Relatório Gerencial SNME11 de janeiro de 2026
Relatório Gerencial do Suno Multiestratégia (SNME11), fundo imobiliário de fundos (FoF), referente a janeiro de 2026, com entrega no FundosNet (B3) em 27/02/2026. No pregão de 04/11/2026, a cota do SNME11 fechou a R$ 9,30, com P/VP de 0,95 (valor patrimonial de R$ 9,78 por cota no informe mensal de setembro de 2026). O último rendimento foi de R$ 0,10 por cota, com pagamento em out/2026, e o dividend yield dos últimos 12 meses é de 14,73% sobre a cotação de 04/11/2026. O patrimônio líquido era de R$ 170,7 milhões no informe mensal de setembro de 2026. Os indicadores são os mais recentes da base do Kartac, não os do período do documento.
Informações
- CNPJ
- 52.227.760/0001-30
- Tipo
- Relatórios
- Assunto
- Relatório Gerencial
- Data de referência
- 31/01/2026
- Data de entrega
- 27/02/2026 18:09
- Versão
- 1
- Situação
- (Ativo)
Conteúdo
R E L A T Ó R I O G E R E N C I A L J A N E I R O | 2 0 2 6

FUNDO IMOBILIÁRIO SUNO MULTIESTRATÉGIA
CNPJ
52.227.760/0001-30
INÍCIO DO FUNDO
SETEMBRO/2023
ADMINISTRADOR
BTG PACTUAL SERVIÇOS FINANCEIROS S.A. DTVM
PÚBLICO-ALVO
INVESTIDORES EM GERAL
GESTOR
SUNO GESTORA DE RECURSOS LTDA
TAXA DE ADMINISTRAÇÃO
0,20% A.A.
TAXA DE GESTÃO
0,79% A.A.
TAXA DE PERFORMANCE
PERFORMANCE DE 20% SOBRE O QUE EXCEDER O BENCHMARK (IPCA + YIELD DO ÍNDICE IMA-B)
FUNDO IMOBILIÁRIO SUNO MULTIESTRATÉGIA
O SNME11 - SUNO MULTIESTRATÉGIA FII é um fundo com objetivo de investir de modo amplo no mercado imobiliário local. A gestão navega por diferentes classes de produtos e estratégias, buscando surfar os diferentes ciclos de mercado através de uma alocação dinâmica e arrojada. O Suno Multiestratégia tem alocação multiestratégia, o que elimina o esforço do cotista no setor imobiliário. Sendo assim, uma forma do investidor buscar a simplificação máxima da estratégia imobiliária.
SUMÁRIO
SUMÁRIO 2
BULLET POINTS 3
DESTAQUES DO MÊS 3
C E N Á R I O M A C R O E C O N Ô M I C O 4
DESEMPENHO NO MERCADO SECUNDÁRIO 4
DESEMPENHO PATRIMONIAL 13
RESULTADO CONTÁBIL 15
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO 16
ALOCAÇÕES E MOVIMENTAÇÕES 18
MONITORAMENTO DOS ATIVOS 26
B U L L E T P O I N TS
R$ 0,10 Distribuição por cota
R$ 0,0513 Lucro acumulado por cota
13,07% Dividend Yield Anualizado
18,78% Yield Médio da Carteira (CRIs)
R$ 9,72 Cota Fechamento de Mercado
R$ 9,58 Cota Patrimonial
6.361 Número de cotistas
R$ 72,11 MM Valor de Mercado
R$ 71,07 MM Valor Patrimonial
1,01 P/VP
52,41% LTV Médio Ponderado
7.418.243 Número de cotas disponíveis
D E S TA Q U E S D O M Ê S
A distribuição referente ao mês de janeiro foi de R$ 0,10/cota, representando um rendimento de 1,06% no mês, levando em consideração a cota de fechamento do dia 13/02/2026.
