Relatório Gerencial SNCI11 de junho de 2026
Relatório Gerencial do Suno Recebíveis Imobiliários (SNCI11), fundo imobiliário de papel, referente a junho de 2026, com entrega no FundosNet (B3) em 28/07/2026. No pregão de 03/11/2026, a cota do SNCI11 fechou a R$ 78,77, com P/VP de 0,82 (valor patrimonial de R$ 96,06 por cota no informe mensal de setembro de 2026). O último rendimento foi de R$ 1,00 por cota, com pagamento em out/2026, e o dividend yield dos últimos 12 meses é de 13,96% sobre a cotação de 03/11/2026. O patrimônio líquido era de R$ 403,5 milhões no informe mensal de setembro de 2026. Os indicadores são os mais recentes da base do Kartac, não os do período do documento.
Informações
- CNPJ
- 41.076.710/0001-82
- Tipo
- Relatórios
- Assunto
- Relatório Gerencial
- Data de referência
- 30/06/2026
- Data de entrega
- 28/07/2026 20:27
- Versão
- 1
- Situação
- (Ativo)
Conteúdo

R E L A T Ó R I O G E R E N C I A L
JUNHO 2026
13,95%
Í N D I C E
- Resumo Executivo 03
- Carta do Gestor 04
- Cenário Macro e Imobiliário. 10
- Resumo da Carteira. 11
- Carteira de Ativos. 13
- Informações Contábeis. 15
- Negociação, Liquidez e Rendimentos 16
- Monitoramento dos Ativos. 17
- Detalhamento dos Ativos 19
- AGTs. 20
- Saiba Mais / FAQ. 21
Relatório Gerencial SNCI11 — Junho/2026

RESU MO EXECUTIVO
Gestora Suno Gestora de Recursos LTDA Administrador BTG Pactual Serviços Financeiros S.A. Início do Fundo Outubro/2021
Em junho, o Fundo distribuiu R$ 1,00 por cota, em linha com o guidance de R$ 1,00 a R$ 1,10 para o 3T26. O DY anualizado encerrou em 13,95% sobre cota de mercado, com cota negociada a R$ 86,00 (0,89x P/VP). O spread de crédito consolidado foi de 3,30%, refletindo a acomodação após o pico de 5,4% no 2S25, ainda em patamar saudável para a estratégia. A alavancagem líquida encerrou o mês negativa em -11,85% do PL, com o Fundo como credor líquido em compromissadas (R$ -48,05 MM). A gestão atuou ativamente nas assembleias de titulares, com destaque para deliberações nos CRIs Bit Barueri, Gafisa Sorocaba e LocPay. O Fundo encerrou o mês com quatro ativos em tratamento especial: CRI AIZ, CRI Vanguarda, CRI RDR e CRI Solar Junior.
Histórico de Distribuições (R$)
Número de Cotistas


