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Relatório Gerencial REME11 de maio de 2026

Relatório Gerencial do RB Multiestratégia Imobiliária (REME11), fundo imobiliário de fundos (FoF), referente a maio de 2026, com entrega no FundosNet (B3) em 03/07/2026. No pregão de 08/10/2026, a cota do REME11 fechou a R$ 86,96, com P/VP de 0,99 (valor patrimonial de R$ 88,11 por cota no informe mensal de setembro de 2026). O último rendimento foi de R$ 1,00 por cota, com pagamento em out/2026, e o dividend yield dos últimos 12 meses é de 7,00% sobre a cotação de 08/10/2026. O patrimônio líquido era de R$ 57,7 milhões no informe mensal de setembro de 2026. Os indicadores são os mais recentes da base do Kartac, não os do período do documento.

Informações

CNPJ
63.051.078/0001-55
Tipo
Relatórios
Assunto
Relatório Gerencial
Data de referência
31/05/2026
Data de entrega
03/07/2026 18:42
Versão
1
Situação
(Ativo)

Conteúdo

RELATÓRIO AO INVESTIDOR RB MULTIESTRATÉGIA IMOBILIÁRIA FII REME11 – MAIO/26

O que aconteceu

A reestruturação foi aprovada pelos cotistas em consulta formal concluída em 18 de agosto de 2025. A partir dela, três etapas foram cumpridas: a cisão do RFOF11, concluída em 3 de novembro de 2025, com 28,84% do patrimônio destinados ao FRBC11 e os 71,16% remanescentes direcionados ao novo veículo; a integralização desses ativos no REME11; e a constituição do fundo sob a Resolução CVM 175, no mandato multiestratégia.

Onde estamos hoje

A oferta do REME11 foi concluída e o primeiro pregão ocorreu em 21 de maio de 2026, com as cotas negociáveis no mercado secundário. Esse é um importante marco que encerra a fase de estruturação e abre a fase de gestão plena do novo mandato.

Por que um fundo multiestratégia

O mandato anterior, de fundo de fundos, estava defasado em relação às mudanças regulatórias ocorridas recentemente no mercado, e atuava concentrando basicamente sua atuação em cotas de outros FIIs. Já com o novo mandato, visando um enquadramento como multiestratégia, sob a Resolução CVM 175, amplia de forma relevante o conjunto de ativos elegíveis: além de cotas de FII, o fundo pode alocar em CRI (Certificados de Recebíveis Imobiliários), LCI, LIG, imóveis diretos e demais valores mobiliários com lastro imobiliário.

Essa amplitude tem um propósito central: maior capacidade e potencial de blindagem do patrimônio em qualquer momento dos diferentes ciclos econômicos. Com mais classes de ativos à disposição, podemos alternar e combinar posições como: tijolo, papel/crédito e instrumentos de caixa conforme o cenário, defendendo o portfólio em momentos de juros elevados ou inflação e capturando oportunidades nas fases de recuperação. É uma estrutura desenhada para oferecer mais alavancas de geração de renda e ganho de capital.

O que muda para você, cotista

Na prática, a gestão e a filosofia permanecem as mesmas: diversificação, foco em ativos de qualidade e diversificação por risco e indexador. A distribuição mensal de rendimentos segue mantida, obedecendo à Lei 9.779/1999. O que muda é sua estrutura, um novo veículo, sob nova regulação, com o ticker REME11.

Próximos passos

A partir deste novo momento, nosso foco se concentra em alguns movimentos. O primeiro é a revisão da carteira, com a redução do número de fundos investidos. Desta forma, buscamos um portfólio mais enxuto, que nos permita maior controle, proximidade e convicção em cada posição. O segundo é a implementação do mandato multiestratégia, permitindo alocar em novas classes de ativos à medida que as oportunidades de cada ciclo se apresentam. Ao longo de todo o processo, manteremos a comunicação regular pelos canais oficiais do fundo.

A Gestão segue à disposição para prestar esclarecimentos sobre a operação, seus efeitos e os procedimentos aplicáveis, pelos canais oficiais do REME11.