No mês de outubro foi divulgada a ata da assembleia geral extraordinária do SNFF11/SNME11 aprovando a fusão/incorporação do veículo pelo SNME11. É esperado que a concretização do movimento aconteça no 1S26, haja vista que o final do ano de 2025 será utilizado para estruturação de operações que serão benéficas para o portfólio consolidado dos fundos.
C E N Á R I O M A C R O E C O N Ô M I C O
Fed Sem Direção, Mercados Sensíveis: O Que Esperar do Cenário Global e do Brasil nos próximos meses
Retrospectiva
O ano de 2025 começou em um ambiente turbulento, reflexo das frustrações com o pacote fiscal anunciado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e das dúvidas em relação ao novo governo Trump, ambos no fim de 2024. O país iniciou o ano com câmbio elevado,próximo de R$ 6,20, inflação acelerando e distante da meta de 3%, além de uma política monetária já bastante restritiva. A Selic, que começara 2025 em 13,25% a.a., avançou para 15% a.a. diante da necessidade de conter a persistência inflacionária.
Mesmo assim, a economia mostrava resiliência: o mercado de trabalho seguia firme, a massa salarial crescia e o agronegócio mantinha bom desempenho, sustentando o consumo em meio ao aperto financeiro. Com o passar dos meses, porém, os juros altos se tornaram mais evidentes no comportamento da atividade, conduzindo o país para uma desaceleração gradual, exatamente o esperado em um ciclo prolongado de política monetária contracionista. Essa dinâmica é ilustrada no gráfico abaixo.
PIB (Var. Trimestral, %)
PROJEÇÃO

Fonte: IBGE / Elaboração: Suno Asset
Em abril, o IPCA acumulado em doze meses atingiu 5,5%, pressionado pela força dos serviços, pela alta dos alimentos e pelo câmbio depreciado no fim de 2024. Esse número marcou o ponto de inflexão do processo inflacionário, como podemos notar na imagem a seguir. A partir daí, diversos fatores passaram a aliviar os preços: o câmbio se apreciou de forma consistente, as commodities perderam força e os custos industriais e agrícolas recuaram, reduzindo pressões no atacado. Os alimentos também iniciaram trajetória de desaceleração, favorecidos por maior oferta e condições climáticas mais benignas. Esses elementos reforçaram a desinflação no segundo semestre.
Em 2025, o IPCA encerrou em 4,3%, em linha com as nossas projeções, e como ilustrado a seguir.

Apesar desse avanço, as medidas subjacentes de inflação, as mais observadas pela autoridade monetária, permaneceram elevadas. Os serviços rodavam próximos ou acima de 6%, sustentados pela firmeza do mercado de trabalho. Núcleos, serviços subjacentes e serviços intensivos em mão de obra ainda estavam acima do intervalo compatível com a meta, o que exigia cautela do Banco Central e mantinha a necessidade de juros elevados. Importante ressaltar que esses itens ainda seguem como fonte de desconforto para a autoridade monetária.
Com a política monetária em patamar bastante restritivo, a atividade econômica perdeu força a partir do segundo semestre. A indústria desacelerou, os serviços diminuíam o ritmo e o varejo demonstrou maior cautela. A massa salarial ainda sustentava a demanda, mas sinais de acomodação ficaram mais evidentes com o avanço do ano.
O ambiente externo também influenciou o desempenho da economia brasileira, sobretudo na primeira metade de 2025. Em março, a Casa Branca retomou uma agenda protecionista e, em abril, o Liberation Day impôs tarifa mínima de 10% a todos os parceiros comerciais. Nesse momento, o Brasil estava relativamente bem-posicionado, por estar no grupo de países com a menor alíquota.
A partir de julho, o cenário mudou. Os Estados Unidos anunciaram tarifas de 50% sobre todos os produtos brasileiros que chegavam ao país, surpreendendo o mercado. O dólar subiu, a bolsa caiu e setores dependentes do mercado americano sentiram o impacto imediato. Pouco depois, Washington divulgou uma lista extensa de exceções, reduzindo as tensões. O governo brasileiro também adotou medidas fiscais para auxiliar os setores atingidos, o que mitigou os efeitos sobre o PIB e trouxe algum alívio ao câmbio.