Dividend Yield (anualizado) 13,95%
Patrimônio Líquido
R$ 405,43 MM
Ativos na Carteira 44
Distribuição por cota R$ 1,00
LTV Médio Ponderado 69,60%
P/VP 0,89
Valor de Mercado
R$ 361,20 MM
Yield Médio da Carteira 16,91%
Cota de Mercado / Patrimonial R$ 86 / R$ 96,53
Lucro Acumulado
R$ 0,35
Cotas disponíveis: 4.200.000
Caixa no Fechamento R$ 31,03 MM
Número de Cotistas 34.890
Prezado investidor,
Apresentamos a Carta do Gestor referente ao mês de junho de 2026, com o objetivo de compartilhar um panorama da performance do SNCI11, comentar as movimentações da carteira, perspectivas de alocação futura e atualizar sobre o acompanhamento de ativos e as deliberações da equipe de gestão nas Assembleias Gerais de Titulares (AGTs).
Cenário e Performance
No mês de junho, o SNCI11 apresentou uma rentabilidade ajustada de -2,16%, considerando o preço de fechamento da cota, que encerrou o período em R$ 86,00. No mês, o SNCI11 seguiu o movimento do IFIX, que também teve movimento decrescente no mês, rentabilizando -1,21%. Acreditamos que os eventos macroeconômicos globais, locais e alguns eventos próprios à indústria de Fundos Imobiliários seguem explicando o movimento visualizado nos últimos dois meses, em que o IFIX foi reprecificado para refletir as expectativas modificadas de Selic e IPCA no Brasil, bem como, no caso dos Fundos de Papel, entendemos que a abertura dos spreads, assim como eventos de crédito e queda no nível de distribuição de alguns fundos listados podem estar por trás do movimento de venda que afetou o preço dos FIIs como um todo. Nesses últimos 12 meses, cabe lembrar, no entanto, que enquanto a performance do Fundo atingiu uma rentabilidade ajustada de 11,42%, o IFIX rendeu 9,96%, o IFIX Papel, 9,85%, e a média dos fundos comparáveis, 11,03%, demonstrando a recuperação do SNCI frente à indústria a partir da consistência da distribuição e melhoria dos níveis de spread da carteira a partir da retomada de créditos. Apesar da melhora na precificação do Fundo, seguimos observando com cautela os movimentos de recuperação observados nos CRIs AIZ, Solar, Vanguarda e RDR, sobre os quais falaremos em detalhes mais à frente. A Gestão tem empreendido esforços relevantes na resolução dos eventos de crédito ocorridos nestes CRIs, que hoje somam 6,91% do PL do Fundo. Acreditamos que tais eventos podem explicar parte da performance levemente inferior do SNCI frente aos pares de melhor rentabilidade (quartil superior) nos últimos 12 meses (11,42%, frente a 11,75% dos pares mais rentáveis).
Para além disso, a rentabilidade patrimonial, ajustada pelos proventos, teve queda de 0,26% no mês, desempenho melhor que a média dos fundos pares, que retrocedeu 0,36%. Com isso, o valor patrimonial por cota após distribuição se situou em R$ 96,53. Nos últimos 24 meses, o SNCI obteve uma performance patrimonial ajustada de 16,61%, levemente abaixo da média dos Fundos Pares (16,95%). Destacamos o fato de que os ativos do Fundo, sobretudo aqueles em situação especial encontram-se devidamente marcados pela Administradora, de forma que esperamos visualizar o crescimento deste valor a partir das medidas de recuperação de crédito atualmente em curso. Dessa forma, o Fundo encerrou o mês com um P/VP de 0,89. A liquidez média diária (ADTV) no mês registrou valor de R$ 512 mil, abaixo da média dos últimos 12 meses (R$ 664 mil).
CARTA DO GESTOR
Distribuição de Rendimentos
Em linha com nossa previsibilidade, o Fundo distribuiu R$ 1,00 por cota em junho e anunciou uma nova distribuição de R$ 1,00 por cota para julho, seguindo o guidance publicado. Após a distribuição, o Fundo encerra o período com um resultado acumulado de R$ 0,35 por cota.
O guidance de distribuição está mantido entre R$ 1,00 e R$ 1,10 por cota para o 3º trimestre de 2026. Entendemos que esse patamar segue saudável para o SNCI11 enquanto se empenha nas medidas de recuperação de crédito dos ativos em situação especial e aguarda a maturação de seus empreendimentos imobiliários, sobretudo os de MZM, Supreme Garden, Bit Barueri e Gafisa Sorocaba. Além disso, reforçamos o caráter middle-risk do Fundo e o viés de linearização dos proventos a título de previsibilidade para nossos investidores. Seguiremos acompanhando de perto os índices de inflação (I PCA/INCC) e de Selic, indexadores dos CRIs do Fundo. Destacamos que, em 17 de junho, o COPOM reduziu a Selic em 0,25 p.p., para 14,25% a.a., seguindo o ciclo de flexibilização monetária, que parece dar sinais de revisão e potencial paralisação. Posicionaremos nossos investidores quanto a eventuais impactos na rentabilidade dos ativos e consequentemente da distribuição do SNCI11.
Gestão da Carteira e Alavancagem
Seguindo nossa estratégia de gestão ativa, destacamos as seguintes movimentações em junho:
• Compras:
R$ 8,25 milhões do CRI Oliveira, a uma taxa de IPCA + 12,68%, nova operação de estruturação proprietária para financiar a pré-incorporação de um empreendimento “Minha Casa, Minha Vida” em Sorocaba/SP. Trata-se da 1ª tranche do ativo, que deve contar com um aporte adicional de R$ 8 milhões nos próximos meses. A operação conta com o Registro de Incorporação (RI) aprovado e está em fase de preparação do stand de vendas para lançamento. As obras devem se iniciar no 1T27 e serão financiadas pela Caixa Econômica Federal (CEF). A construtora possui GERIC aprovado junto à CEF e conta com outras obras em curso na região. O CRI detém a Alienação Fiduciária de 85% das unidades do empreendimento, cessão fiduciária prioritária dos recebíveis das vendas das unidades devidos à construtora e dos reembolsos das frações ideais de terreno (FITs) devidas pela CEF à construtora, ambos sendo recebidos em contas de movimentação exclusiva da securitizadora.
R$ 24 milhões em ações da Gafisa S.A., durante seu processo de aumento de capital, representativas de um esforço de liquidez para término de obras do empreendimento We Sorocaba (CRI Gafisa Sorocaba). Aproximadamente 60% desse volume já foi vendido sem prejuízos incorridos pelo Fundo no âmbito de uma operação estruturada prévia. Devemos seguir com as vendas ao longo dos próximos exercícios, dentro da mesma operação estruturada. A estratégia detém o único objetivo de finalizar as obras do empreendimento lastro dos CRIs detidos pelo Fundo.
CARTA DO GESTOR
R$ 26,5 milhões em um FII de desenvolvimento residencial de um projeto em São Paulo/SP, de forma a fornecer uma barriga de aluguel ao alocador final do veículo, que detém bom risco de crédito. O carrego da compromissada é de CDI + 2% e ela tem prazo máximo de um ano.
• Vendas:
Foram vendidos R$ 59,87 milhões de maneira transitória dos CRIs AXS 3, WIMO, WIMO IV, Copagril, Mitre 2025, GF6 e Opy Health. Aproximadamente R$ 40,32 milhões já foram recomprados no início do mês de julho (AXS 3, Mitre 2025, GF6 e Opy Health), enquanto permanece um saldo que deverá ser recomprado ao longo dos próximos meses (WIMO, WIMO IV e Copagril).
• Quitações:
Foi quitada uma operação compromissada no valor de R$ 7,3 milhões, a uma TIR equivalente a 25% a.a.
Como resultado, o Fundo encerrou o mês com caixa equivalente a 7,65% do PL (R$ 31,03 milhões), o que posiciona a alavancagem líquida em -7,12% sobre o Patrimônio Líquido, referente a R$ 28,85 milhões em operações compromissadas ativas, ou seja, com o SNCI como credor líquido. Parte dessas compromissadas deverá ser desmontada dentro do mês de julho, a partir de potenciais novas alocações.