OMENTÁRIOS DA GESTORA COMENTÁRIOS DO GESTOR

Breve Panorama Macroeconômico

Maio foi marcado pela manutenção do ambiente favorável aos ativos de risco, em um mês de ínterim das decisões de política monetária pelos principais BCs globais. O arrefecimento das tensões geopolíticas e a continuidade do otimismo com a temática de IA sustentaram o desempenho dos mercados desenvolvidos, com destaque para Estados Unidos e Japão. Nos EUA, a combinação de resultados corporativos sólidos e revisões positivas de lucros manteve o setor de tecnologia em evidência, impulsionando os índices de Nova York: S&P 500 (+5,15%), Nasdaq (+8,36%) e Dow Jones (+2,78%).

No cenário doméstico, tivemos forte saída de capital estrangeiro de R$ 14,9 bilhões na B3, marcando a maior saída mensal desde março de 2020, porém, ainda registrando entrada acumulada de R$ 41,6 bilhões no ano. Dessa forma, houve continuidade do movimento observado já na segunda semana do mês anterior em que tivemos saída líquida fruto do global rotation, assim como preocupações fiscais internas e risco eleitoral, com consequente piora nas taxas de juros. No cenário macro, tivemos do lado positivo produção industrial, vendas no varejo, taxa de desemprego e PIB do 1° trimestre, contrabalanceado por volume do setor de serviços, o IBC-Br de março, CAGED de abril e piora na dívida líquida do setor público, aumentando de 66,8% para 67,4%.

Em abril, o IPCA apresentou variação de 0,67%, abaixo da expectativa de 0,70%, embora tenha sido o maior índice para o mês desde 2022, levando a inflação acumulada em 12 meses para 4,39%. Já o IPCA-15 de maio registrou alta de 0,62%, acima das estimativas de mercado (0,57%), fazendo com que o acumulado em 12 meses atingisse 4,64%, acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central. O boletim Focus divulgado pelo Banco Central apresentou nova revisão altista para a projeção do IPCA deste ano: ajuste de 4,91% há 4 semanas para 5,11% (décima terceira alta consecutiva), leve ajuste para 2027 (de 4,00% para 4,03%) e para 2028 (de 3,64% para 3,66%), mantendo o patamar para 2029 (3,50%). Ainda, tivemos ao longo do mês revisões para a taxa Selic, com revisão também altista para a projeção deste ano, encerrando em 13,50% (ante 13,00%), para 2027 (de 11,00% para 11,50%) e manutenção nos patamares de 2028 e 2029 (10,00%).

Os dados de inflação acima do esperado, a deterioração fiscal e o risco eleitoral contribuíram para novo mês de abertura da curva de juros real, subindo em média 16bps nos vencimentos de 2028 em diante. Dessa forma, os índices IMA-B 5 e IMA-B renderam 0,97% e 0,31%, respectivamente.

Curva de Juros Real

29/mai/26

30/abr/26

No cenário internacional, o mês ficou marcado pelas atenções voltadas às atas dos BCs e discursos de dirigentes que COMENTÁRIOS DA GESTORApoderiam indicar perspectivas das políticas monetárias, assim como o discurso do novo presidente do Fed, Kevin Warsh. Em relação aos indicadores econômicos nos EUA, tivemos dados mistos de PMIs e ISMs, com destaques para revisão do PIB do 1° tri em 1,6% (vs 2,0% da última leitura) e PCE (dado de inflação preferida do Fed) e Payroll levemente acima do esperado. De acordo com a ferramenta Fedwatch, as chances de manutenção para as próximas duas reuniões são quase unânimes, com apostas já próximas a 70% de aumento na reunião de setembro, corroborando a divisão dos dirigentes apontada na ata do FOMC na última reunião de Jerome Powell como presidente.