Em setembro, a conjuntura internacional melhorou com o início do ciclo de cortes de juros pelo banco central norte-americano, o que intensificou o enfraquecimento do dólar e contribuiu para um ambiente externo mais favorável. Para o Brasil, esse movimento ampliou o diferencial de juros e ajudou a manter o dólar em torno de R$ 5,30, como podemos observar no gráfico abaixo. O cenário global mais favorável aumentou o apetite ao risco e estimulou investidores a buscarem mercados emergentes. O Brasil, bem-posicionado, recebeu parte desse fluxo, e o Ibovespa passou a renovar sucessivos recordes.
Taxa de câmbio real-dólar (BRL/USD)

Fonte: Banco Central / Elaboração: Suno Asset
Em novembro, após meses de negociação, o governo brasileiro reabriu os canais diplomáticos com Washington, o que resultou em reduções tarifárias. Os Estados Unidos retiraram a sobretaxa de 40% sobre diversos produtos agrícolas, como carne, café e frutas.
Assim, ao contrário do início do ano, o segundo semestre caminhou com maior previsibilidade rumo a 2026. O balanço final de 2025 revela um período de transição: i) a atividade perdeu força como esperado em um ambiente de juros elevados; ii) a inflação avançou para uma trajetória mais benigna; o câmbio estabilizou em relação ao início do ano; e iii) as expectativas de inflação mostraram melhora gradual.
Foi um ano turbulento, mas que terminou em condições melhores do que começou. O ano passado se encerrou melhor do que esperávamos, e a perspectiva de início do ciclo de queda dos juros no começo de 2026 representa outra notícia positiva para a economia brasileira.
O nó fiscal de 2025: um ajuste incompleto
Se a política monetária cumpriu seu papel, o mesmo não pode ser dito da política fiscal.O governo passou boa parte de 2025 buscando elevar a arrecadação como forma de cumprir suas metas, mas avançou pouco no controle das despesas. A tentativa de elevar o IOF simbolizou essa dificuldade: proposta apresentada, recuo, reformulação, derrota política e judicialização no STF. A Medida
Provisória (MP) 1.303, criada para compensar a perda de arrecadação daquele projeto, seguiu trajetória semelhante, com revisões sucessivas e rejeição pelo Congresso. O país assistiu, assim, a um ajuste fragmentado, marcado por idas e vindas, sem avanços estruturais.
Ainda assim, as medidas em discussão em Brasília como a taxação de fintechs e bets, o possível aumento da alíquota de importação, o corte de benefícios tributários, a revisão de compensações e ajustes setoriais, além das receitas de leilões do pré-sal, elevaram a probabilidade de cumprimento da meta fiscal de 2026.
O desafio fiscal, no entanto, permanece expressivo, pois o principal problema do Brasil está no gasto obrigatório, não na arrecadação. Com a economia em desaceleração, a receita proveniente da atividade perde fôlego, tendência que deve persistir nos próximos meses. Diante desse cenário, o governo busca receitas extraordinárias para cumprir as metas fiscais e ganhar maior flexibilidade orçamentária, enquanto a proximidade das eleições amplia a pressão por novas despesas.
Aqui cabe uma reflexão fundamental e necessária. Como lembra Affonso Celso Pastore, no livro Caminhos e descaminhos da estabilização (p. 169-170):
“Alesina, Favero e Giavazzi (2019) distinguiram os programas de austeridade praticados com a elevação de impostos dos executados através de cortes de gastos e concluíram que os programas baseados em aumentos de impostos são recessivos no curto e no médio prazos, mas os baseados no corte de gastos têm o efeito oposto: seus custos medidos em termos de perdas de PIB são muito baixos. Uma segunda diferença é a constatação de que os programas baseados no aumento de impostos resultam no crescimento da relação dívida/PIB, enquanto os baseados no corte de gastos resultam em reduções significativas.”