Perspectivas de Alocação Futura (Pipeline)
Atentos à reciclagem e diversificação do portfólio, o SNCI11 tem hoje algumas expectativas de alocação futura, que podem ou não se concretizar dentro dos prazos e montantes indicados, conforme segue:
• Julho/2026
• Até R$ 2 milhões em nova série do CRI LocPay Sênior, com taxa esperada de CDI + 5,50%.
• Agosto/2026
Até R$ 10 milhões em novo aporte em CRI de término de obras para uma incorporadora de Vila Velha/ES, com taxa esperada de CDI + 6,00%;
Até R$ 9 milhões em novo aporte em CRI de aquisição de terreno para incorporação com taxa esperada de IPCA + 12,68%, além de equity kicker, em fase final de estruturação;
• Eventuais aportes para término de obras nas operações de Bit Barueri e MZM.
CARTA DO GESTOR
Acompanhamento de Ativos e Deliberações em AGTs
Encerramos o mês de junho com quatro ativos em tratamento especial devido inadimplências/repactuações: CRI AIZ, CRI Vanguarda, CRI RDR e CRI Solar Junior. As informações aqui tratadas representam a visibilidade da Gestão até a data de publicação do presente relatório, ou seja, até meados de julho de 2026.
Quanto aos CRIs Vanguarda, os papéis foram vencidos após AGT em 18 de agosto de 2025, após serem verificados desvios de vendas realizados pela construtora. Com isso, os CRIs estão oficialmente em processo de recuperação. Hoje, todas as unidades de ambos os empreendimentos (Jonathan Nunes e Dom Severino), com exceção daquelas devidamente permutadas no início da operação e das quitadas pelos adquirentes formais, já estão em nome da securitizadora. Com isso, eventuais adquirentes terceiros, não adequados à estrutura da operação, devem travar litígios contra a securitizadora, que está preparada para defender o direito fiduciário às unidades dos edifícios. Em relação ao repasse das carteiras, temos que ambos os empreendimentos hoje encontram-se pendentes do Habite-se. O Dom Severino conta com pouco menos de 80% das obras realizadas, e a securitizadora está avaliando junto a outras construtoras locais uma transferência de obra para o término do empreendimento, processo nada simples. Até lá, o canteiro de obras permanecerá fechado. Já no Jonathan Nunes, o empreendimento está pronto, mas por pendências documentais da Vanguarda Construtora, não foi possível registrar o Habite-se do edifício. A securitizadora já conta com um processo judicial em curso para obtenção do documento – e avaliando a troca do responsável técnico para emissão do Habite-se pelas vias usuais –, uma vez que a Vanguarda já foi retirada da matrícula das unidades, mas a previsão é que isso deve levar ainda alguns meses para ocorrer por esse caminho. Apesar dessa via ainda ser possível, tivemos avanços na cotação de construtoras dispostas a finalizar a obra e emitir o Habite-se de ambos os empreendimentos. Com essa visibilidade, considerando o passivo de obras ainda existente, e recebíveis + estoque compostos na ordem dos R$ 52 milhões, temos uma expectativa atualizada próxima a 60% do preço de custo. A queda desse indicador se deve basicamente à inserção dos custos de retomada de obras, emissão de habite-se e despesas jurídicas a incorrer na operação. Haverá a necessidade de aporte de recursos no patrimônio separado para fazer frente às despesas para liberar o repasse da carteira, aportes esses proporcionais à participação de cada investidor no CRI. A posição do SNCI representa menos de 4% do total emitido, de forma que eventuais necessidades de aporte serão residuais e não prejudicarão a distribuição do Fundo. Entendemos que isso é necessário para a recuperação devida do ativo. O PU do papel já está devidamente marcado próximo ao valor de custo no Fundo (R$ 1.061,00). Finalmente, estudam-se medidas contra a Vanguarda Engenharia LTDA pelas ocorrências apontadas pela auditoria. Atualizaremos os investidores quanto aos passos e êxitos da recuperação.
No caso do CRI AIZ, tivemos uma Assembleia no dia 24 de dezembro de 2025 para definir a repactuação final da operação. Com isso, os ativos estão novamente adimplentes (embora com
CARTA DO GESTOR
carências em curso) e aplicados os haircuts nas séries 301 e 302 a partir da negociação de venda do principal imóvel em garantia. O valor oferecido pelo imóvel foi inferior ao valor de venda forçada do laudo e, considerando o tempo de mais de 12 meses entre o início do processo de venda e o recebimento da proposta, os investidores decidiram aceitar o pactuado, fornecendo um haircut de aproximadamente 20% no CRI 301 (que contava com a garantia da alienação fiduciária dos imóveis) e 48% no CRI 302 (que não contava com garantias reais), sendo que o CRI 301 será integralmente liquidado a partir da venda do imóvel, já considerado o haircut de 20%, e o CRI 302 será alongado por 10 anos, com juros mensais a partir de janeiro de 2027 e uma taxa de CDI + 3,50% a.a., além do acréscimo de parte das garantias reais anteriormente exclusivas da série 301 e ainda não vendidas (aproximadamente R$ 10 milhões em valor de mercado). Com isso, esperamos que haja um impacto negativo de R$ 0,22/cota no resultado caixa do Fundo, apesar de um impacto positivo de R$ 0,26 no valor patrimonial da cota. Dado o cenário de difícil negociação e mercado para o imóvel, acreditamos que os esforços de repactuação poderão ser compensados com uma alta recuperabilidade, que deve ser materializada ao longo do 2º semestre de 2026. Apesar disso, uma nova AGT foi realizada em 27 de fevereiro de 2026 e outra em 29 de maio de 2026, dados os atrasos na venda do imóvel, aumentando o prazo previsto para a conclusão da operação para agosto de 2026. Deveremos manter os investidores atualizados quanto a esse andamento e eventuais impactos na recuperabilidade apontada.
Sobre o CRI RDR, decidimos não prorrogar o prazo da operação à época do vencimento, uma vez que a obra já estava devidamente concluída, com os CRIs relativos à operação vencendo em 20 de agosto de 2025. Com isso, privilegiando a transparência ao investidor, o ativo encontra-se atualmente em recuperação e devidamente marcado a preço de custo na cota patrimonial do Fundo, considerando as recuperações já obtidas. Entendemos que, com isso, assumimos uma postura conservadora em relação à recuperabilidade dos créditos. Estamos atuando diariamente em conjunto com a securitizadora e o assessor legal da operação para fortalecer nossas perspectivas de recebimento da carteira (~R$ 10 milhões) ao longo dos próximos meses, além de atuar na venda das garantias adicionais. Daremos publicidade de qualquer ação tomada desde que entendamos, junto aos assessores legais, que isso não irá prejudicar o Fundo nos trabalhos de recuperação dos créditos. Nessa seara, em março finalizamos uma Assembleia que permitiu a dação em pagamento de parte das unidades do Empreendimento, bem como a repactuação de parte do CRI na forma de dívidas distintas para cada sócio e para a empresa em si. Além disso, a partir da perfeita execução dessas ações, bem como da regularização de pendências do CRI, além da auditoria final da carteira de recebíveis, concederemos um haircut no saldo devedor atualizado dos CRIs, medida necessária no âmbito da repactuação do crédito. É importante afirmar que tal haircut não causará novos prejuízos patrimoniais ou caixa ao SNCI (que já marca o ativo a preço de custo), que segue focado nas medidas de