Na Europa, leve melhora nos indicadores econômicos de abril na comparação com março, porém ainda em patamares negativos (vendas no varejo, confiança do consumidor e PMIs). Ademais, tivemos confirmação da leitura anterior do PIB do 1° trimestre (+0,8%). Na China, novamente destaque para a balança comercial (forte crescimento tanto nas exportações quanto importações), porém, tivemos dados de vendas no varejo e produção industrial abaixo das expectativas, contrabalanceados por dados de PMIs com melhora e acima do patamar de 50, indicando expansão.

No mercado de commodities, o petróleo registrou forte desvalorização, encerrando o período a US$ 91,12/barril (Brent), queda de 16,7%. O movimento representou um recuo de quase US$ 20 por barril, configurando a maior queda mensal em dólares desde março de 2020. A correção dos preços foi impulsionada pelo aumento das expectativas de uma solução para o conflito geopolítico, após notícias relacionadas a um possível cessar-fogo. Já o minério de ferro recuou 0,71%, mas permaneceu acima de US$ 100/ton, mantendo o cenário de estabilidade observado ao longo do ano, apesar das incertezas em relação à demanda chinesa. Durante o período, a commodity chegou a atingir US$ 122/ton, maior patamar desde setembro de 2024.

O Ibovespa sofreu forte revés no mês, registrando queda de 7,22%, aos 173.787 pontos, no pior desempenho mensa desde fevereiro de 2023, embora ainda acumule valorização de 7,86% no ano. Sob a ótica semanal, o índice completou sete semanas em queda, com perdas que se aproximam de 12% no período. Já o dólar fechou o mês em alta de 1,83% frente ao real, cotado a R$ 5,04, mas ainda acumula desvalorização de 8,13% em 2026. Para junho, as expectativas permanecem voltadas às decisões dos principais BCs globais, em um contexto de menor perspectiva de crescimento econômico e de pressões inflacionárias decorrentes do conflito envolvendo o Irã. Já no âmbito interno, observa-se uma deterioração das expectativas de inflação, concomitante à ampliação dos programas sociais pelo Governo, totalizando R$ 184,7 bilhões. Esse ambiente reduz a probabilidade de flexibilização monetária no curto prazo, levando parte dos economistas a projetar a taxa Selic em 14,00% ao final de 2026.

Panorama de FIIs

Em linha com as perdas do Ibovespa, tivemos um mês de baixa para o IFIX, porém em menor magnitude decorrente de piora na percepção de risco doméstico e da saída de capital estrangeiro. Com isso, o benchmark registrou desvalorização de 1,33% em maio (aos 3.877,52 pontos, porém ainda acumulando ganhos de 2,71% no ano). Apesar da deterioração observada no mercado de fundos imobiliários por conta dos fatores supracitados, no mercado real, continuamos a observar no noticiário e acompanhamento dos fundamentos do setor imobiliário um cenário de dados de vacância em queda e aumentos de preços tanto para galpões logísticos como para lajes corporativas.

Em maio, não tivemos ganhos para os setores, sendo que ativos financeiros, varejo e logísticos tiveram desempenho melhor do que IFIX, já escritórios, shoppings, híbridos, Fundos de Fundos (FoFs) e Hedge Funds (multiestratégia) e tiveram desempenho abaixo do benchmark. Já no acumulado do ano, os híbridos, ativos financeiros, multiestratégia, FoFs e shoppings são os destaques de alta (nesta ordem), com um desempenho superando o benchmark, já logísticos e varejo e ainda tem performance abaixo do IFIX, apesar de ainda apresentarem um desempenho positivo, por fim o setor de escritórios têm sido o pior setor, em queda de 0,3% no acumulado do ano. Apesar da continuidade das incertezas de curto prazo, advindo de um cenário doméstico marcado por indefinições no tocante à condução da política fiscal e monetária doméstica, além de potenciais choques externos, mantemos uma visão otimista no médio prazo, visto os sólidos fundamentos dos ativos reais, os quais tendem a convergir para seus valores intrínsecos, resultando em redução do desconto em relação ao valor negociado no mercado secundário.