A citação ajuda a entender por que, apesar de algum alívio no curto prazo, o Brasil precisa resolver os problemas para melhorar o quadro fiscal. A estratégia adotada nos últimos anos, focada em arrecadar mais, tende a gerar resultados piores do que ajustes construídos do lado do gasto.
Por fim, em nosso cenário base, projetamos a relação dívida/PIB em 83% em 2026, alcançando 93% em 2033 caso não haja reformas que reduzam despesas obrigatórias e aumentem a eficiência do gasto. É um quadro que exige vigilância e reforça a necessidade de uma estratégia fiscal crível e consistente.
Perspectivas 2026
Com a desaceleração mais evidente no fim de 2025, entramos em 2026 com a expectativa de um hiato do produto negativo, ou seja, crescimento abaixo do potencial e pressões inflacionárias menores, acompanhadas de um mercado de trabalho menos aquecido. Esse quadro, somado à queda gradual das medidas de inflação e à melhora das expectativas, abre espaço para o início do ciclo de cortes da Selic.
Nossa expectativa é que, em janeiro, o Copom ajuste o comunicado e prepare o terreno para um afrouxamento cauteloso. O Comitê deve sinalizar o início do ciclo em março, quando projetamos o primeiro corte de 0,50 p.p., dando início a um processo gradual e técnico, alinhado à preservação da credibilidade e à convergência sustentável da inflação no horizonte relevante. Mantemos a projeção de Selic em 12,5% a.a. no fim de 2026. Abaixo, apresentamos a tabela com os nossos cenários para 2026.
Cenários - Trajetórias para a Taxa Selic (% a.a.)
| Copom | Cenário Otimista | Cenário Base | Cenário Pessimista |
|---|---|---|---|
| Probabilidade | 30% | 50% | 20% |
| dez/25 | 15,00% | 15,00% | 15,00% |
| ja n/26 | 14,50% | 15,00% | 15,00% |
| ma r/26 | 14,00% | 14,50% | 15,00% |
| a b r/26 | 13,50% | 14,00% | 14,50% |
| j u n/26 | 13,00% | 13,50% | 14,00% |
| ago/26 | 12,50% | 13,00% | 13,75% |
| set/26 | 12,25% | 12,50% | 13,50% |
| n ov/26 | 12,00% | 12,50% | 13,25% |
| dez/26 | 12,00% | 12,50% | 13,00% |
Fonte: Banco Central / Elaboração: Suno Asset
Em relação à atividade econômica, esperamos um ritmo moderado. O mercado de trabalho continuará sendo o principal vetor de sustentação da renda, embora já indique sinais de acomodação. Além disso, quatro fatores devem impulsionar o consumo: i) a reforma do IR, com impacto estimado de R$ 30 bilhões; ii) a expansão do crédito consignado privado, próxima de R$ 70 bilhões; iii) o pagamento de R$ 55 bilhões em precatórios; e iv) a continuidade das transferências sociais. Mesmo assim, o crescimento de 2026 tende a ser mais fraco que o de 2025, em linha com um ambiente doméstico de menor tração. Projetamos uma alta de 1,8% para o PIB deste ano.
A inflação deve seguir uma trajetória benigna, embora com riscos. Projetamos IPCA de 4,1% em 2026. Bens industriais e alimentos continuarão contribuindo para o alívio, enquanto os serviços seguirão acima do centro da meta e sensíveis ao comportamento do mercado de trabalho. Há riscos específicos importantes: possíveis reajustes de combustíveis, impactos climáticos sobre energia elétrica e alimentos e estímulos fiscais típicos de ano eleitoral, que podem aumentar a demanda agregada.
