiras, os resultados operacionais do Fundo e a consequente distribuição de rendimentos aos cotistas do Fundo. Impactos negativos na economia, como recessão, perda do poder aquisitivo da moeda e aumento exagerado das taxas de juros resultantes de políticas internas ou fatores externos podem influenciar nos resultados do Fundo;
Risco de crédito
Os cotistas do Fundo farão jus ao recebimento de rendimentos que lhes serão pagos a partir da percepção pelo Fundo dos valores que lhe forem pagos pelos locatários, arrendatários ou adquirentes dos imóveis nos termos da política de investimento, a título de locação, arrendamento ou compra e venda destes imóveis.
Assim, por todo tempo em que os referidos imóveis estiverem locados ou arrendados, o Fundo estará exposto aos riscos de crédito dos locatários ou arrendatários. Da mesma forma, em caso de alienação dos imóveis, o Fundo estará sujeito ao risco de crédito dos adquirentes;
Risco tributário
A Lei ~~n~~o 9.779, de 19 de janeiro de 1999, estabelece que os Fundos de investimento imobiliário devam distribuir, pelo menos, 95% (noventa e cinco por cento) dos lucros auferidos, apurados segundo o regime de caixa, com base em balanço ou balancete semestral encerrado em 30 de junho e 31 de dezembro de cada ano.
Ainda de acordo com a mesma lei, o fundo que aplicar recursos em empreendimentos imobiliários que tenham como incorporador, construtor ou sócio, cotista que detenha, isoladamente ou em conjunto com pessoas a ele relacionadas, percentual superior a 25% (vinte e cinco por cento) das cotas emitidas pelo Fundo, se sujeita à tributação aplicável às pessoas jurídicas, para fins de incidência da tributação corporativa cabível – Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), Contribuição ao Programa de Integração Social – contribuição ao PIS e Contribuição ao Financiamento da Seguridade Social (COFINS).
Os rendimentos e ganhos líquidos auferidos pelo Fundo em aplicações financeiras de renda fixa sujeitam-se à incidência do imposto de renda na fonte, observadas as mesmas normas aplicáveis às pessoas jurídicas, podendo esse imposto ser compensado com o retido na fonte pelo Fundo quando da distribuição de rendimentos e ganhos de capital aos cotistas. Os rendimentos auferidos pelo Fundo, quando distribuídos aos cotistas sujeitam-se à incidência do imposto de renda na fonte à alíquota de 20% (vinte por cento). Os rendimentos e ganhos de capital auferido pelos cotistas na alienação ou no
Risco de alterações tributárias e mudanças na legislação
Embora as regras tributárias dos fundos estejam vigentes desde a edição do mencionado diploma legal, não existindo perspectivas de mudanças, existe o risco desta regra ser modificada no contexto de uma eventual reforma tributária. Assim, o risco tributário engloba o risco de perdas decorrente da criação de novos tributos, interpretação diversa da atual sobre a incidência de quaisquer tributos ou a revogação de isenções vigentes, sujeitando o Fundo ou seus cotistas a novos recolhimentos não previstos inicialmente;
Risco da administração dos imóveis por terceiros
Considerando que o objetivo do Fundo consiste na exploração, por locação ou arrendamento, e/ ou comercialização de empreendimentos imobiliários, e que a administração destes
empreendimentos poderá ser realizada por empresas especializadas, sem interferência direta do Fundo, este fato pode representar um fator de limitação ao Fundo para implementar as políticas de administração dos imóveis que considere adequadas;
Riscos jurídicos
Toda a arquitetura do modelo financeiro, econômico e jurídico deste Fundo considera um conjunto de rigores e obrigações de parte a parte estipuladas por meio de contratos públicos ou privados tendo por diretrizes a legislação em vigor. Entretanto, em razão da pouca maturidade e da falta de tradição e jurisprudência no mercado de capitais brasileiro, no que tange a este tipo de operação financeira, em situações atípicas ou conflitantes poderá haver perdas por parte dos investidores em razão do dispêndio de tempo e recursos para eficácia do arcabouço contratual;
Risco de rescisão de contratos de locação e revisão do valor do aluguel
Apesar de os termos e condições dos contratos de locação, que serão eventualmente celebrados pelo Fundo, serem objeto de livre acordo entre o Fundo e os respectivos locatários, nada impede eventual tentativa dos locatários de questionar juridicamente a validade destas cláusulas e termos, questionando, dentre outros, os aspectos citados: (a) rescisão do contrato de locação pelos locatários previamente à expiração do prazo contratual, com devolução do imóvel objeto do contrato de locação. Embora venha a constar previsão no referido contrato do dever do locatário de pagar a indenização por rescisão antecipada imotivada, estes poderão questionar o montante da indenização e (b) revisão do valor do aluguel. Em ambos os casos, eventual decisão judicial que não reconheça a legalidade da vontade das partes ao estabelecer os termos e condições do contrato de locação em função das condições comerciais específicas, poderá afetar negativamente o valor das cotas do Fundo;
Riscos ambientais
Ainda que os imóveis a serem adquiridos pelo Fundo venham a situar-se em regiões urbanas dotadas de completa infraestrutura, problemas ambientais podem ocorrer, como por exemplo: vendavais, inundações ou os decorrentes de vazamento de esgoto sanitário provocado pelo excesso de uso da rede pública, acarretando assim, na perda de substância econômica de imóveis situados nas proximidades das áreas atingidas por estes;
Risco de desapropriação
Há possibilidade de que ocorra a desapropriação, parcial ou total, do(s) imóvel(eis) de propriedade do Fundo, por decisão unilateral do Poder Público, a fim de atender finalidades de utilidade e interesse público;
Risco de sinistro
