Fato Relevante RCRB11 de 15/07/2026
Fato Relevante do Rio Bravo Renda Corporativa (RCRB11), fundo imobiliário de lajes corporativas, com entrega no FundosNet (B3) em 15/07/2026. No pregão de 04/11/2026, a cota do RCRB11 fechou a R$ 127,80, com P/VP de 0,67 (valor patrimonial de R$ 190,76 por cota no informe mensal de setembro de 2026). O último rendimento foi de R$ 1,30 por cota, com pagamento em nov/2026, e o dividend yield dos últimos 12 meses é de 10,58% sobre a cotação de 04/11/2026. O patrimônio líquido era de R$ 704 milhões no informe mensal de setembro de 2026. Os indicadores são os mais recentes da base do Kartac, não os do período do documento.
Informações
- CNPJ
- 03.683.056/0001-86
- Tipo
- Fato Relevante
- Assunto
- Sem assunto
- Data de referência
- 15/07/2026
- Data de entrega
- 15/07/2026 17:22
- Versão
- 1
- Situação
- (Ativo)
Conteúdo
RIO BRAVO RENDA CORPORATIVA FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO - RESPONSABILIDADE
LIMITADA
CÓDIGO NEGOCIAÇÃO B3: RCRB11
FATO RELEVANTE
CONCLUSÃO VENDA PARQUE CULTURAL PAULISTA
RESUMO
Em complemento aos Fatos Relevantes divulgados em 28/05/2026 e 29/06/2026, em cumprimento ao exercício de direito de preferência para aquisição do imóvel Parque Cultural Paulista por locatário, foi assinado Compromisso de Venda e Compra (CVC) para alienação de sua participação integral no edifício Parque Cultural Paulista, nos mesmos termos acordados com o promitente comprador.
Valor de venda de R$ 77,1 milhões, equivalente a R$ 15.313/m².
Lucro de R$ 10,9 milhões ou R$ 2,96/cota.
Preço de venda 15 % acima de laudo de avaliação.
Venda realizada 100% em dinheiro: 50% quitados à vista nesta data e 50% de forma parcelada.
Reforço de caixa para gestão de liquidez e realocação em novas oportunidades aderentes a sua estratégia.
Taxa Interna de Retorno (TIR¹) de 9,7% a.a. e 10,0% a.a., em razão da aquisição dos conjuntos em momentos diferentes.
POR QUE A VENDA É IMPORTANTE
ALOCAÇÃO EM POSIÇÕES MAIS RELEVANTES: a venda reduz a exposição em imóveis nos quais o Fundo possui uma menor participação no condomínio ou que não vislumbra possibilidade de aumento de posição via aquisição de outros andares. Com isso, a gestão mantém o foco em adquirir prédios inteiros, percentuais mais relevantes de prédios ou até aumentar posição em imóveis em que o Fundo já é proprietário, para que possa ter mais influência nos condomínios e na gestão do empreendimento.
DESINVESTIMENTO ESTRATÉGICO DE POSIÇÕES MADURAS: a operação está alinhada à estratégia de reciclagem de portfólio por meio de vendas de ativos considerados maduros, com preço de venda de cerca de R$ 15,3 mil/m², superior às vendas realizadas em prédios semelhantes padrão B ou BB na região nos últimos 18 meses.
BOM MOMENTO DO MERCADO CORPORATIVO DIRETO: a venda nesses patamares evidencia o momento favorável do mercado corporativo direto, como comprovado pelo valor de venda superior ao laudo de avaliação do imóvel (+15%) e superior ao preço médio negociado em bolsa do portfólio do RCRB11 (+11%). Os fundos imobiliários corporativos multiativos seguem sendo negociados com desconto médio de 35% (pares que compõem o IFIX), enquanto as operações no mercado direto avaliam os imóveis acima do valor de laudo.
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DETALHES DA OPERAÇÃO
Foi concluída a alienação de participação integral no edifício Parque Cultural Paulista, que corresponde aos andares 8º (meio andar), 11º, 12º, 14º e 15º e que somam 5.033 m², pelo valor de R$ 77.079.295,36. O imóvel fica localizado na Av. Paulista, 37, São Paulo/SP, e foi adquirido pelo Fundo em dois momentos, em setembro de 2013 e dezembro de 2019.