No câmbio, esperamos uma maior estabilidade no início de 2026, em um ambiente externo favorável, com dólar estruturalmente mais fraco e diferencial de juros ainda elevado a favor do Brasil. Porém, riscos fiscais, incertezas eleitorais, déficit externo crescente e os cortes da Selic — que reduzem esse diferencial — devem limitar a apreciação e aumentar a volatilidade ao longo do ano. Mantemos a projeção de R$ 5,65 para o fim de 2026, com os maiores episódios de volatilidade concentrados no segundo semestre, refletindo as incertezas eleitorais.
A política será o principal vetor dessa volatilidade.O paralelo com 2014 é ilustrativo: pesquisas que indicavam alternância de poder impulsionavam a bolsa e derrubavam o dólar; quando o cenário se revertia, a correção ocorria rapidamente. Em 2026, em um ambiente de forte polarização, poderemos observar movimentos semelhantes na bolsa — períodos de otimismo do mercado seguidos de ajustes bruscos conforme as pesquisas forem atualizadas. Em 2025, presenciamos dias semelhantes.
Além disso, como observado globalmente, governos incumbentes têm enfrentado mais dificuldade para se reeleger, o que tende a estimular aumentos de gastos públicos, tanto na esfera federal quanto estadual, ampliando o risco fiscal.
Ainda assim, mesmo diante desses desafios, acreditamos que a bolsa brasileira tende a se beneficiar sobretudo da queda dos juros.
Conclusão
O ano de 2025 mostrou que previsibilidade, coordenação e comunicação são tão importantes quanto as medidas adotadas. O Brasil se beneficiou do ambiente externo mais favorável, da apreciação do câmbio e do processo de desinflação, embora ainda enfrentasse limitações fiscais.
Agora, 2026 se apresenta como uma consolidação da transição iniciada em 2025: juros iniciando um ciclo de queda, inflação mais comportada, crescimento moderado, mas com o quadro fiscal sendo colocado à prova. As atenções se voltam para o cenário político, que tende a gerar volatilidade, especulações e movimentos exagerados de mercado conforme as pesquisas forem divulgadas.
Segue abaixo a tabela das nossas estimativas. Caso necessário, faremos novas revisões das nossas projeções.
Projeções Suno
| I ndicadores | 2023 | 2024 | 2025 | 2026 |
|---|---|---|---|---|
| PI B (var % a.a. real em volu me) | 3,2% | 3,4% | 2,4% | 1 ,8% |
| PI B Nominal (R$ bi) | R$ 1 0,943 | R$ 11 ,745 | R$ 12,553 | R$ 13,325 |
| Taxa de Desem prego (%, fim do período) | 7,4% | 6,2% | 5,8% | 6,5% |
| I PCA (%, a/a, fim de período) | 4,6% | 4,3% | 4,5% | 4,3% |
| I PCA - Ad ministrados (%, a/a, fim de período) | 9,1 % | 4,7% | 4,9% | 4,1 % |
| I PCA - Livres (%, a/a, fim de período) | 3,1 % | 4,9% | 4,4% | 4,3% |
| Taxa Selic (% a.a., fim de período) | 11 ,75% | 12,25% | 15,0% | 12,5% |
| Taxa de Câm bio (R$/US$, fim de período) | 4,85 | 6,19 | 5,40 | 5,65 |
| Balança comercial (US$ bilhões) | 98,8 | 74,6 | 59,2 | 63,8 |
| Resu ltado Primário do Governo Central (% PI B) - meta | 2,30% | 0,1 0% | 0,25% | 0,40% |
| Resu ltado Primário do Governo Central (% PI B) | 2,41 % | 0,38% | 0,6% | 0,8% |
| Dívida Bruta - DBGG (% PI B) | 0,74 | 0,76 | 78,9% | 83,0% |
| Dívida Líq u ida do Setor Pú blico - DLSP (% PI B) | 0,60 | 0,61 | 65,5% | 68,0% |
Fonte: IBGE, Banco Central e ComexStat / Elaboração: Suno Asset
D E S E M P E N H O N O M E R C A D O S E C U N D Á R I O
(COTAÇÃO, LIQUIDEZ)
No mercado secundário, a cota do SNME11 em janeiro teve variação de 0,62%, configurando um retorno total de 2,17% considerando a distribuição de R$0,15 no mês (referente a distribuição do mês de janeiro), e volume diário médio de negociação de R$ 331 mil. O fundo encerrou o mês com preço de fechamento de R$ 9,72 por cota, frente a um valor patrimonial por cota de R$ 9,58.