recuperação dos créditos. No mês de junho, obtivemos a recuperação de R$ 102 mil devidos no ativo, reduzindo o preço de custo para R$ 18,6 milhões (4,56% do PL do SNCI11). A título de atualização, já temos uma nona rodada de recuperação prevista para 27 de julho, em que aproximadamente R$ 1,7 milhão serão amortizados, diminuindo o preço de custo do SNCI na operação para R$ 16,9 milhões (4,17% do PL do SNCI11). Além disso, celebramos no mês de maio a cessão de 3 confissões de dívida que representarão uma novação de parte dos créditos a receber dos CRIs, que irão amortizar e repactuar, para recebimento alongado e acordado com os sócios da empresa, o montante de R$ 13,5 milhões, reduzindo o percentual de default efetivo do SNCI11 na operação para 0,84%, que deve ser verificado a partir de julho de 2026. Acreditamos que tal avanço representará um feito essencial na recuperação do crédito, permitindo o retorno à rentabilidade de parte relevante da carteira e redução relevante da inadimplência corrente do Fundo. Em tempo, o ocorrido não irá afetar o patamar de distribuição do Fundo, uma vez que já se tratava de operação com incorporação de juros e consequentemente sem impactos nos recebíveis mensais. Sendo assim, reforçamos o guidance de distribuição entre R$ 1,00 e R$ 1,10 por cota para o 3º trimestre de 2026.
Finalmente, quanto ao CRI Solar Junior, representativo de 0,1% do PL do SNCI, o CRI teve seu vencimento e inadimplência constatados em 21 de novembro de 2025, com a securitizadora determinando o início dos trabalhos operacionais e jurídicos para a recuperação dos créditos. Ainda estamos colhendo mais informações junto à securitizadora, ao agente fiduciário e aos investidores majoritários, sendo que, no momento, ainda não é possível estimar uma recuperabilidade precisa, ainda que o relatório de monitoramento da securitizadora estime uma Razão de Garantia superior a 100% considerando carteira e estoque. Ainda assim, o time de Gestão se mantém confiante quanto à resolução do evento de crédito, sabendo que eventuais defaults ou haircuts têm baixíssimo potencial de impactar o SNCI11, dada sua residual posição no ativo.
Em relação às deliberações formais em AGTs, participamos ativamente das seguintes discussões:
CRI Bit Barueri: Aprovamos, em conjunto com os demais investidores da operação, a alteração do valor mínimo do Fundo de Juros para promover a adequação da operação no momento, bem como a dispensa condicionada a um novo prazo de apresentação de alguns documentos e demonstrações da devedora, entendendo que o Habite-se deve ser retirado dentro dos próximos meses, promovendo o início do movimento de quitação dos CRIs.
CRI Gafisa Sorocaba: Aprovamos a incorporação de juros do CRI até o vencimento, com cashsweep a partir do “Habite-se” do empreendimento, previsto para outubro de 2026.
CRI LocPay: Aprovamos a emissão de novas séries para a operação, que já tinha seus primeiros R$ 5 milhões integralizados. A segunda série mantém a subordinação, mas conta com custo de CDI + 5,50% ao ano. Além disso, revisamos os critérios de elegibilidade e enquadramento a partir do ganho de maturidade da operação. Incluímos uma cláusula de recompra obrigatória de créditos inadimplentes nos casos de ausência de subordinação mínima de 20%.
Considerações Adicionais
Ao encerrarmos o mês de junho de 2026, o ambiente macro seguiu condicionado pela combinação de juros domésticos em patamar restritivo, inflação rodando acima do teto da meta e incertezas geopolíticas que, embora com sinais iniciais de possível acomodação ao longo do mês, ainda não produziram alívio duradouro nas variáveis que mais importam para o mercado de FIIs: a curva de juros futura e o apetite a risco do investidor local.
No campo monetário, o COPOM realizou o terceiro corte consecutivo de 0,25 p.p. em junho, levando a Selic para 14,25% ao ano, decisão considerada branda pelo mercado diante da deterioração inflacionária admitida pelo próprio Banco Central em sua última Ata. O IPCA acumulado para o fechamento do ano passou a ser projetado em 5,11% pelo Focus (em uma revisão expressiva frente ao início de 2026). Esse reposicionamento das expectativas é o principal vetor de pressão sobre o mercado secundário de FIIs: a reprecificação do IFIX, que acumulou queda em torno de 1,2% no mês, reflete diretamente o ajuste das taxas de desconto aplicadas sobre os fluxos futuros dos fundos, com impacto mais pronunciado nos segmentos de maior duration, como lajes corporativas e fundos de desenvolvimento.
No setor imobiliário, a mensagem do Summit ABRAINC, realizado no final de junho, foi direta: na contramão das expectativas formadas no fim de 2025, os executivos de incorporação não transmitem mais o mesmo otimismo quanto à queda de juros no curto prazo, reconhecendo que o crédito seguirá restritivo por mais tempo do que o inicialmente antecipado. Para operações de desenvolvimento em andamento, esse cenário se traduz em velocidade de vendas mais contida, maior dependência de recursos próprios das incorporadoras nas fases de obra, e pressão adicional sobre o caixa dos projetos. Essas são variáveis que o SNCI11 acompanha de forma contínua no monitoramento das operações em portfólio.
No campo dos custos de construção, o INCC segue rodando acima do IPCA, retroalimentando a pressão sobre a viabilidade econômica dos empreendimentos. As taxas médias cobradas pelos bancos no crédito habitacional via SBPE permanecem entre 12% e 14% ao ano além do indexador, o que restringe o universo de compradores elegíveis ao financiamento bancário convencional e reforça dificuldades de desligamento bancário em operações imobiliárias em que o empreendimento está concluído, atrasando repasse de carteiras e quitação de dívidas por parte dos projetos e incorporadoras.
No mercado de FIIs de papel, os eventos de crédito e a abertura de spreads ocorridos nos meses anteriores seguiram produzindo efeitos sobre a percepção do segmento como um todo. A ausência de resolução rápida para as situações de estresse que emergiram no ciclo recente contribui para que o mercado exija prêmio adicional sobre ativos de crédito imobiliário de maior risco, independentemente de sua qualidade intrínseca, um fenômeno de contágio que, a despeito de seus efeitos negativos no curto prazo sobre o P/VP do SNCI11, reforça o valor da disciplina de originação que norteia a gestão do fundo.
CARTA DO GESTOR
Para o SNCI11, a combinação de Selic ainda em patamar restritivo, mesmo após os cortes recentes, inflação revisada para cima e crédito caro preserva o carrego das operações indexadas em carteira, ao mesmo tempo em que exige monitoramento rigoroso do desempenho operacional e comercial dos projetos, bem como tomada de decisão bastante criteriosa quanto a investimentos em novos projetos. A gestão segue avaliando seletivamente novas oportunidades de originação, mantendo como parâmetros centrais uma estrutura de garantias robusta, a adequação do LTV ao risco de cada operação e a capacidade demonstrada dos devedores e dos fluxos financeiros cedidos de honrar o serviço da dívida num ambiente de custo de capital ainda elevado.
Atenciosamente,
Equipe de Gestão, SUNO ASSET.
CENÁRIO MACRO E I MOBI LIÁRIO
| Selic | 14,25% |
|---|---|
| IPCA (2026e) | 4,64% |
| Câmbio (R$/USD) | R$ 5,18 |
| PIB Brasil (2026e) | 2,0% |
| Desemprego (2026e) | 5,6% |
| Dívida Bruta (%PIB) | 81,1% |

