Relatório Gerencial SNCI11 de julho de 2026
Relatório Gerencial do Suno Recebíveis Imobiliários (SNCI11), fundo imobiliário de papel, referente a julho de 2026, com entrega no FundosNet (B3) em 24/08/2026. No pregão de 03/11/2026, a cota do SNCI11 fechou a R$ 78,77, com P/VP de 0,82 (valor patrimonial de R$ 96,06 por cota no informe mensal de setembro de 2026). O último rendimento foi de R$ 1,00 por cota, com pagamento em out/2026, e o dividend yield dos últimos 12 meses é de 13,96% sobre a cotação de 03/11/2026. O patrimônio líquido era de R$ 403,5 milhões no informe mensal de setembro de 2026. Os indicadores são os mais recentes da base do Kartac, não os do período do documento.
Informações
- CNPJ
- 41.076.710/0001-82
- Tipo
- Relatórios
- Assunto
- Relatório Gerencial
- Data de referência
- 31/07/2026
- Data de entrega
- 24/08/2026 18:42
- Versão
- 1
- Situação
- (Ativo)
Conteúdo

R E L A T Ó R I O G E R E N C I A L
JULHO 2026
Í N D I C E
- Resumo Executivo. 03
- Carta do Gestor 04
- Cenário Macro e Imobiliário 11
- Resumo da Carteira. 12
- Carteira de Ativos. 14
- Informações Contábeis. 16
- Negociação, Liquidez e Rendimentos 17
- Monitoramento dos Ativos. 18
- Detalhamento dos Ativos 20
- AGTs. 21
- Saiba Mais / FAQ. 22
Relatório Gerencial SNCI11 — Julho/2026

RESU MO EXECUTIVO
Gestora Suno Gestora de Recursos LTDA Administrador BTG Pactual Serviços Financeiros S.A. Início do Fundo Outubro/2021
Em julho, o Fundo distribuiu R$ 1,00 por cota, em linha com o guidance de R$ 1,00 a R$ 1,10 para o 3T26. O DY anualizado encerrou em 14,06% sobre cota de mercado, com cota negociada a R$ 85,35 (0,91x P/VP). O spread de crédito consolidado foi de 3,66%, refletindo a acomodação após o pico de 5,4% no 2S25, ainda em patamar saudável para a estratégia. A alavancagem líquida encerrou o mês negativa em -6,25% do PL, com o Fundo como credor líquido em compromissadas (R$ -24,73 MM). A gestão atuou ativamente nas assembleias de titulares, com destaque para deliberações nos CRIs Vanguarda, Gafisa Sorocaba e Mahalo. O Fundo encerrou o mês com quatro ativos em tratamento especial: CRI AIZ, CRI Vanguarda, CRI RDR e CRI Solar Junior.
Histórico de Distribuições (R$)
Número de Cotistas