Fonte: Suno Asset e Quantum.
No mês de janeiro, houve uma abertura da curva real de juros, tendo como base a NTN-B com vencimento em 2035, que saiu de 7,39% para 7,48% ao final do mês, uma abertura de 9 basis points. Mesmo com a abertura da curva real de juros, o IFIX fechou o mês de dezembro com uma performance de +2,27%.

Fonte: Suno Asset e Quantum.
D E S E M P E N H O P A T R I M O N I A L
(PERFORMANCE, ALPHA, UPSIDE POTENCIAL)
Performance Comparada ao Benchmark

Fonte: Suno Asset e Quantum.
No mês de janeiro, observou-se uma valorização no IFIX de 2,27%, enquanto o SNME11 teve retorno patrimonial total de 1,15% no período. O retorno do IPCA + Yield IMA-B foi de 0,97%. O fundo encerrou o período com um Alfa de +5,89% sobre o IPCA + Yield do IMA-B desde o seu início em setembro de 2023. Vale ressaltar, também, o Alfa de 16,09% em relação ao IFIX no período, valor bastante expressivo, evidenciando a composição defensiva e descorrelacionada do portfolio frente ao IFIX.
Ao longo do mês, em relação à carteira investida em cotas de Fundos de Investimento Imobiliário, os veículos, no consolidado, foram os que mais tiveram impacto no retorno patrimonial, em linha com a variação positiva do IFIX no mês. A alocação em CRI seguiu contribuindo positivamente com a performance ao longo do período.
| SNME11 | IPCA + YIELD IMAB | ALFABENCH | ALFAIFIX | |
|---|---|---|---|---|
| 2023 | 3,57% | 2,43% | 1,13% | 0,71% |
| 2024 | 11,49% | 14,24% | -2,75% | 14,68% |
| 1T25 | 18,12% | 18,65% | -0,53% | 15,21% |
| 2T25 | 20,94% | 21,95% | -1,00% | 12,73% |
| 3T25 | 29,48% | 25,19% | 4,29% | 17,98% |
| 4T25 | 32,61% | 28,41% | 4,19% | 15,33% |
| JAN/26 | 35,55% | 29,66% | 5,85% | 16,09% |
Elaboração: Suno Asset.
Alpha (SNME11 x IPCA + Yield IMA-B x IFIX)

Elaboração: Suno Asset.
R E S U LTA D O C O N TÁ B I L
Em dezembro, o Fundo contou com resultado distribuível de R$ 0,1174 por cota, e provisionamento de R$ 0,1000 por cota distribuídos em 25/02/2026, restando R$0,0513 em reserva acumulada distribuível.
Book de FIIs: o resultado consolidado da carteira de FIIs foi de R$ 663 mil, o resultado foi favorecido por uma operação estruturada que resultou no ganho de capital de R$ 209 mil, rendimentos de FIIs atribuíram R$473 mil.
Book de Renda Fixa: o resultado consolidado da carteira de CRIs foi de R$ 477 mil totalmente vindos de juros e correção monetária atribuíram. O caixa contribuiu com um resultado líquido de 69 mil.
É esperado que o SNME11 distribua seu resultado recorrente nos próximos meses, sendo certo que toda reserva acumulada será distribuída até o último mês imediatamente anterior a finalização do evento de fusão/incorporação do SNFF11 pelo SNME11.