Aproveitamos este espaço para atualizar os dados do mercado de lajes corporativas, conforme informações divulgadas para o fechamento do 1° trimestre de 2026 pela consultoria imobiliária SiiLA, considerando apenas imóveis com classificação A+/A da cidade de São Paulo. O quadro segue reforçando a consolidação da recuperação que temos acompanhando, agora com um marco relevante: a vacância do CBD recuou para 13,7%, ante 15,2% no trimestre anterior, atingindo o menor patamar desde o início da pandemia. Mais relevante que o número em si, vale destacar a dinâmica que é traduzida por uma absorção líquida que somou $^ { 5 5 , 4 }$ mil m² no trimestre, praticamente o dobro da média histórica (próxima de 27 mil m²). Este movimento de absorção superando os novos estoques têm se destacado desde o 4° trimestre de 2023, fortalecido pela própria dinâmica do mercado de trabalho atualmente, em que as empresas têm solicitado cada vez mais o retorno presencial e, consequentemente, demandado maiores ABLs.

Quando o comparativo é visto sob uma diferente ótica, separadamente pelos eixos, na região prime a vacância recuou de 11,0% para 8,9%, voltando a operar confortavelmente abaixo dos 10% (consolidando o cenário pró-proprietário), enquanto o preço médio pedido avançou de R$ 278,99/m² para R$ 281,16/m² (conforme observamos na Figura 1). O destaque segue sendo a Faria Lima, que rompeu a marca dos R$ 300/m², reflexo da pouca oferta e forte demanda por ativos de qualidade. Esse esgotamento tem uma leitura estrutural, em que a oferta de grandes lajes contíguas nas regiões mais nobres tornou-se escassa (também fruto da baixa disponibilidade de terrenos disponíveis ou a preços que compensem um potencial construtivo, sem contar necessidade de CEPACs), e endereços tradicionais como Faria Lima, Itaim e Paulista praticamente não dispõem mais de áreas de maior metragem em seus estoques. Ou seja, a escassez de oferta nas regiões nobres naturalmente está direcionando parte da demanda para as vizinhas, e é aí que gostaríamos de aprofundar.

RB MULTIESTRATÉGIA IMOBILIÁRIA FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO - RESPONSABILIDADE LIMITADA – Maio/26

Lajes Corporativas Preço Médio Pedido x Taxa de Vacância

Na região subprime, a vacância também recuou, de 17,1% para 15,9%, dando sequência à melhora observada desde o 1° trimestre de 2024, com preço médio pedido estável em R$ 90,12/m² (conforme observamos na Figura 1). À primeira vista esse agregado sugere um mercado ainda estagnado, mas ele esconde uma realidade bem mais favorável. O subprime, na classificação da SiiLA, carrega duas regiões que distorcem fortemente a média: Chácara Santo Antônio e Marginal Pinheiros, ainda com vacâncias de 22,7% e 36,8%. Quando as excluímos e olhamos apenas para o outro núcleo (Berrini, Chucri Zaidan, Paulista e Pinheiros), a vacância cai para cerca de 9,9%, com preço médio pedido próximo de R$ 124/m². Desta forma, infere-se que essas regiões do subprime já operam em níveis de ocupação comparáveis ao prime, configurando um cenário pró-proprietário, em que os imóveis passam a ter condições de praticar reajustes mais agressivos diante da pouca disponibilidade.

No detalhe regional em termos de vacância, a Paulista é o caso mais emblemático, com vacância de apenas 1,4%, a Berrini encerrando em 9,3%, com preço subindo 3,1%, e Pinheiros em 8,5%, ambas se beneficiando do escoamento da demanda do eixo prime. A Chucri Zaidan, que concentra as transações de maior porte, segue em ajuste a 13,4%, mas em queda consistente. O principal entrave permanece na Chácara Santo Antônio, que apesar da melhora expressiva (de 28,1% para 22,7%), ainda carrega uma vacância elevada. O fato de a região concentrar boa parte do estoque futuro previsto (cerca de 85 mil m²), explica sua permanência como principal peso em relação ao indicador agregado do subprime.