Performance vs. Indexadores

RESU MO DA CARTEI RA
SUNO(ASSET)
Número de Ativos na Carteira 44
Custo Médio Alavancagem CDI + 0,97%
P/VP 0,89
Duration Ponderada Carteira 1,35
Yield Médio FIIs 14,99%
Yield Médio CRIs (All-In) 17,99%
Alavancagem Líquida -11,85% do PL
Vol. Operações Compromissadas R$ -48,05 MM
TM CRIs a IPCA+ IPCA + 11,08%
TM CRIs a IGPM+ IGPM + 8,50%
TM CRIs a INCC+ INCC + 0,00%
TM CRIs a CDI+ CDI + 5,72%
PRINCIPAIS SETORES DA CARTEIRA
| Setor | % do PL |
|---|---|
| Incorporação | 49,9% |
| Energia | 5,9% |
| FIIs | 9,2% |
| Compromissadas | 4,4% |
| Industrial | 6,2% |
| Hospitalar | 0,0% |
| Caixa | 7,7% |
| Loteamento | 1,2% |
| Aviação | 2,0% |
| Outros | 13,5% |
SPREAD DE CRÉDITO CONSOLIDADO
EXPOSIÇÃO POR INDEXADOR (% PL)
Compromissadas; 4,4% FII; 9,2%