A demonstração do resultado do exercício encontra-se na próxima página.
D E M O N S T R A Ç Ã O D O R E S U LT A D O D O E X E R C Í C I O
| MÊS | AGO/25 | SET/25 | OUT/25 | NOV/25 | DEZ/25 | JAN/26 |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1. BOOK DE FIIS | 556.498 | 2.064.309 | 391.306 | 412.262 | 966.680 | 471.627 |
| 1.a. Rendimento de FIIs | 362.939 | 308.625 | 391.306 | 412.262 | 397.034 | 473.221 |
| 1.b.Ganho de Capital | 193.559 | 2.194.605 | - | - | 556.035 | 17.228 |
| 1.c.IR Ganho de Capital | - | -438.921 | - | - | -2.393 | -18.822 |
| 1.d.Outras Receitas | - | - | - | - | 16.004 | 0 |
| 2. BOOK DE AÇÕES | 11.211 | 6.641 | 9.022 | 37.075 | 28.278 | 175 |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 2.a.Dividendos e JCP | 11.211 | 6.641 | 9.022 | 37.075 | 28.278 | 175 |
| 3. BOOK DE RENDA FIXA | 400.102 | 364.852 | 320.529 | 279.603 | 429.507 | 476.675 |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 3.a. Juros e Correção | 392.540 | 352.725 | 281.030 | 239.318 | 327.082 | 407.834 |
| 3.b. Ganho de Capital | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 |
| 3.c. Caixa | 11.615 | 14.740 | 42.815 | 46.339 | 105.974 | 84.661 |
| 3.d. IR | -4.053 | -2.613 | -3.316 | -6.054 | -3.549 | -15.820 |
| 4. DESPESAS | -63.783 | -62.972 | -87.160 | -71.885 | -523.124 | -77.904 |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 4.a. Taxa de Administração | -22.000 | -22.000 | -22.000 | -22.000 | -22.000 | -22.000 |
| 4.b. Taxa de Gestão | -33.186 | -33.186 | -36.942 | -36.087 | -36.007 | -36.007 |
| 4.c. Taxa de Performance | -456.159 | 0 | ||||
| 4.c. Outras Receitas e Despesas Operacionais | -8.597 | -7.786 | -28.218 | -13.798 | -8.958 | -19.898 |
| 5. RESULTADO (=) | 904.028 | 2.372.830 | 633.697 | 657.055 | 901.340 | 870.575 |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 5.a. Resultado / Cota | 0,1214 | 0,3193 | 0,0851 | 0,0883 | 0,1215 | 0,1174 |
| 5.b. Distribuição / Cota | 0,11 | 0,15 | 0,15 | 0,15 | 0,15 | 0,1000 |
| 5.c. Reserva Acumulada | 0,0280 | 0,1954 | 0,1310 | 0,0624 | 0,0339 | 0,0513 |
Elaboração: Suno Asset.
Distribuição

Elaboração: Suno Asset.
Resultado por Fonte

Elaboração: Suno Asset.
A L O C A Ç Õ E S E M O V I M E N TA Ç Õ E S
R$ 71,07 MM Patrimônio Líquido do Fundo
IPCA + 18,48% | 0,22 | R$ 4,09 MM Taxa média dos CRIs a IPCA + Duration + Posição Financeira
INCC + 11,00% | 0,00 | R$ 2,65 MM Taxa média dos CRIs a INCC + Duration + Posição Financeira
18,78% Yield médio ponderado da carteira de CRIs
7 Número de ativos (CRIs) na carteira
CDI + 4,68% | 1,57 | R$ 18,63 MM Taxa média dos CRIs a CDI + Duration + Posição Financeira
IGPM + 0,00% | 0,00 | R$ 0,00 MM Taxa média dos CRIs a CDI + Duration + Posição Financeira
35 Número de ativos (FIIs + Ações) na carteira
Durante o mês de janeiro de 2026, a fim de gerar liquidez, o fundo alienou aproximadamente R$ 1,4 milhões em FIIs líquidos, reforçando o caixa para execução de novas estratégias.