Com a venda do Imóvel, o Fundo realizou ganho de capital bruto de R$ 10.900.000, equivalente a R$ 2,96/cota. O preço de venda foi de 16% acima do custo de aquisição e 15 % acima de laudo de avaliação do ativo. A operação proporcionou uma TIR de 9,7% a.a. para as lajes adquiridas em 2013 e 10,0% para as adquiridas em 2019, ou TIR real de IPCA + 3,7% e IPCA + 3,9%, respectivamente, e demonstra a capacidade de geração de valor com o ativismo e expertise da gestão atrelados à excelência e qualidade dos ativos do portfólio do Fundo.
O pagamento será realizado integralmente em moeda corrente com a seguinte estrutura:
50%, ou R$ 38,6 milhões, pagos nesta data, que referem-se à transferência da propriedade dos conjuntos 111, 112 e 121 e 122; e
50% a prazo, ou R$ 38,5 milhões, a ser realizado nos seguintes prazos:
R$ 6 milhões em até 4 meses após o pagamento da primeira parcela (nov/2026);
R$ 12,5 milhões em até 16 meses após o pagamento da primeira parcela (nov/2027); e
R$ 20 milhões em até 28 meses após o pagamento da primeira parcela (nov/2028), com a efetiva
transferência da titularidade dos demais conjuntos.
A partir do pagamento da primeira parcela, todas as receitas relacionadas à locação serão de titularidade do novo comprador.
IMPACTO NO FUNDO
O ganho de capital passa a compor a base de distribuição do semestre, sempre respeitando a legislação vigente de distribuição de pelo menos 95% dos lucros auferidos no semestre, apurados em regime de caixa. Os lucros das parcelas recebidas a prazo também serão reconhecidos e distribuídos conforme o recebimento das parcelas em moeda corrente. Abaixo, resumimos a operação de venda, com os valores divididos entre principal (capital integralizado) e ganho de capital (resultado distribuível) das operações.
| Status da Operação | Principal | Ganho de Capital Líquido | Ganho de Capital Líquido/Cota |
|---|---|---|---|
| Liquidação financeira no 2º semestre de 2026 | R$ 38.268.378,85 milhões | R$ 5.154.727,08 milhões | R$ 1,40 |
| Liquidação financeira no 2º semestre de 2027 | R$ 10.730.423,88 milhões | R$ 613 mil | R$ 0,17 |
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| Liquidação financeira no 2º | R$ 17.168.678,21 | R$ 2.831.321,79 | R$ 0,77 |
|---|---|---|---|
| semestre de 2028 | milhões | milhões |
O capital integralizado deve ser utilizado principalmente para compor o caixa do Fundo e buscar novas oportunidades de alocação que já estão em perspectiva, em linha com a estratégia de aquisição de posições mais relevantes em empreendimentos.
Mais informações estão disponíveis no material complementar, anexo a este Fato Relevante. O canal de RI está disponível para qualquer dúvida ou comentário: [email protected] ou www.riobravo.com.br/chat.
São Paulo, 15 de julho de 2026.
RIO BRAVO INVESTIMENTOS - DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS LTDA.,
instituição administradora, e
RIO BRAVO INVESTIMENTOS LTDA.,
instituição gestora do
RIO BRAVO RENDA CORPORATIVA FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO - RESPONSABILIDADE
LIMITADA
CNPJ/MF n. º 03.683.056/0001-86
ISIN Cotas: BRRCRBCTF000
¹ A TIR é uma métrica de rentabilidade que considera (i) o investimento inicial realizado, (ii) todo fluxo de caixa gerado pelo ativo ao longo do tempo, incluindo todas as receitas, despesas e investimentos e (iii) os recursos levantados com o desinvestimento.
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riobravo.com.br
Conclusão Venda Parque Cultural Paulista
Venda do Parque Cultural Paulista
Operação reforça a estratégia de reciclagem de portfólio do Fundo, com venda acima do laudo e geração de caixa para novas oportunidades de alocação.
R$ 77,1 mi
valor total de venda - R$ 15.313/m²
R$ 10,9 mi
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ACIMA DO LAUDO
GANHO DE CAPITAL
R$ 2,96 LUCRO POR COTA
100%
EM DINHEIRO
Conclusão Venda Parque Cultural Paulista
Por que a venda é importante:
Mais peso nas posições certas
A venda reduz exposição em imóveis nos quais o Fundo tem menor participação no condomínio ou sem perspectiva de aumentar posição. Foco em adquirir prédios inteiros, percentuais mais relevantes de prédios ou até aumentar posição em imóveis em que o Fundo já é proprietário.