CDI; 20,3%
IPCA; 47,3%

RESU MO DA CARTEI RA

EXPOSIÇÃO POR PERFIL DE RISCO (% do PL)


EXPOSIÇÃO POR DURATION (% do PL)

EXPOSIÇÃO POR CRIs POR GARANTIA (% dos CRIs)

EXPOSIÇÃO POR LOCALIDADE

CARTEI RA DE ATIVOS
Carteira de CRIs e Ativos — Junho/2026
| Ativo | Perfil | Cód. CETIP | Setor | Rtg | Idx | Yield MTM | Yield HTM | Dur. | % PL | LTV |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| CRI SUPREME GARDEN | Pulv. | 22B0338247 | Incorp. | A4 | IPCA | 13,82% | 10,50% | 0,31 | 7,38% | 65% |
| CRI GAFISA SOROCABA (novo) | Pulv. | 25L3104624 | Incorp. | A3 | CDI | 6,00% | 6,00% | 0,32 | 6,80% | 90% |
| CRI MRV | Corp. | 21D0001232 | Incorp. | A3 | IPCA | 11,21% | 5,43% | 3,41 | 5,57% | - |
| CRI CERATTI MAGNA | Contr. | 22E0120555 | Industrial | A1 | IPCA | 11,74% | 8,50% | 0,85 | 4,66% | 60% |
| CRI ITABIRA | Contr. | 23L2160618 | Energia | A2 | IPCA | 11,83% | 11,00% | 4,21 | 4,30% | 95% |
| CRI BIT Série 4 | Pulv. | 22J2609555 | Incorp. | A3 | CDI | 5,50% | 5,50% | 0,31 | 3,18% | 60% |
| CRI MZM V | Pulv. | 22I1466175 | Incorp. | A4 | IPCA | 13,51% | 12,95% | 0,74 | 3,05% | 70% |
| CRI RDR ITU | Pulv. | 21K0660418 | Incorp. | D | IPCA | 12,00% | 12,00% | 0,00 | 2,81% | 80% |
| CRI MRV II | Corp. | 22B0006022 | Incorp. | A3 | IPCA | 12,13% | 6,50% | 1,98 | 2,69% | - |
| CRI MZM II | Pulv. | 22I1466133 | Incorp. | A4 | IPCA | 14,56% | 12,95% | 0,74 | 2,42% | 70% |
| CRI MZM III | Pulv. | 22I1466156 | Incorp. | A4 | IPCA | 0,00% | 12,95% | 0,74 | 2,11% | 70% |
| CRI COMPORTE | Corp. | 23I1270600 | Transporte | A2 | CDI | 3,54% | 3,80% | 1,89 | 2,10% | 60% |
| CRI OLIVEIRA | Corp. | 26E4609469 | Incorp. | A4 | IPCA | 12,93% | 12,68% | 2,49 | 2,04% | - |
| CRI LATAM | Contr. | 21C0818332 | Aviação | A2 | IPCA | 9,37% | 4,50% | 2,70 | 2,03% | 45% |
| CRI BIT Série 3 | Pulv. | 22J2609554 | Incorp. | A3 | CDI | 6,03% | 5,50% | 0,31 | 2,00% | 60% |
| CRI BIT | Pulv. | 22J1411295 | Incorp. | A3 | CDI | 5,50% | 5,50% | 0,31 | 1,83% | 60% |
| CRI MZM | Pulv. | 22I1465810 | Incorp. | A4 | IPCA | 15,68% | 12,95% | 0,74 | 1,66% | 70% |
| CRI GS SOUTO | Contr. | 21K0732283 | Energia | A3 | IPCA | 0,00% | 11,13% | 3,29 | 1,57% | 62% |
| CRI PESA / AIZ (Longa) | Contr. | 21F0568504 | Industrial | A5 | IPCA | 0,00% | 7,00% | 0,34 | 1,42% | - |
| CRI MAHALO | Pulv. | 26D0059264 | Incorp. | A2 | CDI | 6,00% | 6,00% | 2,81 | 1,24% | 75% |
| CRI CONCEITO | Pulv. | 25J2612796 | Loteam. | A2 | CDI | 6,50% | 6,50% | 2,49 | 1,23% | 46% |
| C 3RI RDR ITU SÉRIE | Pulv. | 21K0661041 | Incorp. | D | IPCA | 12,00% | 12,00% | 0,00 | 1,03% | 80% |
| CRI LOCPAY (SÊNIOR) | Pulv. | 25H2417003 | Receb. | A3 | - | 23,79% | 23,87% | 1,72 | 1,00% | - |
| CRI BIT Série 2 | Pulv. | 22J1411297 | Incorp. | A3 | CDI | 5,50% | 5,50% | 0,31 | 0,93% | 60% |
| CRI SUPREME GARDEN 509 | Pulv. | 25F2808184 | Incorp. | A4 | IPCA | 9,56% | 10,50% | 0,31 | 0,80% | 65% |
| C 2RI RDR ITU SÉRIE | Pulv. | 21K0660445 | Incorp. | D | IPCA | 12,00% | 12,00% | 0,00 | 0,75% | 80% |
CARTEI RA DE ATIVOS
Carteira de CRIs e Ativos — Junho/2026
| Ativo | Perfil | Cód. CETIP | Setor | Rtg | Idx | Yield MTM | Yield HTM | Dur. | % PL | LTV |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| CRI VANGUARDA | Pulv. | 22G1233041 | Incorp. | D | INCC | 0,00% | 11,00% | 0,00 | 0,65% | 52% |
| CRI ARPOADOR (SUBORDINADA) | Pulv. | 23J2809383 | Incorp. | A1 | CDI | 12,00% | 12,00% | 1,32 | 0,51% | 43% |
| CRI ESTOQUE HELBOR | Corp. | 22H1104501 | Incorp. | A2 | CDI | 2,71% | 2,30% | 0,62 | 0,32% | 80% |
| CRI GRAMADO GVI | Pulv. | 21F0950048 | Multip. | A5 | IPCA | 9,50% | 9,50% | 1,18 | 0,30% | 26% |
| CRI ESATAS | Contr. | 21C0572241 | Infraestr. | A1 | IGP | 8,50% | 7,56% | 6,93 | 0,29% | 80% |
| REDE DUQUE (Serie443) | Corp. | 21I0855537 | Óleo e Gás | A4 | IPCA | 13,36% | 7,25% | 3,14 | 0,22% | 67% |
| REDE DUQUE (Serie444) | Corp. | 21I0855623 | Óleo e Gás | A4 | IPCA | 13,41% | 7,25% | 3,13 | 0,22% | 67% |
| CRI Pesa / AIZ (Curta) | Contr. | 21F0569265 | Industrial | A5 | IPCA | 0,00% | 5,50% | 0,09 | 0,15% | - |
| CRI ARPOADOR (SÊNIOR) | Pulv. | 23J2266231 | Incorp. | A1 | CDI | 4,50% | 4,50% | 1,39 | 0,14% | 43% |
| CRI SOLAR JUNIOR | Pulv. | 19K1139245 | Multip. | D | IPCA | 17,42% | 16,64% | 0,00 | 0,09% | 68% |
| FIIs | Setor | Qtde. | Cotação | Yield | Yield on Cost | P/VP | % PL | Ca%ixa | PM Aquis. |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| SNME11 | Híbrido | 3.731.239 | R$ 9,50 | 13,27% | 12,93% | 0,99 | 5,4% | 18,6% | R$ 9,75 |
| INOI | Logística | 35.000 | R$ 103,81 | 9,15% | 9,49% | 1,03 | 0,9% | - | R$ 100,00 |
| TGAR11 | Híbrido | 164.474 | R$ 88,29 | 16,85% | 12,24% | 0,48 | 1,5% | 0,2% | R$ 121,60 |
| RECD11 | Papel | 400.000 | R$ 10,00 | 15,01% | 15,01% | 0,99 | 0,7% | 8,3% | R$ 10,00 |
| ZAVC11 | Papel | 57.972 | R$ 9,05 | 17,02% | 14,88% | 0,89 | 0,1% | 10,4% | R$ 10,35 |
| VRTM11 | Híbrido | 304.693 | R$ 6,85 | 15,69% | 11,07% | 0,75 | 0,5% | 7,5% | R$ 9,71 |
| Op. Comp. | - | - | - | - | - | - | 4,4% | - | - |
| COMPROMISSADAS | Perfil | Cód. CETIP | Setor | Idx | Yield HTM | Yield Tomado | Vol. (MM) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| CRI Esatas Viracopos | Contr. | 21C0572241 | Infraestr. | IGP | 8,00% | 8,00% | R$ 8,00 |
| Rede Duque (Serie 443) | Corp. | 21I0855537 | Petróleo e Gás | IPCA | 7,25% | 7,25% | R$ 5,00 |
| Rede Duque (Serie 444) | Corp. | 21I0855623 | Petróleo e Gás | IPCA | 7,25% | 7,25% | R$ 5,00 |
I N FORMAÇÕES CONTÁBEIS
R$ 5,29 M
Receita Distribuível geração no mês
R$ 1,15
Resultado/Cota resultado líquido no mês
R$ -0,46 M
Despesas taxa + custos operacionais
R$ 1,00 M
Distribuição R$ 4,20 MM total distribuído
R$ 4,83 M
Resultado Final R$ 1,15/cota
R$ 1,46 M
Mov. Reserva reserva: R$ 0,35/cota
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO — JUNHO/2026
| ABR/26 | MAI/26 | JUN/26 | R$/Cota (M0) | LTM | |
|---|---|---|---|---|---|
| RECEITAS DISTRIBUÍVEIS | R$ 5.183.949 | R$ 3.985.839 | R$ 5.291.296 | R$ 1,260 | R$ 59.477.801 |
| Rendimento Caixa | R$ 198.329 | R$ 120.138 | R$ 217.369 | R$ 0,052 | R$ 3.062.280 |
| Lucro em Transações | R$ 418.050 | R$ 575.490 | R$ 2.264.809 | R$ 0,539 | R$ 11.367.333 |
| Juros CRIs | R$ 3.122.004 | R$ 1.896.117 | R$ 1.870.263 | R$ 0,445 | R$ 31.049.376 |
| Correção Monetária CRIs | R$ 708.249 | R$ 665.283 | R$ 310.705 | R$ 0,074 | R$ 5.238.123 |
| Resultado FIIs | R$ 737.317 | R$ 728.810 | R$ 628.151 | R$ 0,150 | R$ 8.792.209 |
| Operações |
| DESPESAS CAIXA | -R$ 629.405 | -R$ 384.961 | -R$ 462.094 | -R$ 0,110 | -R$ 8.596.002 |
|---|---|---|---|---|---|
| Taxa de Administração | -R$ 266.666 | -R$ 271.643 | -R$ 267.868 | -R$ 0,064 | -R$ 3.045.601 |
| Despesas IR | -R$ 12.115 | -R$ 50.166 | -R$ 29.624 | -R$ 0,007 | -R$ 686.582 |
| Custos de Alavancagem | -R$ 295.671 | -R$ 41.628 | R$ 0 | R$ 0,000 | -R$ 4.018.259 |
| Outras Despesas | -R$ 54.953 | -R$ 21.524 | -R$ 164.601 | -R$ 0,039 | -R$ 845.561 |
| RESULTADO DO PERÍODO | R$ 4.554.544 | R$ 3.600.877 | R$ 4.829.202 | R$ 1,150 | R$ 50.881.799 |
| Reserva de Lucro Anterior | R$ 1.073.906 | R$ 1.428.450 | R$ 829.327 | R$ 0,197 | |
| RESULTADO FINAL | R$ 5.628.450 | R$ 5.029.327 | R$ 5.658.529 | R$ 1,347 |
Número de Cotas
Rendimento (R$/Cota)
N EGOCIAÇÃO, LIQU I DEZ E REN DI M ENTOS
R$ 10,74 MM
Volume Mensal
R$ 86
Cota Mercado

512 mil
Média Diária

R$ 96,53
Cota Patrimonial

34.890 Cotistas

0,89x P/VP

R$ 1,00
Distribuição/Cota distribuição jun/26
14,88%
DY Anualizado base cota mercado
13,95%
DY 12 Meses base cota mercado
HISTÓRICO DE DISTRIBUIÇÃO
Gestão ativa em CRIs imobiliários e diversificação da carteira sustentam consistência na distribuição e geração de valor.