Dividend Yield (anualizado) 14,06% Ativos na Carteira 49
Patrimônio Líquido
LTV Médio Ponderado 69,60%
Yield Médio da Carteira 17,46%
R$ 395,91 MM
Cotas disponíveis: 4.200.000
P/VP 0,91
Valor de Mercado
R$ 358,47 MM
Lucro Acumulado
R$ 0,10
Distribuição por cota
R$ 1,00
Cota de Mercado / Patrimonial R$ 85,35 / R$ 94,27
Caixa no Fechamento
R$ 35,77 MM
Número de Cotistas 34.655
CARTA DO GESTOR
Prezado investidor,
Apresentamos a Carta do Gestor referente ao mês de julho de 2026, com o objetivo de compartilhar um panorama da performance do SNCI11, comentar as movimentações da carteira, perspectivas de alocação futura e atualizar sobre o acompanhamento de ativos e as deliberações da equipe de gestão nas Assembleias Gerais de Titulares (AGTs).
Cenário e Performance
No mês de julho, o SNCI11 apresentou uma rentabilidade ajustada de 0,39%, considerando o preço de fechamento da cota, que encerrou o período em R$ 85,35. O resultado foi obtido apesar da queda de 0,32% do IFIX no período. Acreditamos que os eventos macroeconômicos globais, locais e alguns eventos próprios à indústria de Fundos Imobiliários seguem explicando o movimento visualizado nos últimos três meses, em que o IFIX foi reprecificado para refletir as expectativas modificadas de Selic e IPCA no Brasil, bem como, no caso dos Fundos de Papel, entendemos que a abertura dos spreads, assim como eventos de crédito e queda no nível de distribuição de alguns fundos listados podem estar por trás do movimento de venda que afetou o preço dos FIIs como um todo. Nesses últimos 12 meses, cabe lembrar, no entanto, que enquanto a performance do Fundo atingiu uma rentabilidade ajustada de 13,73%, o IFIX rendeu 11,12%, o IFIX Papel, 11,26%, e a média dos fundos comparáveis, 11,58%, demonstrando a recuperação do SNCI frente à indústria a partir da consistência da distribuição e melhoria dos níveis de spread da carteira a partir da retomada de créditos. Apesar da melhora na precificação do Fundo, seguimos observando com cautela os movimentos de recuperação observados nos CRIs AIZ, Solar, Vanguarda e RDR, sobre os quais falaremos em detalhes mais à frente. A Gestão tem empreendido esforços relevantes na resolução dos eventos de crédito ocorridos nestes CRIs, que hoje somam 3,15% do PL do Fundo – após as novações atingidas na recuperação do CRI RDR. Com isso, o SNCI atingiu uma performance levemente superior aos pares de melhor rentabilidade (quartil superior) nos últimos 12 meses (13,73%, frente a 13,01% dos pares mais rentáveis).
Para além disso, a rentabilidade patrimonial, ajustada pelos proventos, teve queda de 0,81% no mês, desempenho inferior à média dos fundos pares, que avançou 0,72%. Com isso, o valor patrimonial por cota após distribuição se situou em R$ 94,27, refletindo os ajustes relacionados às novações de crédito de RDR e da operação estruturada envolvendo as cotas de GFSA3. Esperamos que esse valor seja devidamente compensado a partir do próximo mês, com o desmonte da operação estruturada e até o final do ano, com o término do recebimento da carteira de RDR. Nos últimos 24 meses, o SNCI obteve uma performance patrimonial ajustada de 14,57%, levemente abaixo da média dos Fundos Pares (15,19%). Destacamos o fato de que os ativos do Fundo, sobretudo aqueles em situação especial encontram-se devidamente marcados pela Administradora, de forma que esperamos visualizar o crescimento deste valor a partir das medidas de recuperação de crédito atualmente em curso. Dessa forma, o Fundo encerrou o mês com um P/VP de 0,91.
CARTA DO GESTOR
$$ \textsf { S U N O } \Big ( \textsf { A S S E T } \Big ) $$
A liquidez média diária (ADTV) no mês registrou valor de R$ 402 mil, abaixo da média dos últimos 12 meses (R$ 664 mil).
Distribuição de Rendimentos
Em linha com nossa previsibilidade, o Fundo distribuiu R$ 1,00 por cota em julho e anunciou uma nova distribuição de R$ 1,00 por cota para agosto, seguindo o guidance publicado. Após a distribuição, o Fundo encerra o período com um resultado acumulado de R$ 0,10 por cota.
O guidance de distribuição está mantido entre R$ 1,00 e R$ 1,10 por cota para o 3º trimestre de 2026. Entendemos que esse patamar segue saudável para o SNCI11 enquanto se empenha nas medidas de recuperação de crédito dos ativos em situação especial e aguarda a maturação de seus empreendimentos imobiliários, sobretudo os de MZM, Supreme Garden, Bit Barueri e Gafisa Sorocaba. Além disso, reforçamos o caráter middle-risk do Fundo e o viés de linearização dos proventos a título de previsibilidade para nossos investidores. Seguiremos acompanhando de perto os índices de inflação (I PCA/INCC) e de Selic, indexadores dos CRIs do Fundo. Destacamos que, em 04 de agosto, o COPOM reduziu a Selic em 0,25 p.p., para 14,00% a.a., seguindo o ciclo de flexibilização monetária, que parece dar sinais de revisão e potencial paralisação. Posicionaremos nossos investidores quanto a eventuais impactos na rentabilidade dos ativos e consequentemente da distribuição do SNCI11.
Gestão da Carteira e Alavancagem
Seguindo nossa estratégia de gestão ativa, destacamos as seguintes movimentações em julho:
• Compras:
R$ 27,64 milhões nas recompras dos CRIs Mitre 2025, GF6 e Opy Health, conforme anunciado no último relatório, enquanto permanece um saldo que deverá ser recomprado ao longo dos próximos meses (WIMO, WIMO IV e Copagril).
• R$ 2,10 milhões do CRI LocPay (Sênior) II, a uma taxa de CDI + 5,50% a.a.
• R$ 1,03 milhão do CRI Arpoador (Sênior), a uma taxa de CDI + 4,50% a.a.
• R$ 20 mil do FII ARRI11, a um preço médio de R$ 4,63/cota.
• R$ 50 mil do FII VCRI11, a um preço médio de R$ 7,19/cota.
• Vendas:
• R$ 7,02 milhões de GFSA3.
• R$ 3,48 milhões de SNME11.
Quitações:
• Não houve quitações no mês.
Como resultado, o Fundo encerrou o mês com caixa equivalente a 9,04% do PL (R$ 35,77 milhões), o que posiciona a alavancagem líquida em -6,25% sobre o Patrimônio Líquido, referente a R$ 24,73
CARTA DO GESTOR
milhões em operações compromissadas ativas, ou seja, com o SNCI como credor líquido. Parte dessas compromissadas deverá ser desmontada dentro do mês de agosto, a partir de potenciais novas alocações.
Perspectivas de Alocação Futura (Pipeline)
Atentos à reciclagem e diversificação do portfólio, o SNCI11 tem hoje algumas expectativas de alocação futura, que podem ou não se concretizar dentro dos prazos e montantes indicados, conforme segue:
• Agosto/2026
• Até R$ 2 milhões em nova série do CRI LocPay Sênior, com taxa esperada de CDI + 5,50%;
Até R$ 9 milhões em novo aporte em CRI de aquisição de terreno para incorporação com taxa esperada de IPCA + 12,68%, além de equity kicker, em fase final de estruturação;
• Alocações em FIIs de CRIs descontados.
• Setembro/2026
Até R$ 10 milhões em novo aporte em CRI de término de obras para uma incorporadora de Vila Velha/ES, com taxa esperada de CDI + 6,00%;