No caso de sinistro envolvendo a integridade física dos imóveis que comporão o patrimônio do Fundo, os recursos obtidos pela cobertura do seguro dependerão da capacidade de pagamento da companhia seguradora contratada, nos termos da apólice exigida, bem como as indenizações a serem pagas pelas seguradoras poderão ser insuficientes para a reparação do dano sofrido, observadas as condições gerais das apólices. No caso de sinistro envolvendo a integridade física dos imóveis não segurados, o Administrador poderá não recuperar a perda do ativo. A ocorrência de um sinistro significativo não segurado ou indenizável, parcial ou integralmente, pode ter um efeito adverso nos resultados operacionais e na condição financeira do Fundo;
Riscos de despesas extraordinárias
O Fundo, na qualidade de proprietário dos imóveis, estará eventualmente sujeito ao pagamento de despesas extraordinárias, como rateios de obras e reformas, pintura, decoração, conservação, instalação de equipamentos de segurança, indenizações trabalhistas, bem como quaisquer outras despesas que não sejam rotineiras na manutenção dos imóveis e dos condomínios em que se situam. O pagamento destas despesas ensejaria uma redução na rentabilidade das cotas do Fundo. Não obstante, o Fundo estará sujeito a despesas e custos decorrentes de ações judiciais necessárias para a cobrança de aluguéis inadimplidos, ações judiciais (despejo, renovatória, revisional, entre outras), bem como quaisquer outras despesas inadimplidas pelos locatários dos imóveis, como tributos, despesas condominiais, bem como custos para reforma ou recuperação de imóveis inaptos para locação após despejo ou saída amigável do inquilino;
Riscos de desvalorização dos imóveis e condições externas
Propriedades imobiliárias estão sujeitas a condições sobre as quais o Administrador do Fundo não tem controle nem tampouco pode influir ou evitar. O nível de desenvolvimento econômico e as condições da economia em geral poderão afetar o desempenho dos Imóveis que integrarão o patrimônio do Fundo, consequentemente, a remuneração futura dos investidores do Fundo. O valor dos imóveis e a capacidade do Fundo em realizar a distribuição de resultados aos seus Cotistas poderão ser adversamente afetados devido a alterações nas condições econômicas, à oferta de outros espaços comerciais com características semelhantes às dos imóveis e à redução do interesse de potenciais locadores em espaços como o disponibilizado pelos imóveis;
Riscos relativos à aquisição dos imóveis
Os imóveis que irão compor o patrimônio do Fundo deverão encontrar-se livres e desembaraçados de quaisquer ônus, gravames ou hipotecas, observada a possibilidade de aquisição de imóveis que poderão constituir o patrimônio histórico e artístico nacional, cuja conservação seja de interesse público, bem como ser objeto de tombamento pelas autoridades competentes. Não obstante, após a aquisição e enquanto os instrumentos de compra e vendas
não tiverem sido registrados em nome do Fundo, existe a possibilidade destes imóveis serem onerados para satisfação de dívidas contraídas pelos antigos proprietários em eventual execução proposta por seus eventuais credores, caso os mesmos não possuam outros bens para garantir o pagamento destas dívidas, o que dificultaria a transmissão da propriedade dos imóveis para o Fundo.
O Fundo não possui classificação de risco atribuída por instituição avaliadora.
21. Deliberações em assembleia
Em 18 de fevereiro de 2026, foi divulgado o termo de apuração da consulta formal aos cotistas, aprovando para o não pagamento da distribuição de 95% do lucro auferido pelo Fundo, apurado segundo o regime de caixa, no período compreendido entre 1º de julho e 31 de dezembro de 2025, tendo em vista que os recursos foram destinados para pagamento de obrigações financeiras do Fundo e para manutenção e benfeitorias necessárias para o bom funcionamento dos imóveis que integram o patrimônio do Fundo.
Em 27 de fevereiro de 2026, foi divulgado o termo de apuração da consulta formal aos cotistas, aprovando a transferência da administração fiduciária do Fundo para a Planner Corretora de Valores S.A., inscrita no CNPJ sob o nº 00.806.535/0001-54 (“Nova Administradora”), bem como a substituição do prestador de serviços de custódia, controladoria, tesouraria e escrituração, os quais passarão a ser prestados pela Nova Administradora.
A Nova Administradora passará a administrar o Fundo a partir de 09 de março de 2026.
22. Outras Informações
A Receita Federal do Brasil e órgãos parceiros deflagraram, em 28 de agosto de 2025, a “Operação Carbono Oculto”. A referida operação tem como escopo exclusivo fundos vinculados ao setor de combustíveis. Tais fundos representam parcela ínfima do total de fundos administrados e estruturados pela Trustee DTVM (empresa do grupo), não alcançando, portanto, parcela significativa das operações sob administração. Importante ainda mencionar que alguns fundos já se encontravam com renúncias formalizadas por parte das instituições amparadas na ausência de atualização cadastral. Antes da referida operação encontrava-se em curso a elaboração de Relatório de Prevenção à Lavagem de Ativos. Com a deflagração da operação e apreensão de parte dos arquivos utilizados nessa análise, a apuração foi encerrada. Por fim, a Trustee reforça a conformidade de suas obrigações fiscais e regulatórias, bem como a consistência de seus controles internos e de suas práticas de governança, em consonância com a postura colaborativa e proativa adotada desde a referida operação.
23. Eventos subsequente ao encerramento do exercício
Até a data de autorização para emissão dessas demonstrações financeiras, não ocorreram quaisquer eventos que pudessem alterar de forma significativa a situação patrimonial, econômica e financeira nas demonstrações financeiras apresentadas.
TRUSTEE D.T.V.M. LTDA. Administradora
IGNIS CONTÁBIL LTDA Fernando Quiqueto de Lima Contador CRC-1SP 270.574/O-6