ATIVOS
EVOLUÇÃO FÍSICA DAS OBRAS

INADIMPLÊNCIA DA CARTEIRA DE RECEBÍVEIS

NÍVEL DA CARTEIRA VENDIDA

MON ITORAM ENTO DOS SUNO(ASSET)ATIVOS


CONCENTRAÇÃOI MÁXIMA DA CARTEIRA DE RECEBIVEIS

DETALHAM ENTO DOS
ATIVOS
Detalhamento das operações da carteira/compromissadas (>0,5% do PL)
| Devedor / Ativo | UF | Descrição | Garantias* | Vencimento |
| Incorporação residencial em São Bernardo do Campo. Múltiplas séries (I-CRI MZM SP AF, CF e FR Jun/26 V). IPCA + 12,95%. Obra em fase final. | ||||
| CRI Supreme Garden | SC | Incorporação em Itajaí. IPCA + 10,50%. Obra 93% concluída, 74% vendas. | AF, CF e FR | Jun/26 |
| CRI BIT SP Incorporação em Barueri. CDI + 5,50%. Séries I-IV. Obra 66%, vendas 75%. AF, CF e FR Jul/26 | ||||
| CRI Gafisa Sorocaba | RJ | Incorporação Gafisa WE. CDI + 6,00%. Obra 87%, vendas 92%. | AF, CF e FR | Set/26 |
| CRI LATAM SP Aviação - Centro manutenção Guarulhos. IPCA + 5,73%. BTS atípico. AF e CF Ago/32 | ||||
| CRI GS Souto | MG | Energia - CGHsde geração distribuída. IPCA + 11,00%. Quitação prevista. | AF e CF | Abr/26 |
| CRI MRV I Div. Corporativo MRV. IPCA + 6,50%. Lastreado em debêntures. Clean Fev/29 | ||||
| CRI RDR Itu | SP | Incorporação em Itu. IPCA + 12,00%. Obra 100%. Em recuperação. | AF | Vencido |
| CRI OPY Health MG Hospitalar - ONM Health (Opy). IPCA + 10,50%. PPPs hospitalares. AF e CF Ago/31 | ||||
| CRI Itabira | MG | Energia - UFV Itabira (solar). IPCA + 11,00%. Operacional. | AF e CF | Dez/38 |
| CRI Ceratti Magna SP Galpão logístico em Vinhedo. IPCA + 8,50%. Contratos Magna e Ceratti. AF, CF e FR Mai/27 | ||||
| CRI AXS III | Div. | Energia - AXS EnergyTech. IPCA + 11,00%. Série III. | AF e FR | Jul/30 |
| CRI MRV II Div. Corporativo MRV. IPCA + 6,50%. 2ª série, debêntures. Clean Fev/29 | ||||
| CRI Comporte | SP | Corporativo - Transporte paulistano. CDI + 3,50% | AF e FR | Set/30 |
| CRI Copagril PR Corporativo - Agronegócio Cooperativa. IPCA + 6,50% AF e FR Jun/31 | ||||
| CRI Pesa/AIZ | PR | Corporativo - Máquinas pesadas. IPCA + 5,5% e 7,0%. Em recuperação. | AF, CF e FR | Dez/37 |
| CRI Conceito | MA | Pulverizado - Incorporação em São José do Ribamar/MA. CDI + 6,50%. | AF, CF e FR | Out/29 |
| CRI GF6 | MA | Pulverizado - Carteira de loteamento em Imperatriz/MA. IPCA + 15,00%. | AF, CF e FR | Ago/33 |
| CRI Mahalo | ES | Pulverizado - Incorporação em Vila Velha/ES. CDI + 6,00%. | AF, CF e FR | Mai/30 |
| CRI Oliveira | SP | Corporativo com lastro em incorporação em Sorocaba/SP. IPCA + 12,68%. | AF, CF e FR | Mai/30 |
| CRI Wimo IV | Div. | Pulverizado - Home Equity sênior. IPCA + 8,00%. | AF, CF e FR | Jan/37 |
| CRI LocPay | Div. | Pulverizado sênior - Cessão de aluguéis. Pré-fixado em 23,87% a.a. | CF e FR | Jul/31 |
| CRI Mitre 2025 | SP | Corporativo - Incorporadora de médio-alto padrão em São Paulo/SP. | Clean | Dez/29 |
| CRI Esatas | SP | Contratual - Recebíveis de locação aeroporto Campinas/SP. IGPM + 8,0%. | AF, CF e FR | Abr/36 |
| CRI Rede Duque | SP | Corporativo - Operação de recebíveis de Postos BR em SP. IPCA + 8,20%. | AF, CF e FR | Set/33 |
| CRI Arpoador | ES | Pulverizado - Incorporação em Vila Velha/ES. CDI + 6,00%. | AF, CF e FR | Jan/28 |
| CRI Vanguarda | PI | Pulverizado - Incorporação em Teresina/PI. INCC + 11%. Em recuperação. | AF, CF e FR | Vencido |
| Fundo Imobiliário | ||||
| TGAR11 - FII híbrido TG Auro. DY anualizado 14,38%. - - | ||||
| SNME11 | - | FII híbrido gerido pela Suno Asset. DY anualizado 14,14%. | - | - |
| INOI | - | FII de galpões logísticos no Paraná, gerido pela Inter Asset. | Subord. | - |
| VRTM11 | - | FII multiestratégia gerido pela Fator. | - | - |
| RECD11 | - | FII de recebíveis gerido pela Real Estate Capital. | - | - |
| Idees Pompéia | SP | FII para desenvolvimento de incorporação em São Paulo/SP | - | - |
AGTs DO M ÊS
| Ativo | Data | Ordem do dia | Deliberação |
| (i) Não declarar o vencimento antecipado decorrente da ausência de aporte para o pagamento de Juros Remuneratórios em fevereiro e abril de 2026, o que causou o desenquadramento do Fundo de Liquidez em maio de 2026. Foi concedido um prazo adicional de 60 dias para o reenquadramento deste fundo. (ii) Não declarar o vencimento antecipado pelo envio intempestivo (realizado em 26 de março de 2026) do Relatório de Destinação correspondente ao período encerrado em janeiro de 2026. (iii) Não declarar o vencimento antecipado devido à falta de apresentação do balancete do trimestre Favorável a todas. CRI BIT 03/06/2026 encerrado em março de 2026, concedendo 90 dias adicionais para o envio. Medidas que buscam favorecer o j(uivr)íd Ciocnat draat eamr ois essãcor,it cóormio N cuesgtroãso p Faegrorasr pi Aeldov Poagtardimosôn piaora Se aptuaarard coo.mo Assessor Legal na consultoria a i ennmvdepasrmteideeonnrdteoism d neean o ftaobs.reas fin ea rle dsgouardar os (v) Apresentar as demonstrações financeiras do Patrimônio Separado e os respectivos relatórios de auditoria dos exercícios encerrados em março de 2023, 2024 e 2025. (vi) Autorizar a Emissora a transferir parcialmente recursos do Fundo de Liquidez para o Fundo de Obras após a integralização da 4ª Série de CRI, desde que mantido um saldo mínimo de R$ 1.000.000,00 no Fundo de Liquidez até a emissão do Habite-se. | |||
| CRI Gafisa | 03/06/2026 | (i) Não declarar o vencimento antecipado das Notas Comerciais e dos CRI devido ao não pagamento da parcela (PMT) referente a maio de 2026, no valor de R$ 3.203.001,89. (ii) Incorporar o valor da PMT não paga de maio de 2026 ao saldo devedor dos CRI, considerando o valor do dia do inadimplemento e dispensando a incidência de multas, juros ou encargos moratórios. (iii) Alterar a periodicidade de pagamento da Remuneração e da Amortização, que passará de mensal para uma única parcela (bullet) na Data de Vencimento, a ser paga após a emissão do "habite-se". | Favorável a todas Repactuação do cronograma de pagamentos na fase final das obras. |
| CRI LocPay | 03/06/2026 | (i) Autorizar a emissão de 2 novas séries (3ª Série composta por CRI Sênior até R$ 12.000.000,00; e 4ª Série composta por CRI Júnior até R$ 3.000.000,00), totalizando até R$ 15.000.000,00. Ambas manterão a remuneração de 23,87% a.a. e o mesmo lastro em CCI Locação das séries vigentes. (ii) Alterar o Termo de Securitização (aplicável a todas as séries) para: a) Prorrogar o vencimento dos CRI de 31 de julho de 2028 para 31 de julho de 2031. b) Ajustar a Cascata de Pagamentos, estendendo o prazo para aquisição de novos Créditos Imobiliários até 01 de agosto de 2030. c) Modificar os Critérios de Elegibilidade e Riscos Excluídos (ex.: reduzir prazo mínimo para 1 mês, ampliar prazo máximo para 24 meses, ajustar limites de concentração, exigir score mínimo de 400 no Serasa e exigir garantia locatícia em pelo menos 90% da carteira) . d) Excluir a exigência de "KYP Compliance" da Pasta Documental das imobiliárias. e) Adicionar obrigação para a LocPay recomprar créditos inadimplentes caso o índice de inadimplência ultrapasse o Índice de Subordinação. f) Estabelecer que os CRI Sênior serão integralizados em tranches de até R$ 1.500.000,00. (iii) Autorizar a LocPay a emitir novas CCI Locação para lastrear as Novas Séries. (iv) Autorizar a contratação de prestadores de serviço necessários para a nova emissão, arcados pelo Patrimônio Separado ou pela Devedora. (v/vi) Autorizar a assinatura dos aditamentos aos Documentos da Operação e a prática de todos os atos necessários à implementação destas matérias. | Favorável a todas. Aumentar tamanho e vigência do CRI e repactuar os critérios de elegibilidade da carteira. |