• Eventuais aportes para término de obras nas operações de Bit Barueri e MZM.
Acompanhamento de Ativos e Deliberações em AGTs
Encerramos o mês de julho com quatro ativos em tratamento especial devido a inadimplências/repactuações: CRI AIZ, CRI Vanguarda, CRI RDR e CRI Solar Junior. As informações aqui tratadas representam a visibilidade da Gestão até a data de publicação do presente relatório, ou seja, até meados de agosto de 2026.
Quanto aos CRIs Vanguarda, os papéis foram vencidos após AGT em 18 de agosto de 2025, após serem verificados desvios de vendas realizados pela construtora. Com isso, os CRIs estão oficialmente em processo de recuperação. Hoje, todas as unidades de ambos os empreendimentos (Jonathan Nunes e Dom Severino), com exceção daquelas devidamente permutadas no início da operação e das quitadas pelos adquirentes formais, já estão em nome da securitizadora. Com isso, eventuais adquirentes terceiros, não adequados à estrutura da operação, poderão vir a questionar judicialmente a securitizadora, que está preparada para defender o direito fiduciário às unidades dos edifícios. Em relação ao repasse das carteiras, temos que ambos os empreendimentos hoje encontram-se pendentes do Habite-se. O Dom Severino conta com pouco menos de 80% das obras realizadas, e a securitizadora está avaliando junto a outras construtoras locais uma transferência de obra para o término do empreendimento, processo de complexidade relevante. Até a conclusão dessa transferência, o canteiro de obras permanece paralisado. Já no Jonathan Nunes, o empreendimento está pronto, mas por pendências documentais da Vanguarda Engenharia LTDA,
CARTA DO GESTOR
não foi possível registrar o Habite-se do edifício. A securitizadora já conta com um processo judicial em curso para obtenção do documento – e avaliando a troca do responsável técnico para emissão do Habite-se pelas vias usuais –, uma vez que a Vanguarda já foi retirada da matrícula das unidades, mas a previsão é que isso deve levar ainda alguns meses para ocorrer por esse caminho. Apesar dessa via ainda ser possível, tivemos avanços na cotação de construtoras dispostas a finalizar a obra e emitir o Habite-se de ambos os empreendimentos. Com essa visibilidade, considerando o passivo de obras ainda existente, e recebíveis + estoque compostos na ordem dos R$ 52 milhões, temos uma expectativa atualizada próxima a 60% do preço de custo. A queda desse indicador se deve basicamente à inserção dos custos de retomada de obras, emissão de habite-se e despesas jurídicas a incorrer na operação. Haverá a necessidade de aporte de recursos no patrimônio separado para fazer frente às despesas para liberar o repasse da carteira, aportes esses proporcionais à participação de cada investidor no CRI. A posição do SNCI representa menos de 4% do total emitido, de forma que eventuais necessidades de aporte serão residuais e não prejudicarão a distribuição do Fundo. Entendemos que isso é necessário para a recuperação devida do ativo. O PU do papel já está devidamente marcado próximo ao valor de custo no Fundo (R$ 1.061,00). Finalmente, estudam-se medidas contra a Vanguarda Engenharia LTDA pelas ocorrências apontadas pela auditoria. Atualizaremos os investidores quanto aos passos e êxitos da recuperação.
No caso do CRI AIZ, tivemos uma Assembleia no dia 24 de dezembro de 2025 para definir a repactuação final da operação. Com isso, os ativos estão novamente adimplentes (embora com carências em curso) e aplicados os haircuts nas séries 301 e 302 a partir da negociação de venda do principal imóvel em garantia. O valor oferecido pelo imóvel foi inferior ao valor de venda forçada do laudo e, considerando o tempo de mais de 12 meses entre o início do processo de venda e o recebimento da proposta, os investidores decidiram aceitar o pactuado, fornecendo um haircut de aproximadamente 20% no CRI 301 (que contava com a garantia da alienação fiduciária dos imóveis) e 48% no CRI 302 (que não contava com garantias reais), sendo que o CRI 301 será integralmente liquidado a partir da venda do imóvel, já considerado o haircut de 20%, e o CRI 302 será alongado por 10 anos, com juros mensais a partir de janeiro de 2027 e uma taxa de CDI + 3,50% a.a., além do acréscimo de parte das garantias reais anteriormente exclusivas da série 301 e ainda não vendidas (aproximadamente R$ 10 milhões em valor de mercado). Com isso, esperamos que haja um impacto negativo de R$ 0,22/cota no resultado caixa do Fundo, apesar de um impacto positivo de R$ 0,26 no valor patrimonial da cota. Dado o cenário de difícil negociação e mercado para o imóvel, acreditamos que os esforços de repactuação poderão ser compensados com uma alta recuperabilidade, que deve ser materializada ao longo do 2º semestre de 2026. Apesar disso, uma nova AGT foi realizada em 27 de fevereiro de 2026 e outra em 29 de maio de 2026, dados os atrasos na venda do imóvel, aumentando o prazo previsto para a conclusão da operação para agosto de 2026. Deveremos manter os investidores atualizados quanto a esse andamento e eventuais impactos na recuperabilidade apontada.
Sobre o CRI RDR, decidimos não prorrogar o prazo da operação à época do vencimento, uma vez que a obra já estava devidamente concluída, com os CRIs relativos à operação vencendo em 20 de agosto de 2025. Com isso, privilegiando a transparência ao investidor, o ativo encontra-se atualmente em recuperação e devidamente marcado a preço de custo na cota patrimonial do Fundo, considerando as recuperações já obtidas. Entendemos que, com isso, assumimos uma postura conservadora em relação à recuperabilidade dos créditos. Estamos atuando diariamente em conjunto com a securitizadora e o assessor legal da operação para fortalecer nossas perspectivas de recebimento da carteira (~R$ 10 milhões) ao longo dos próximos meses, além de atuar na venda das garantias adicionais. Daremos publicidade de qualquer ação tomada desde que entendamos, junto aos assessores legais, que isso não irá prejudicar o Fundo nos trabalhos de recuperação dos créditos. Nessa seara, em março finalizamos uma Assembleia que permitiu a dação em pagamento de parte das unidades do Empreendimento, bem como a repactuação de parte do CRI na forma de dívidas distintas para cada sócio e para a empresa em si. Além disso, a partir da perfeita execução dessas ações, bem como da regularização de pendências do CRI, além da auditoria final da carteira de recebíveis, concederemos um haircut no saldo devedor atualizado dos CRIs, medida necessária no âmbito da repactuação do crédito. É importante afirmar que tal haircut não causará novos prejuízos patrimoniais ou caixa ao SNCI (que já marca o ativo a preço de custo), que segue focado nas medidas de recuperação