Vacância por Trimestre (1T 2022 - 1T 2026)

Algumas das regiões no subprime, depois de já terem percorrido boa parte do caminho de redução de vacância, começam a entrar uma nova fase do ciclo, em que o protagonismo deixa de ser a queda da desocupação e passa a ser o repasse de preço. O movimento de flight-to-price então, tende a ganhar um novo capítulo: não se trata mais apenas de buscar custo baixo, mas de ocupar outras regiões bem estruturadas que, por já estarem super demandadas, tendem a ganhar condições de elevar seus valores. Com as regiões prime em seus patamares de pico e sem espaço disponível, podemos ver um possível reajuste de aluguel nas outras regiões qualificadas, à medida que a vacância siga diminuindo. Para o investidor de FIIs de lajes corporativas, que ainda convive com descontos relevantes frente ao valor patrimonial, entendemos que essa dinâmica de vacância baixa e preços resilientes pode se traduzir, ao longo dos próximos trimestres, em reavaliações patrimoniais positivas e em uma recomposição gradual dos preços no secundário, especialmente para os fundos com exposição majoritária a ativos de alto padrão e bem localizados.

Análise Patrimonial

Demonstrativo de Receitas, Despesas, Rendimentos e Rentabilidade.

O Fundo distribuiu R$ 1,00/cota como rendimento referente ao mês de maio de 2026, aos titulares detentores de cotas ao final do dia 29 de maio.

A distribuição de rendimentos aos cotistas é calculada de acordo com o resultado apurado sob regime de caixa do FII em cada mês. Abaixo segue tabela contendo as receitas e despesas do FII.

O gráfico abaixo decompõe a distribuição dos R$ 1,00 por segmento alocado.

O resultado gerado pelo fundo no período foi de R$ 0,83/cota.

Haverá isenção do Imposto de Renda Retido na Fonte e na Declaração de Ajuste Anual das Pessoas Físicas com relação aos rendimentos distribuídos pelo Fundo ao Cotista pessoa física, desde que observados, cumulativamente, os seguintes requisitos: (i) o Cotista pessoa física não seja titular de montante igual ou superior a 10% (dez por cento) das Cotas do Fundo; (ii) as respectivas Cotas não atribuírem direitos a rendimentos superiores a 10% do total de rendimentos auferidos pelo Fundo; (iii) o Fundo receba investimento de, no mínimo, 50 (cinquenta) Cotistas; e (iv) as Cotas, quando admitidas a negociação no mercado secundário, sejam negociadas exclusivamente em bolsas de valores ou mercado de balcão organizado.

Composição dos Dividendos de Maio/26

Portfólio Gerencial

Buscando maior transparência com nossos cotistas, apresentamos a seguir a composição do portfólio gerencial do REME11.

Distribuição Por Segmento

Número de Ativos Por Segmento

Fonte: RB ASSET

Exposição por FII -
Patrimônio AlocadoSegmento29/05/2026
ZAVI11Híbrido7,2%
EXES11Recebíveis6,5%
GGRC11Logístico5,9%
BRCR11Lajes Corporativas5,4%
ALZR11Híbrido3,7%
JSRE11Lajes Corporativas3,4%
KNSC11Recebíveis3,2%
CRICRI3,1%
RBVA11Híbrido3,0%
PVBI11Lajes Corporativas2,6%
BRCO11Logístico2,4%
XPLG11Logístico2,3%
CPTS11Recebíveis2,3%
RBRY11Recebíveis2,2%
ZAVC11Recebíveis2,1%
KNUQ11Recebíveis2,0%
Outros-36,6%

Fonte: RB ASSET

Os 36,6% restantes estão distribuídos entre outros 41 FIIs, cada um com menos de 2% do PL do Fundo. Em linha com a estratégia definida para esta fase inicial, seguimos zerando gradualmente algumas posições, em que vemos baixo potencial de upside, reduzindo o número total de fundos em carteira. Em contrapartida, ampliamos a exposição ao setor de shoppings, e a outros segmentos que enxergamos com melhor potencial de ganho no atual momento de alocação.