Foco em posições relevantes
Reciclagem de ativos maduros
A operação está alinhada à estratégia de desinvestimento de posições maduras. Ou seja, otimização do retorno com ciclo imobiliário “completo” do ativo.
Desinvestimento estratégico
Força do mercado direto corporativo
A venda acima do laudo e acima do preço médio negociado em bolsa do portfólio do RCRB11 evidencia o momento favorável do mercado corporativo direto.
Mercado direto aquecido
Detalhes da Operação
Ativo vendido: participação integral do RCRB11 no edifício Parque Cultural Paulista.
VALOR TOTAL DE VENDA

Av. Paulista, 37 São Paulo/SP
ANDARES
8º (meio andar), 11º,
12º, 14º e 15º
PARTICIPAÇÃO
20,5% do empreendimento
ÁREA
5.033 m²
R$ 77.079.295,36
GANHO DE CAPITAL
R$ 10.900.000
AQUISIÇÃO EM DOIS MOMENTOS
Set/2013 e Dez/2019
TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR)
9,7% e 10,0% a.a., respectivamente
PAGAMENTO
100% em dinheiro - 50% à vista e 50% a prazo
Retorno da operação
Reciclagem de portfólio com disciplina e foco em geração de valor.
Ativismo da gestão
IPCA + 3,7% IPCA + 3,9%
A operação reforça a capacidade de geração de valor por meio da gestão ativa do portfólio.
Excelência do ativo
TIR real das lajes adquiridas em 2013 e 2019, respectivamente
A venda em patamar superior ao laudo evidencia a qualidade do ativo e a liquidez no mercado direto.
Gestão ativa refletida em retorno positivo
Retorno real expressivo em ambas as janelas considera uma boa atuação de ponta a ponta: bom preço de entrada nas aquisições, fluxos de alugueis constantes e otimizados e desinvestimento em valor competitivo.
A TIR é uma métrica de rentabilidade que considera (i) o investimento inicial realizado, (ii) todo fluxo de caixa gerado pelo ativo ao longo do tempo, incluindo todas as receitas, despesas e investimentos e (iii) os recursos levantados com o desinvestimento.
Mercado corporativo aquecido
Desinvestimento estratégico a preço competitivo.
O Parque Cultural Paulista foi transacionado a R$ 15,3 mil/m², representando um prêmio de aproximadamente 34,7% sobre a média dos ativos comparáveis analisados¹.
| Parque Cultural Paulista | ED Sompo | Timbaúba | Al. Santos 2477 | Corporate Alamedas | Eluma | Rachid Saliba | WBC | Top Center | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Data da Transação | julho-26 | setembro-22 | maio-23 | dezembro-23 | dezembro-24 | maio-25 | julho-25 | outubro-25 | dezembro-25 |
| Ano de Entrega | 1985 | 1994 | 2007 | 1979 2017 | 1976 2017 | 1978 | 1975 | 2016 | 1975 |
| Classe | B | B | B | BB | B | B | B | B | BB |
| Área Transacionada | 5033 m² | 12.847 m² | 2.200m² | 6.468 m² | 2.474 m² | 509 m² | 12.700 m² | 4.658m² | 13.463m² |
| Ocupação | 100% | 100% | 100% | 67% | 100% | 100% | 70% | 100% | 82% |
| Valor da Transação | 15.313/m² | R$ 12.453/m² | R$ 12.786/m² | R$ 13.995/m² | R$ 12.888/m² | R$ 7.900/m² | R$ 6.557/m² | R$ 10.140/m² R$ 13.000/m² | R$ 12.431/m² |
| _Cap Rate_estimado | 8,15% | 7,70% | N/D | Transação com Renda Mínima Garantida | 10,20% | N/D | N/D | 13,3% 10,3% | 8,70% |
Momento favorável do mercado corporativo direto.
Enquanto os FIIs seguem negociados com desconto em bolsa (ou seja, imóveis avaliados abaixo do valor de laudo), o mercado direto precifica ativos corporativos acima dos valores de laudo.