dos créditos. No mês de julho, obtivemos a recuperação de R$ 1,7 milhão devidos no ativo, reduzindo o preço de custo para R$ 16,9 milhões (4,26% do PL do SNCI11). A título de atualização, já temos uma nona rodada de recuperação prevista para 25 de agosto, em que aproximadamente R$ 25 mil serão amortizados, diminuindo o preço de custo do SNCI na operação para R$ 16,8 milhões (4,25% do PL do SNCI11). Além disso, celebramos no mês de maio a cessão de 3 confissões de dívida que representarão uma novação de parte dos créditos a receber dos CRIs, que amortizaram e repactuaram, para recebimento alongado e acordado com os sócios da empresa, o montante de R$ 13,5 milhões, reduzindo o percentual de default efetivo do SNCI11 nesta operação para 0,78% do Patrimônio Líquido do Fundo, já verificado a partir de julho de 2026. Acreditamos que tal avanço representa um feito essencial na recuperação do crédito, permitindo o retorno à rentabilidade de parte relevante da carteira e redução relevante da inadimplência corrente do Fundo. Em tempo, o ocorrido não irá afetar o patamar de distribuição do Fundo, uma vez que já se tratava de operação com incorporação de juros e consequentemente sem impactos nos recebíveis mensais. Sendo assim, reforçamos o guidance de distribuição entre R$ 1,00 e R$ 1,10 por cota para o 3º trimestre de 2026.
Finalmente, quanto ao CRI Solar Junior, representativo de 0,1% do PL do SNCI, o CRI teve seu vencimento e inadimplência constatados em 21 de novembro de 2025, com a securitizadora determinando o início dos trabalhos operacionais e jurídicos para a recuperação dos créditos. Ainda estamos colhendo mais informações junto à securitizadora, ao agente fiduciário e aos investidores majoritários, sendo que, no momento, ainda não é possível estimar uma recuperabilidade precisa, ainda que o relatório de monitoramento da securitizadora estime uma Razão de Garantia superior a 100% considerando carteira e estoque. Ainda assim, o time de Gestão se mantém confiante quanto à resolução do evento de crédito, sabendo que eventuais defaults ou haircuts têm baixíssimo potencial de impactar o SNCI11, dada sua residual posição no ativo.
Em relação às deliberações formais em AGTs, participamos ativamente das seguintes discussões:
CRI Vanguarda: Aprovamos, em conjunto com os demais investidores da operação, as despesas indicadas para o plano de recuperação do ativo e aprovamos aportes necessários à operação. Em 17 de julho, o SNCI aportou R$ 55 mil na operação para os avanços das medidas de recuperabilidade.
CRI Gafisa Sorocaba: Aprovamos uma amortização extraordinária de R$ 5 milhões na operação, bem como renovamos alguns waivers não pecuniários ativos por 30 dias.
CRI Mahalo: Aprovamos pequenas adições imateriais ao Termo de Securitização e um adiantamento de R$ 300 mil para obras da operação, cuja aplicação deverá ser comprovada no relatório de medição do mês subsequente.
Considerações Adicionais
Ao encerrarmos o mês de julho de 2026, o cenário seguiu marcado pela combinação de inflação ainda acima do centro da meta, expectativas desancoradas e um ambiente geopolítico que, desde o agravamento do conflito no Oriente Médio no início do ano, obrigou o mercado a rever repetidamente para cima a Selic terminal, comprimindo o espaço de atuação do COPOM e introduzindo incerteza persistente na precificação dos ativos de risco locais — incluindo os fundos imobiliários.
O IPCA de julho registrou alta de apenas 0,07%, com desaceleração do acumulado em doze meses para 4,44%, dado que ainda não suficiente para alterar a expectativa de estabilidade da Selic no patamar atual até o final do ano. O dado corrente foi positivo, mas a leitura da Ata do COPOM publicada no mesmo período não permitiu otimismo excessivo: a preocupação com as expectativas de inflação desancoradas e a aceleração da inflação de serviços (de 0,33% em junho para 0,54% em julho) mantêm o Banco Central vigilante, com a política monetária ancorada em terreno restritivo. O Boletim Focus de 27 de julho projetava a Selic em 14,00% ao final de 2026, patamar que já incorpora o corte de 0,25 p.p. realizado na reunião de 04 de agosto, implicando estabilidade da taxa até o final do ano. O IFIX encerrou o mês próximo de 3.800 pontos, ainda pressionado pelo patamar de juros reais elevados e pela memória recente dos eventos de crédito que marcaram o segmento de FIIs de papel nos meses anteriores.
Na atividade setorial, os dados do primeiro semestre de 2026 trouxeram um quadro ambivalente. O crédito imobiliário cresceu 23% no período em relação ao primeiro semestre de 2025, totalizando R$ 180,9 bilhões, com destaque para o crédito à construção via SBPE, que praticamente dobrou, e o avanço das operações via FGTS. Lançamentos cresceram 34% e vendas avançaram 4% no primeiro trimestre, mas a própria Abecip sinalizou que a probabilidade de o segundo semestre repetir esse desempenho é pequena, dado que o avanço se deu sobre uma base de comparação debilitada. Os estoques subiram 8% no Brasil e 44% na capital paulista, ainda de acordo com a Abecip, o que indica um descompasso relevante entre o ritmo de lançamentos e o ritmo de absorção, variável que merece atenção especial no monitoramento de operações de desenvolvimento com recebíveis de unidades futuras como lastro.
Esse descompasso entre oferta lançada e velocidade de vendas é, para o SNCI11, o ponto de maior atenção neste ciclo. Operações cujo fluxo de caixa depende de absorção comercial acelerada estão mais expostas ao risco de extensão de prazo quando os estoques se acumulam, especialmente em mercados onde os lançamentos cresceram em ritmo muito superior às vendas. O monitoramento ativo do VSO (velocidade sobre oferta) de cada empreendimento em carteira faz parte da rotina de acompanhamento do fundo, com atenção às cláusulas de reforço de garantia e às condições de exercício de direitos de vencimento antecipado nos casos em que os indicadores se desviem das premissas contratuais.
Para o SNCI11, o mês de julho reforçou a percepção de que o ambiente de crédito imobiliário segue favorável à originação via mercado de capitais, dado que o canal bancário permanece seletivo e caro, mas exige seletividade crescente na avaliação dos projetos. A gestão mantém foco na qualidade das garantias reais, na solidez do histórico operacional dos devedores e na adequação dos índices de cobertura ao nível de risco de cada operação, buscando preservar a consistência do portfólio e a regularidade das distribuições ao cotista ao longo dos próximos meses.
Atenciosamente,
Equipe de Gestão, SUNO ASSET.
CENÁRIO MACRO E I MOBI LIÁRIO
| Selic | 14,00% |
|---|---|
| IPCA (2026e) | 4,44% |
| Câmbio (R$/USD) | R$ 5,07 |
| PIB Brasil (2026e) | 2,0% |
| Desemprego (2026e) | 5,4% |
| Dívida Bruta (%PIB) | 81,9% |