Duplo desconto:

Investir em fundos multiestratégias oferece vários benefícios. Primeiro, esses fundos são geridos por especialistas que realizam análises detalhadas e negociações estratégicas, garantindo uma gestão eficiente. A diversificação é outro ponto forte, pois ao investir, o investidor tem acesso a uma ampla gama de ativos, reduzindo o risco associado a um único ativo ou setor. Além disso, os FoFs proporcionam acesso a investimentos exclusivos que não estão disponíveis para o mercado geral. A gestão ativa permite a implementação de estratégias que otimizam o desempenho do fundo. Um diferencial importante dos multiestratégias é o "duplo desconto": além de obter um desconto sobre o valor de mercado, o investidor também se beneficia dos descontos dos fundos subjacentes na carteira.

Muitos multiestratégias estão investindo em FIIs de tijolo, que estão negociando a preços descontados. Adquirir FIIs de tijolo com imóveis de qualidade em regiões centrais a desconto já representa uma boa oportunidade, e fazer isso através de um fundo com desconto oferece um "duplo desconto". No entanto, é importante notar que os multiestratégias têm custos mais elevados, pois cobram taxas de administração tanto para o fundo quanto para os FIIs subjacentes. Além disso, como o multiestratégia de FII é um investidor indireto, está mais exposto a variações diárias. Ainda assim, todos os FIIs possuem um lastro imobiliário real, seja de tijolo ou de papel.

Análise do Duplo Desconto (valores em R$)

Portfólio Oficial

Carteira Oficial do REME11, com base nas informações divulgadas pelo administrador, BRL Trust DTVM.

Carteira Oficial29/05/202629/05/2026 (1)
Ativos do Fundo:
Fundo de Investimento Imobiliário (FII)R$ 56.519.978,7190,7%
Fundos de Investimento em Renda FixaR$ 3.598.652,495,8%
Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI)R$ 1.920.621,673,1%
Letras de Crédito Imobiliário (LCl)
Letra Imobiliária Garantida (LIG)
OutrosR$ 283.500,830,5%
Ativo TotalR$ 62.322.754100,0%
Passivos do Fundo:
Despesas AdministrativasR$ 44.392,70
Rendimentos a DistribuirR$ 655.087,00
Aquisição de AtivosR$ 0,00
Taxas e ImpostosR$ 61.074,89
Passivo TotalR$ 760.555
Patrimônio LíquidoR$ 61.562.199

Fonte: Apex

(1) Os valores apresentados em FII e Fundos de Investimento em Renda Fixa estão sendo aqui divididos pelo Total de Ativos do Fundo, e não pelo Patrimônio Líquido, como nos gráficos anteriores. Ou seja, não são líquidos dos passivos e provisões que o Fundo possui. Esta é a forma puramente contábil de visualização.

Demonstrativo de Resultados

maio/2026

VALOR DA COTA PATRIMONIAL DE FECHAMENTO

R$ 93,98

QUANTIDADE DE COTAS DO FUNDO

655.087

VALOR PATRIMONIAL DO FUNDO

R$ 61.562.199

Mês/Anomaio/2026abril/2026março/2026Desde 27/01/2026 (1)
(A) RECEITA ADVINDA DA ALOCAÇÃO EM FUNDOS
IMOBILIÁRIOSR$ 539.585R$ 530.883R$ 626.636R$ 2.077.532
RENDIMENTOR$ 571.926R$ 522.693R$ 573.819R$ 1.993.825
GANHO DE CAPITAL-R$ 32.341R$ 8.190R$ 52.817R$ 83.706
(B) DESPESA IMOBILIÁRIAR$ 22.185R$ 24.817R$ 21.565R$ 121.098
(C) RESULTADO IMOBILIÁRIOR$ 561.769R$ 555.700R$ 648.202R$ 2.198.630
(D) RECEITA DAS APLICAÇÕES FINANCEIRASR$ 35.296R$ 43.339R$ 26.982R$ 116.142
(E) DESPESA OPERACIONAL-R$ 56.145-R$ 43.918-R$ 37.952-R$ 144.141
(F) OUTRAS RECEITAS / DESPESASR$ 0R$ 0R$ 0R$ 0
RESULTADO CAIXA TOTALR$ 540.921R$ 555.121R$ 637.231R$ 2.170.632
(G) AJUSTE NA DISTRIBUIÇÃO-R$ 114.166-R$ 54.110R$ 538.968R$ 808.051
RESULTADO A SER DISTRIBUÍDO TOTALR$ 655.087R$ 609.231R$ 98.263R$ 1.362.581
(H) RENDIMENTOS ANUNCIADOS POR COTAR$ 1,0000R$ 0,9300R$ 0,1500R$ 2,0800