Venda Parque Cultural Paulista 15% Desconto RCRB11 -32% Desconto médio fundos corporativos -35%
Tomando o valor patrimonial como baliza de atribuição de valor, observa-se uma divergência relevante entre o mercado privado e o mercado secundário.
Enquanto os FIIs corporativos negociam com desconto de 35% sobre o patrimônio, a transação do Parque Cultural Paulista foi concluída com prêmio de 15%, indicando que o valor econômico dos ativos encontra melhor respaldo em transações efetivas do que nas cotações observadas em bolsa.
¹A amostra de mercado utilizada para fins comparativos é composta por 8 transações de edifícios corporativos comparáveis, ou seja, de localização e padrão construtivo semelhante. Comparação feita com base em dados públicos obtidos pela plataforma Buildings. Fonte: Rio Bravo, Buildings. Data-base: 10/07/2026.
²Desconto médio fundos corporativos considera fundos corporativos multi e monoativos que fazem parte do IFIX. Valores aproximados. Fonte: Rio Bravo, Quantum. Data-base: 10/07/2026.
Estrutura Financeira
Liquidez imediata e parcelas programadas.
15/Jul/2026 Nov/2026 Nov/2027 Nov/2028 R$ 38,6 mi R$ 6,0 mi R$ 12,5 mi R$ 20,0 mi 50% à vista até 4 meses até 16 meses até 28 meses pagos nesta data após a primeira parcela após a primeira parcela após a primeira parcela
Caixa reforçado para novas alocações.
A estrutura reforça o caixa de curto prazo e mantém uma agenda de recebimentos futuros vinculada à operação.
Impacto no Fundo
Resultado distribuível conforme o recebimento.
| Liquidação financeira | Principal | Ganho de capital líquido | Ganho de capital líquido/cota |
|---|---|---|---|
| 2º sem/2026 | R$ 38,27 mi | R$ 5,15 mi | R$ 1,40 |
| 2º sem/2027 | R$ 10,73 mi | R$ 613 mil | R$ 0,17 |
| 2º sem/2028 | R$ 17,17 mi | R$ 2,83 mi | R$ 0,77 |
Principal/capital integralizado
Deve ser utilizado principalmente para compor o caixa do Fundo e buscar novas oportunidades de alocação que já estão em perspectiva, em linha com a estratégia de aquisição de posições mais relevantes em empreendimentos.
Ganho de capital
O ganho de capital passa a compor a base de distribuição do semestre, sempre observada a legislação vigente de distribuição de pelo menos 95% dos lucros auferidos no semestre, apurados em regime de caixa.
O fundo após a venda
A alienação do Parque Cultural Paulista traz conforto de caixa, com estrutura de capital balanceada e alavancagem baixa.
Alavancagem líquida (alavancagem-caixa¹/PL) em 1,6%
O ingresso de caixa da venda é material frente ao saldo devedor do CRI, equivalente a aproximadamente 6 anos das despesas de CRI anualizadas pelo ritmo do ano.
R$ 74 mi LÍQUIDEZ PREVISTA PÓS-VENDA
~R$ 85 mi SALDO DEVEDOR DO CRI
Venda equivale a ~90% do saldo devedor atual.
Tendência de crescimento com cenário já contratado
Upside não depende de nova tese de ocupação: está ligado ao FFO contratado e ao guidance de distribuição já divulgado para o semestre.
+8% +21% UPSIDE NO FFO JÁ CONTRATADO CONSIDERANDO GUIDANCE DE DISTRIBUIÇÃO DO SEMESTRE R$ 1,07 vs. R$ 1,16 por cota R$ 1,07 vs. R$ 1,30 por cota
Fundo mantém sua solidez e previsibilidade, com ativos corporativos em localizações
consolidadas, ocupação elevada e upside de rendimentos já contratado.
Após a venda, o RCRB segue exposto a imóveis corporativos em regiões performadas, com ocupação elevada e grande concentração nos principais eixos de São Paulo.
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A operação recicla um ativo com prêmio, reduz a alavancagem e mantém o cotista exposto a um portfólio corporativo de alta ocupação, com alavancas de resultado já capturadas na operação corrente.
¹Caixa considera valor principal da venda, saldo de caixa e alocação em FIIs.