RESU MO DA CARTEI RA
$$ \textsf { S U N O } \Big ( \textsf { A S S E T } \Big ) $$
Número de Ativos na Carteira 49
Custo Médio Alavancagem CDI + 0,97%
P/VP0,91
Duration Ponderada Carteira 1,49
Yield Médio FIIs 14,27%
Yield Médio CRIs (All-In) 18,84%
Alavancagem Líquida -6,25% do PL
Vol. Operações Compromissadas R$ -24,73 MM
TM CRIs a IPCA+ IPCA + 11,45%
TM CRIs a IGPM+ IGPM + 8,48%
TM CRIs a INCC+ INCC + 0,00%
TM CRIs a CDI+ CDI + 5,95%
PRINCIPAIS SETORES DA CARTEIRA
| Setor | % do PL |
|---|---|
| Incorporação | 46,8% |
| Energia | 6,1% |
| FIIs | 8,4% |
| Compromissadas | 9,4% |
| Industrial | 6,4% |
| Hospitalar | 4,5% |
| Caixa | 9,0% |
| Loteamento | 2,4% |
| Aviação | 2,1% |
| Outros | 4,9% |
EXPOSIÇÃO POR INDEXADOR (% PL)

SPREAD DE CRÉDITO CONSOLIDADO

RESU MO DA CARTEI RA

EXPOSIÇÃO POR PERFIL DE RISCO (% do PL)

EXPOSIÇÃO POR RATING (% do PL)

EXPOSIÇÃO POR DURATION (% do PL)

EXPOSIÇÃO POR CRIs POR GARANTIA (% dos CRIs)