SNAG11
SNFZ11


SNCI11

SNEL11
SNID11
SNME11
SAI BA MAIS


IG SUNO ASSET
YT SUNO ASSET

SNCI11 - SITE SUNO ASSET

O que é o SNCI11?
FII de Crédito Imobiliário (CRI) da Suno Asset que investe em recebíveis imobiliários, com foco em incorporação, loteamento, home equity e energia, buscando retorno e diversificação.
Qual é o objetivo do fundo?
Gerar renda mensal previsível e pouco volátil, com investimentos diversificados em CRIs — incorporação residencial, loteamentos, energia e crédito corporativo.
Há tributação sobre os rendimentos?
Para pessoa física, os rendimentos distribuídos são isentos de IR, conforme a legislação dos FIIs (Lei 8.668/93).
Qual é o perfil de risco?
Moderado (middle-risk), com 36 CRIs diversificados, rating ponderado A3, LTV médio de 69,60% e gestão ativa com monitoramento contínuo dos créditos e garantias reais.
Onde acessar relatórios e informações oficiais?
No site da Suno Asset → suno.com.br/asset/fundos/snci11

SNFF11


SUNO PREV
FICFIA

SUNO GLOBAL EQUITIES

Onde o fundo investe?
Principalmente em CRIs (≈60% IPCA, ≈20% CDI), FIIs (≈11%), operações compromissadas e caixa, diversificando entre incorporação, energia e hospitalar.
As cotas têm liquidez?
Sim. Negociadas na B3 (SNCI11), com volume médio de R$ 0,51 MM/dia e mais de 34,9 mil cotistas.
Como funciona a distribuição?
Pagamentos mensais. Em jun/26: R$ 1,00/cota, DY anualizado de 13,95%. Guidance: R$ 1,00 a R$ 1,10 no 1T26.
O que significa P/VP?
Preço de mercado / valor patrimonial. SNCI11 negocia a 0,89x, com ~11% de desconto sobre o VP.
Como é feita a gestão dos ativos?
Originação ativa no mercado imobiliário, análise rigorosa de crédito e monitoramento contínuo das garantias reais e obras.
AVISO / DISCLAIMER
$$ \textsf { S U N O } \Big ( \textsf { A S S E T } \Big ) $$
“Fundos de investimento não contam com garantia do administrador do fundo, do gestor da carteira, de qualquer mecanismo de seguro ou, ainda, do Fundo Garantidor de Créditos - FGC. A rentabilidade obtida no passado não representa garantia de rentabilidade futura. É recomendada a leitura cuidadosa do prospecto e do regulamento do fundo de investimento pelo investidor ao aplicar seus recursos. Os investidores devem estar preparados para aceitar os riscos inerentes aos diversos mercados em que os fundos de investimento atuam e, consequentemente, possíveis variações no patrimônio investido. O Administrador não se responsabiliza por erros ou omissões neste material, bem como pelo uso das informações nele contidas. Adicionalmente, o Administrador não se responsabiliza por decisões dos investidores acerca do tema contido neste material nem por ato ou fato de profissionais e especialistas por ele consultados.
Este material não tem relação com objetivos específicos de investimentos, situação financeira ou necessidade particular de qualquer destinatário específico, não devendo servir como única fonte de informações no processo decisório do investidor, que, antes de decidir, deverá realizar, preferencialmente com a ajuda de um profissional devidamente qualificado, uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos face a seus objetivos pessoais e a sua tolerância ao risco (Suitability).
A Suno Gestora de Recursos Ltda. (“Suno Asset”) é gestora do(s) fundo(s) objeto(s) deste material e pertence ao grupo empresarial Suno (“Grupo Suno”), o qual contempla também as empresas Suno Research, Suno Índices e Suno Consultoria. As empresas, ainda que parte do Grupo Suno, possuem estruturas segregadas e autônomas.”