Fonte: Apex

(1) - Data da Integralização da 1ª Oferta de Cotas do Fundo REME11

Liquidez

Histórico de negociações das cotas do FII REME11 juntamente com o volume negociado.

NEGOCIAÇÕESmai/26abr/26Desde 27/01/2026 (1)
Presença em pregões707
Volume negociadoR$ 982.667R$ 0R$ 982.667
Média de volume negociado diariamenteR$ 140.381R$ 0R$ 140.381
Número de cotas negociadas8.68108.681
Giro (% do total de cotas)1,33%0,00%1,33%

Fonte: B3

(1) - Data da Integralização da 1ª Oferta de Cotas do Fundo REME11

INFORMAÇÕES GERAIS DO FUNDO

Razão SocialRB MULTIESTRATÉGIA IMOBILIÁRIA FII - RL
CNPJ663.051.078/0001-55
Código de Negociação (Ticker)REME11
Código ISINBRREMECTFOO
Início do Fundo227/01/2026
GestorFRB ASSET MANAGEMENT LTDA
AdministradorBRL TRUST DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS S.A.
EscrituradorEBRL TRUST DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS S.A.
CustodianteBRL TRUST DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS S.A.
Taxa de Administração0,8% ao ano sobre o Patrimônio Líquido do Fundo.
Taxa de PerformanceN/A
Prazo do FundoIndeterminado
Liquidez do FundoFundo Fechado
Público Alvo IInvestidores em Geral
Negociação das Cotas Encerramento do ExercícioB3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão
Social Mercado de Negociação de CotasB331-dez
Entidade administradora de
Mercado OrganizadoBM&FBOVESPA
Objetivo do FundoInvestimento em Ativos Imobiliários para geração de renda e/ou ganho de capital
Mandato: Títulos de Valores Imobiliários
Classificação AutorregulaçãoSegmento de Atuação: Multiestratégia

Características Gerais e Políticas de Investimentos

RB MULTIESTRATÉGIA IMOBILIÁRIA FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO - RESPONSABILIDADE LIMITADA, constituído sob a forma de condomínio fechado, tem por objetivo proporcionar renda e ganho de capital no longo prazo por meio da valorização e rentabilidade de suas cotas. O Fundo investe, direta e indiretamente, em Ativos Imobiliários e/ou Ativos de Crédito Estruturado com lastro imobiliário — com ênfase em CRI, LCI, LH, LIG e cotas de FII, além da possibilidade de adquirir imóveis e outros valores mobiliários relacionados ao setor. O Fundo tem como rentabilidade-alvo superar o IFIX. O objetivo principal da gestão está na construção de um portfólio de Fundos Imobiliários diversificado, com exposição à diversos segmentos e gestores, de forma a mitigar riscos decorrentes da concentração em um único fundo ou setor imobiliário. Para realizar estes investimentos no fundo, a equipe de gestão da RB ASSET conta com detalhado processo de investimento e governança, baseado em comitês formais de aprovações construídos ao longo de seus 20 anos de experiência.

O Kartac reúne dados de FIIs e indicadores estatísticos para consulta e comparação. O conteúdo não constitui recomendação de compra, venda ou manutenção, oferta de investimento ou orientação personalizada. Dados podem apresentar atrasos, lacunas e revisões; não são cotações em tempo real. FIIs envolvem riscos, inclusive de perda do capital investido. Rendimentos e resultados passados não garantem resultados futuros. Confira as datas e os documentos originais dos fundos.

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