EXPOSIÇÃO POR LOCALIDADE

CARTEI RA DE ATIVOS
Carteira de CRIs e Ativos — Julho/2026
| Ativo | Perfil | Cód. CETIP | Setor | Rtg | Idx | Yield MTM | Yield HTM | Dur. | % PL | LTV |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| CRI SUPREME GARDEN | Pulv. | 22B0338247 | Incorp. | A4 | IPCA | 14,29% | 10,50% | 0,23 | 7,65% | 65% |
| CRI MRV | Corp. | 21D0001232 | Incorp. | A3 | IPCA | 10,97% | 5,43% | 3,33 | 5,82% | - |
| CRI GAFISA SOROCABA (novo) | Pulv. | 25L3104624 | Incorp. | A3 | CDI | 6,00% | 6,00% | 0,28 | 4,87% | 90% |
| CRI CERATTI MAGNA | Contr. | 22E0120555 | Industrial | A1 | IPCA | 11,16% | 8,50% | 0,77 | 4,80% | 60% |
| CRI OPY HEALTH | Corp. | 21H0888186 | Hospitalar | A1 | IPCA | 10,45% | 7,36% | 2,14 | 4,48% | 45% |
| CRI ITABIRA | Contr. | 23L2160618 | Energia | A2 | IPCA | 11,69% | 11,00% | 4,21 | 4,45% | 95% |
| CRI BIT Série 4 | Pulv. | 22J2609555 | Incorp. | A3 | CDI | 5,50% | 5,50% | 0,23 | 3,26% | 60% |
| CRI MZM V | Pulv. | 22I1466175 | Incorp. | A4 | IPCA | 12,93% | 12,95% | 0,65 | 3,19% | 70% |
| CRI MRV II | Corp. | 22B0006022 | Incorp. | A3 | IPCA | 12,58% | 6,50% | 1,89 | 2,76% | - |
| CRI MZM II | Pulv. | 22I1466133 | Incorp. | A4 | IPCA | 13,98% | 12,95% | 0,65 | 2,52% | 70% |
| CRI MZM III | Pulv. | 22I1466156 | Incorp. | A4 | IPCA | 0,00% | 12,95% | 0,65 | 2,20% | 70% |
| CRI COMPORTE | Corp. | 23I1270600 | Transporte | A2 | CDI | 3,54% | 3,80% | 1,86 | 2,12% | 60% |
| CRI OLIVEIRA | Pulv. | 26E4609469 | Incorp. | A4 | IPCA | 12,58% | 12,68% | 2,43 | 2,11% | - |
| CRI LATAM | Contr. | 21C0818332 | Aviação | A2 | IPCA | 9,06% | 4,50% | 2,67 | 2,08% | 45% |
| CRI BIT Série 3 | Pulv. | 22J2609554 | Incorp. | A3 | CDI | 6,03% | 5,50% | 0,23 | 2,05% | 60% |
| CRI BIT | Pulv. | 22J1411295 | Incorp. | A3 | CDI | 5,50% | 5,50% | 0,23 | 1,88% | 60% |
| CRI MZM | Pulv. | 22I1465810 | Incorp. | A4 | IPCA | 15,08% | 12,95% | 0,65 | 1,73% | 70% |
| CRI GS SOUTO | Contr. | 21K0732283 | Energia | A3 | IPCA | 0,00% | 11,13% | 3,27 | 1,62% | 62% |
| CRI PESA / AIZ (Longa) | Contr. | 21F0568504 | Industrial | A5 | IPCA | 0,00% | 7,00% | 0,34 | 1,45% | - |
| CRI MAHALO | Pulv. | 26D0059264 | Incorp. | A2 | CDI | 6,00% | 6,00% | 2,76 | 1,26% | 75% |
| CRI CONCEITO | Pulv. | 25J2612796 | Loteam. | A2 | CDI | 6,50% | 6,50% | 2,45 | 1,26% | 46% |
| CRI GF6 | Pulv. | 25G5823976 | Loteam. | A2 | IPCA | 17,48% | 15,00% | 3,09 | 1,19% | 50% |
| CRI LOCPAY (SÊNIOR) | Pulv. | 25H2417003 | Receb. | A3 | Pré | 23,68% | 23,87% | 1,67 | 1,05% | - |
| CRI MITRE 2025 | Corp. | 25A1810636 | Incorp. | A2 | CDI | 1,99% | 3,50% | 2,03 | 1,02% | - |
| CRI BIT Série 2 | Pulv. | 22J1411297 | Incorp. | A3 | CDI | 5,50% | 5,50% | 0,23 | 0,95% | 60% |
| CRI SUPREME GARDEN 509 | Pulv. | 25F2808184 | Incorp. | A4 | IPCA | 10,02% | 10,50% | 0,23 | 0,83% | 65% |
CARTEI RA DE ATIVOS
Carteira de CRIs e Ativos — Julho/2026
| Ativo | Perfil | Cód. CETIP | Setor | Rtg | Idx | Yield MTM | Yield HTM | Dur. | % PL | LTV |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| CRI VANGUARDA | Pulv. | 22G1233041 | Incorp. | D | INCC | 0,00% | 11,00% | 0,00 | 0,67% | 52% |
| CRI RDR ITU | Pulv. | 21K0660418 | Incorp. | D | IPCA | 23,10% | 12,00% | 0,00 | 0,65% | 80% |
| CRI LOCPAY II (SÊNIOR) | Pulv. | 26F4020125 | Receb. | A3 | CDI | 24%,04 | 5,50% | 3,15 | 0,53% | - |
| CRI ARPOADOR (SUBORDINADA) | Pulv. | 23J2809383 | Incorp. | A1 | CDI | 12,00% | 12,00% | 1,26 | 0,48% | 43% |
| CRI ARPOADOR (SÊNIOR) | Pulv. | 23J2266231 | Incorp. | A1 | CDI | 4,50% | 4,50% | 1,32 | 0,39% | 43% |
| CRI ESTOQUE HELBOR | Corp. | 22H1104501 | Incorp. | A2 | CDI | 2,71% | 2,30% | 0,55 | 0,33% | 80% |
| CRI GRAMADO GVI | Pulv. | 21F0950048 | Multip. | A5 | IPCA | 58,29% | 9,50% | 1,16 | 0,30% | 26% |
| CRI ESATAS | Contr. | 21C0572241 | Infraestr. | A1 | IGP | 8,48% | 7,56% | 6,89 | 0,29% | 80% |
| REDE DUQUE (Serie443) | Corp. | 21I0855537 | Óleo e Gás | A4 | IPCA | 13,10% | 7,25% | 3,11 | 0,22% | 67% |
| REDE DUQUE (Serie444) | Corp. | 21I0855623 | Óleo e Gás | A4 | IPCA | 13,15% | 7,25% | 3,11 | 0,22% | 67% |
| CRI Pesa / AIZ (Curta) | Contr. | 21F0569265 | Industrial | A5 | IPCA | 0,00% | 5,50% | 0,06 | 0,15% | - |
| CRI SOLAR JUNIOR | Pulv. | 19K1139245 | Multip. | D | IPCA | 17,42% | 16,64% | 0,00 | 0,10% | 68% |
| C 3RI RDR ITU SÉRIE | Pulv. | 21K0661041 | Incorp. | D | IPCA | 16,69% | 12,00% | 0,00 | 0,07% | 80% |
| C 2RI RDR ITU SÉRIE | Pulv. | 21K0660445 | Incorp. | D | IPCA | 26,71% | 12,00% | 0,00 | 0,05% | 80% |
| FIIs | Setor | Qtde. | Cotação | Yield | Yield on Cost | P/VP | % PL | Ca%ixa | PM Aquis. |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| SNME11 | Híbrido | 3.731.239 | R$ 9,50 | 13,27% | 12,93% | 0,97 | 4,7% | 25,9% | R$ 9,75 |
| INOI | Logística | 35.000 | R$ 103,62 | 9,16% | 9,50% | 1,00 | 0,9% | - | R$ 100,00 |
| TGAR11 | Híbrido | 164.474 | R$ 88,29 | 16,85% | 12,24% | 0,46 | 1,5% | 0,3% | R$ 121,60 |
| RECD11 | Papel | 400.000 | R$ 10,00 | 15,01% | 15,01% | 0,97 | 0,7% | 4,2% | R$ 10,00 |
| ZAVC11 | Papel | 57.972 | R$ 9,30 | 18,13% | 16,29% | 0,92 | 0,1% | 13,2% | R$ 10,35 |
| ARRI11 | Papel | 4.866 | R$ 4,63 | 19,73% | 19,62% | 0,55 | 0,0% | 2,1% | R$ 4,66 |
| VCRI11 | Papel | 6.692 | R$ 7,19 | 17,06% | 17,05% | 0,76 | 0,0% | 1,6% | R$ 7,19 |
| VRTM11 | Híbrido | 304.693 | R$ 6,85 | 15,69% | 11,07% | 0,73 | 0,5% | 7,6% | R$ 9,71 |
| GFSA3 | Ação | - | - | - | - | - | 1,6% | - | - |
| O Copm. p. | - | - | - | - | - | - | 9,4% | - | - |
| COMPROMISSADAS | Perfil | Cód. CETIP | Setor | Idx | Yield HTM | Yield Tomado | Vol. (MM) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| CRI Esatas Viracopos | Contr. | 21C0572241 | Infraestrutura | IGP | 8,00% | 8,00% | R$ 8,00 |
| Rede Duque (Serie 443) | Corp. | 21I0855537 | Petróleo e Gás | IPCA | 7,25% | 7,25% | R$ 5,00 |
| Rede Duque (Serie 444) | Corp. | 21I0855623 | Petróleo e Gás | IPCA | 7,25% | 7,25% | R$ 5,00 |
I N FORMAÇÕES CONTÁBEIS
R$ 3,50 M
Receita Distribuível geração no mês
R$ 0,75
Resultado/Cota resultado líquido no mês
R$ -0,36 M
Despesas taxa + custos operacionais
R$ 1,00 M
Distribuição R$ 4,20 MM total distribuído
R$ 3,14 M
Resultado Final R$ 0,75/cota
R$ 0,40 M
Mov. Reserva reserva: R$ 0,10/cota
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO — JULHO/2026
| MAI/26 | JUN/26 | JUL/26 | R$/Cota (M0) | LTM | |
|---|---|---|---|---|---|
| RECEITAS DISTRIBUÍVEIS | R$ 3.985.839 | R$ 5.291.296 | R$ 3.504.273 | R$ 0,834 | R$ 57.907.119 |
| Rendimento Caixa | R$ 120.138 | R$ 217.369 | R$ 366.970 | R$ 0,087 | R$ 3.220.049 |
| Lucro em Transações | R$ 575.490 | R$ 2.264.809 | -R$ 1.381.849 | -R$ 0,329 | R$ 9.808.997 |
| Juros CRIs | R$ 1.896.117 | R$ 1.870.263 | R$ 3.588.367 | R$ 0,854 | R$ 31.716.653 |
| Correção Monetária CRIs | R$ 665.283 | R$ 310.705 | R$ 277.977 | R$ 0,066 | R$ 4.501.844 |
| Resultado FIIs | R$ 728.810 | R$ 628.151 | R$ 652.808 | R$ 0,155 | R$ 8.691.095 |
| Operações |
| DESPESAS CAIXA | -R$ 384.961 | -R$ 462.094 | -R$ 360.873 | -R$ 0,086 | -R$ 8.128.229 |
|---|---|---|---|---|---|
| Taxa de Administração | -R$ 271.643 | -R$ 267.868 | -R$ 259.367 | -R$ 0,062 | -R$ 3.043.001 |
| Despesas IR | -R$ 50.166 | -R$ 29.624 | -R$ 60.396 | -R$ 0,014 | -R$ 731.123 |
| Custos de Alavancagem | -R$ 41.628 | R$ 0 | R$ 0 | R$ 0,000 | -R$ 3.491.509 |
| Outras Despesas | -R$ 21.524 | -R$ 164.601 | -R$ 41.110 | -R$ 0,010 | -R$ 862.595 |
| RESULTADO DO PERÍODO | R$ 3.600.877 | R$ 4.829.202 | R$ 3.143.400 | R$ 0,748 | R$ 49.778.890 |
| Reserva de Lucro Anterior | R$ 1.428.450 | R$ 829.327 | R$ 1.458.529 | R$ 0,347 | |
| RESULTADO FINAL | R$ 5.029.327 | R$ 5.658.529 | R$ 4.601.930 | R$ 1,096 |
Número de Cotas
Rendimento (R$/Cota)

N EGOCIAÇÃO, LIQU I DEZ E REN DI M ENTOS
R$ 9,24 MM
Volume Mensal

R$ 85
Cota Mercado

Média Diária
402 mil

R$ 94,27
Cota Patrimonial

34.655 Cotistas

0,91x P/VP

R$ 1,00
Distribuição/Cota distribuição jul/26
15,00%
DY Anualizado base cota mercado
14,06%
DY 12 Meses base cota mercado
HISTÓRICO DE DISTRIBUIÇÃO
Gestão ativa em CRIs imobiliários e diversificação da carteira sustentam consistência na distribuição e geração de valor.

ATIVOS
EVOLUÇÃO FÍSICA DAS OBRAS

INADIMPLÊNCIA DA CARTEIRA DE RECEBÍVEIS

NÍVEL DA CARTEIRA VENDIDA

MON ITORAM ENTO DOS SUNO(ASSET) ATIVOS
CARTEIRA A VP E ESTOQUE

STATUS RAZÃO DE GARANTIA

CONCENTRAÇÃOI MÁXIMA DA CARTEIRA DE RECEBIVEIS

DETALHAM ENTO DOS
ATIVOS
Detalhamento das operações da carteira/compromissadas (>0,5% do PL)
| Devedor / Ativo | UF | Descrição | Garantias* | Vencimento |
| Incorporação residencial em São Bernardo do Campo. Múltiplas séries (I-CRI MZM SP AF, CF e FR Jun/26 V). IPCA + 12,95%. Obra em fase final. | ||||
| CRI Supreme Garden | SC | Incorporação em Itajaí. IPCA + 10,50%. Obra 93% concluída, 74% vendas. | AF, CF e FR | Jun/26 |
| CRI BIT SP Incorporação em Barueri. CDI + 5,50%. Séries I-IV. Obra 66%, vendas 75%. AF, CF e FR Jul/26 | ||||
| CRI Gafisa Sorocaba | RJ | Incorporação Gafisa WE. CDI + 6,00%. Obra 87%, vendas 92%. | AF, CF e FR | Set/26 |
| CRI LATAM SP Aviação - Centro manutenção Guarulhos. IPCA + 5,73%. BTS atípico. AF e CF Ago/32 | ||||
| CRI GS Souto | MG | Energia - CGHsde geração distribuída. IPCA + 11,00%. Quitação prevista. | AF e CF | Abr/26 |
| CRI MRV I Div. Corporativo MRV. IPCA + 6,50%. Lastreado em debêntures. Clean Fev/29 | ||||
| CRI RDR Itu | SP | Incorporação em Itu. IPCA + 12,00%. Obra 100%. Em recuperação. | AF | Vencido |
| CRI OPY Health MG Hospitalar - ONM Health (Opy). IPCA + 10,50%. PPPs hospitalares. AF e CF Ago/31 | ||||
| CRI Itabira | MG | Energia - UFV Itabira (solar). IPCA + 11,00%. Operacional. | AF e CF | Dez/38 |
| CRI Ceratti Magna SP Galpão logístico em Vinhedo. IPCA + 8,50%. Contratos Magna e Ceratti. AF, CF e FR Mai/27 | ||||
| CRI AXS III | Div. | Energia - AXS EnergyTech. IPCA + 11,00%. Série III. | AF e FR | Jul/30 |
| CRI MRV II Div. Corporativo MRV. IPCA + 6,50%. 2ª série, debêntures. Clean Fev/29 | ||||
| CRI Comporte | SP | Corporativo - Transporte paulistano. CDI + 3,50% | AF e FR | Set/30 |
| CRI Copagril PR Corporativo - Agronegócio Cooperativa. IPCA + 6,50% AF e FR Jun/31 | ||||
| CRI Pesa/AIZ | PR | Corporativo - Máquinas pesadas. IPCA + 5,5% e 7,0%. Em recuperação. | AF, CF e FR | Dez/37 |
| CRI Conceito | MA | Pulverizado - Incorporação em São José do Ribamar/MA. CDI + 6,50%. | AF, CF e FR | Out/29 |
| CRI GF6 | MA | Pulverizado - Carteira de loteamento em Imperatriz/MA. IPCA + 15,00%. | AF, CF e FR | Ago/33 |
| CRI Mahalo | ES | Pulverizado - Incorporação em Vila Velha/ES. CDI + 6,00%. | AF, CF e FR | Mai/30 |
| CRI Oliveira | SP | Corporativo com lastro em incorporação em Sorocaba/SP. IPCA + 12,68%. | AF, CF e FR | Mai/30 |
| CRI Wimo IV | Div. | Pulverizado - Home Equity sênior. IPCA + 8,00%. | AF, CF e FR | Jan/37 |
| CRI LocPay | Div. | Pulverizado sênior - Cessão de aluguéis. Pré-fixado em 23,87% a.a. | CF e FR | Jul/31 |
| CRI Mitre 2025 | SP | Corporativo - Incorporadora de médio-alto padrão em São Paulo/SP. | Clean | Dez/29 |
| CRI Esatas | SP | Contratual - Recebíveis de locação aeroporto Campinas/SP. IGPM + 8,0%. | AF, CF e FR | Abr/36 |
| CRI Rede Duque | SP | Corporativo - Operação de recebíveis de Postos BR em SP. IPCA + 8,20%. | AF, CF e FR | Set/33 |
| CRI Arpoador | ES | Pulverizado - Incorporação em Vila Velha/ES. CDI + 6,00%. | AF, CF e FR | Jan/28 |
| CRI Vanguarda | PI | Pulverizado - Incorporação em Teresina/PI. INCC + 11%. Em recuperação. | AF, CF e FR | Vencido |
| Fundo Imobiliário | ||||
| TGAR11 - FII híbrido TG Auro. DY anualizado 14,38%. - - | ||||
| SNME11 | - | FII híbrido gerido pela Suno Asset. DY anualizado 14,14%. | - | - |
| INOI | - | FII de galpões logísticos no Paraná, gerido pela Inter Asset. | Subord. | - |
| VRTM11 | - | FII multiestratégia gerido pela Fator. | - | - |
| RECD11 | - | FII de recebíveis gerido pela Real Estate Capital. | - | - |
| Idees Pompéia | SP | FII para desenvolvimento de incorporação em São Paulo/SP | - | - |
| Ativo Data | Ordem do dia | Deliberação | |
|---|---|---|---|
| (i) Ratifiçar as despesas incorridas na implementação da dação em pagamento dos ativos gue compõem o lastro dos CRl e na adoção das medidas voltadas à recuperação do crédito (Despesas da Operação, Despesas de Dação e Despesas de Gestão), conforme Anexo I da ata. (ii) Majorar o limite global das Despesas de Gestão e das Despesas de Dação de R$ 3.500.000,00 para até R$ 20.500.000,00, aplicável a despesas já incorridas, vincendas e demais custos necessários à continuidade, gestão, manutenção, regularização, conclusão e alienação das Unidades Transferidas. (iii) Autorizar a realização de aporte pelos Titulares dos CRl, respeitado o limite do item (ii), a ser requerido pela Emissora sempre que houver insuficiência de recursos no Patrimônio Separado, nos | |||
| termos do art. 25, inciso IV, alínea (a), da Resolução CVM 60, conforme mecanismo de aporte do Anexo II | |||
| CRI 10/07/2026 | da ata. | ||
| Vanguarda | (iv) Ratificar o reembolso, ao patrimônio próprio da Emissora, das despesas por ela incorridas | Aprovado para dar sequência às medidas | |
| diretamente no âmbito da Emissão, com a confirmação de que tais valores integram a primeira prioridade de pagamento da cascata de aportes. | de recuperação. | ||
| (v) Ratificar que a Conta Escrow a ser aberta em nome da Vanguarda Engenharia Ltda., aprovada na ÀGT de 18/08/2025 como mecanismo meramente contingencial, não chegou a ser aberta nem | |||
| implementada, não tendo havido depósito, trânsito ou movimentação de recursos. (vi) Ratificar a contratação do assessor legal Pinheiro Neto Advogados, por conta e ordem da Devedora | |||
| e às expensas do Patrimônio Separado, no valor líquido de R$ 22.500,00, para elaboração dos | |||
| documentos necessários à realização da assembleia. | |||
| Favorável a todas. Matérias aprovadas por 87,70% dos CRl em circulação, com 0,74% de votos contrários, | |||
| sobre presença de 88,44%. |
| CRI Gafisa | 14/07/2026 | (i) NÃO declarar o Vencimento Antecipado Não Automático das NCs e, consequentemente, não realizar o Resgate Antecipado dos CRI, em razão dos descumprimentos de obrigações não pecuniárias apontados na notificação de 15/04/2026: (a) não contratação do Agente de Monitoramento; e (b) não registro do Contrato de Alienação Fiduciária de Quotas perante os Cartórios de Registro de Títulos e Documentos. (ii) Ratificar a distribuição parcial dos CRI, sem cancelamento da Oferta (art. 73 da Resolução CVM 160), mediante subscrição e integralização de 25.000 CRI a R$ 1.000,00 cada, totalizando R$ 25.000.000,00, e cancelamento dos 1.000 CRI não distribuídos, com a correspondente ratificação de 25.000 Notas Comerciais, cancelamento das 1.000 remanescentes e os respectivos aditamentos aos Documentos da Operação. (iii) Conceder waiver de 30 dias corridos para regularização das obrigações não pecuniárias pendentes: Relatório de Verificação e Destinação de Recursos, Relatório de Garantia, registro do Contrato de AFI, do Contrato de Cessão Fiduciária e do Contrato de AFP, e contratação do Agente de Monitoramento. (iv) Criar evento genérico e extraordinário de Amortização Extraordinária Compulsória das Notas Comerciais no valor de R$ 5.000.000,00, sem multa, prêmio ou qualquer outro encargo, em até 5 dias úteis contados da assinatura da ata ou do efetivo recebimento dos recursos, o que ocorrer por último, ficando estabelecido que a não realização configura descumprimento de obrigação pecuniária e acarreta Vencimento Antecipado Não Automático das Notas Comerciais e Resgate Antecipado dos CRI. (v) Direcionar os recursos remanescentes da Conta Centralizadora Operacional 1 à Ordem de Prioridade de Pagamentos da Cláusula 8.4 do Termo de Emissão e constituir, nessa conta, o Fundo de Obras com o saldo remanescente. (vi) Contratar o escritório Machado Meyer para a execução dos atos aqui deliberados | Favorável à todas. Permitir a amortização da operação e a finalização das obras. |
|---|---|---|---|
| CRI Mahalo | 15/07/2026 | (i) Incluir no Termo de Securitização o Fator de Risco "Existência de Certidões Vencidas no Âmbito da Auditoria Legal", em razão de certidões relevantes relacionadas à Devedora, aos Garantidores e aos Imóveis estarem desatualizadas há mais de 30 dias na Data de Integralização dos CRI. (ii) Alterar o inciso (i) da Cláusula 13.1 do Termo de Securitização para que o relatório detalhado dos Investimentos Permitidos passe a ser encaminhado mensalmente aos Titulares dos CRI, ao Agente Fiduciário e à Devedora. (iii) Incluir, no Anexo "Condições Precedentes" do Lastro e do Termo de Securitização, condição precedente às demais integralizações: comprovação, pela Devedora, da existência de despesas imobiliárias futuras vinculadas à obra do Empreendimento no montante da integralização pretendida, por meio de Relatório de Medição apresentado há não mais de 60 dias. (iv) Liberar, em caráter excepcional, R$ 300.000,00 do Fundo de Obras, a título de antecipação referente a julho de 2026, conforme solicitado pela Devedora - em desacordo com as Cláusulas 8.4.2 e 8.4.3 do Lastro e 6.15.2 e 6.15.3 do Termo de Securitização, sem prévia apresentação de relatório de medição comprobatório das despesas incorridas. A Devedora comprometeu-se a destinar integralmente os recursos ao desenvolvimento dos Empreendimentos Destinação e a comprovar a aplicação no próximo relatório de obras. | Favorável a todas. Aprovado pela necessidade de reforço de liquidez em obras. |

SNAG11
SNFZ11


SNCI11
SNEL11

SNID11
SNME11
SAI BA MAIS


IG SUNO ASSET
YT SUNO ASSET

SNCI11 - SITE SUNO ASSET

O que é o SNCI11?
FII de Crédito Imobiliário (CRI) da Suno Asset que investe em recebíveis imobiliários, com foco em incorporação, loteamento, home equity e energia, buscando retorno e diversificação.
Qual é o objetivo do fundo?
Gerar renda mensal previsível e pouco volátil, com investimentos diversificados em CRIs — incorporação residencial, loteamentos, energia e crédito corporativo.
Há tributação sobre os rendimentos?
Para pessoa física, os rendimentos distribuídos são isentos de IR, conforme a legislação dos FIIs (Lei 8.668/93).
Qual é o perfil de risco?
Moderado (middle-risk), com 40 CRIs diversificados, rating ponderado A3, LTV médio de 69,60% e gestão ativa com monitoramento contínuo dos créditos e garantias reais.
Onde acessar relatórios e informações oficiais?
No site da Suno Asset → suno.com.br/asset/fundos/snci11

SNFF11


SUNO PREV
FICFIA

SUNO GLOBAL EQUITIES

Onde o fundo investe?
Principalmente em CRIs (≈51% IPCA, ≈20% CDI), FIIs (≈8%), operações compromissadas e caixa, diversificando entre incorporação, energia e hospitalar.
As cotas têm liquidez?
Sim. Negociadas na B3 (SNCI11), com volume médio de R$ 0,40 MM/dia e mais de 34,7 mil cotistas.
Como funciona a distribuição?
Pagamentos mensais. Em jul/26: R$ 1,00/cota, DY anualizado de 14,06%. Guidance: R$ 1,00 a R$ 1,10 no 3T26.
O que significa P/VP?
Preço de mercado / valor patrimonial. SNCI11 negocia a 0,91x, com ~9% de desconto sobre o VP.
Como é feita a gestão dos ativos?
Originação ativa no mercado imobiliário, análise rigorosa de crédito e monitoramento contínuo das garantias reais e obras.
AVISO / DISCLAIMER
$$ \textsf { S U N O } \Big ( \textsf { A S S E T } \Big ) $$
“Fundos de investimento não contam com garantia do administrador do fundo, do gestor da carteira, de qualquer mecanismo de seguro ou, ainda, do Fundo Garantidor de Créditos - FGC. A rentabilidade obtida no passado não representa garantia de rentabilidade futura. É recomendada a leitura cuidadosa do prospecto e do regulamento do fundo de investimento pelo investidor ao aplicar seus recursos. Os investidores devem estar preparados para aceitar os riscos inerentes aos diversos mercados em que os fundos de investimento atuam e, consequentemente, possíveis variações no patrimônio investido. O Administrador não se responsabiliza por erros ou omissões neste material, bem como pelo uso das informações nele contidas. Adicionalmente, o Administrador não se responsabiliza por decisões dos investidores acerca do tema contido neste material nem por ato ou fato de profissionais e especialistas por ele consultados.
Este material não tem relação com objetivos específicos de investimentos, situação financeira ou necessidade particular de qualquer destinatário específico, não devendo servir como única fonte de informações no processo decisório do investidor, que, antes de decidir, deverá realizar, preferencialmente com a ajuda de um profissional devidamente qualificado, uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos face a seus objetivos pessoais e a sua tolerância ao risco (Suitability).
A Suno Gestora de Recursos Ltda. (“Suno Asset”) é gestora do(s) fundo(s) objeto(s) deste material e pertence ao grupo empresarial Suno (“Grupo Suno”), o qual contempla também as empresas Suno Research, Suno Índices e Suno Consultoria. As empresas, ainda que parte do Grupo Suno, possuem estruturas segregadas e autônomas.”