Dentre os movimentos, destaca-se a alienação de 17% da posição em PATL11, haja vista que no mês de janeiro o ativo negociou a preços atrativos frente a expectativa de retorno após a conversão em HGLG11. A alienação foi realizada com lucro de aproximadamente 12% frente ao preço médio de aquisição.
Do lado das aquisições, o SNME11 aumentou posição no IRIM11 em aproximadamente R$ 1,3 milhões, aproveitando o desconto no mercado secundário. Na visão da gestão, o ativo oferece carrego atrativo e potencial de ganho de capital.
Quanto aos CRIs Vanguarda, os papeis foram vencidos após AGT em 18 de agosto após serem verificados desvios de vendas realizados pela construtora. Com isso, o CRI está oficialmente em processo de recuperação. Hoje, todas as unidades de ambos os empreendimentos (Jonathan Nunes e Dom Severino), com exceção daquelas devidamente permutadas no início da operação e das quitadas pelos adquirentes formais, já estão em nome da securitizadora. Com isso, eventuais adquirentes terceiros, não adequados à estrutura da operação, devem travar litígios contra a securitizadora, que está preparada para defender o direto fiduciário às unidades dos edifícios. Em relação ao repasse das carteiras, temos que ambos os empreendimentos hoje encontram-se pendentes do Habite-se. O Dom Severino conta com pouco menos de 80% das obras realizadas, e a securitizadora está avaliando junto a outras construtoras locais uma transferência de obra para o término do empreendimento, processo nada simples. Até lá, o canteiro de obras permanecerá fechado. Já no Jonathan Nunes, o empreendimento está pronto, mas por pendências documentais da Vanguarda Construtora, não foi possível registrar o Habite-se do edifício. A securitizadora já conta com um processo judicial em curso para obtenção do documento, uma vez que a Vanguarda já foi retirada da matrícula das unidades, mas a previsão é que isso deve levar ainda alguns meses para ocorrer por esse caminho. Com o Habite-se do Jonathan Nunes, será possível repassar aproximadamente R$ 20MM da carteira do empreendimento. Finalmente, estudam-se medidas contra a Vanguarda Engenharia LTDA pelas ocorrências apontadas pela auditoria. Com o cenário atual, temos uma expectativa atualizada próxima a 83% do preço de custo. O PU do papel já está devidamente marcado próximo ao valor de custo no Fundo (R$ 1.061,00). Atualizaremos os investidores quanto aos passos e êxitos da recuperação.
CARTEIRA DE CRIs
| Identificação | Perfil de risco | Código CETIP | Setor | Rating | Index | Yield HTM | Yield MTM | Duration (anos) | Volume SNME | % PL | LTV | Pagamento de juros |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| OP. COMPROMISS ADAS | Pulverizado | R$9,98 | 14,05 % | |||||||||
| CRI MZM | Pulverizado | 22I1465810 | Incorporação | A4 | IPCA | 12,95% | 19,26% | 0,13 | R$3,57 | 5,03% | 70% | Bullet |
| CRI COMPORTE | Corporativo | 23I1270600 | Transporte | A2 | CDI | 3,50% | 4,40% | 2,05 | R$3,28 | 4,62% | 60% | Mensal |
| CRI VANGUARDA | Pulverizado | 22G1233041 | Incorporação | D | INCC | 11,50% | 11,00% | 0,00 | R$2,65 | 3,73% | 52% | Mensal |
| CRI BIT SÉRIE 2 | Pulverizado | 22J1411297 | Incorporação | A3 | CDI | 5,50% | 5,50% | 0,69 | R$2,26 | 3,18% | 60% | Mensal |
| CRI ARPOADOR (SÊNIOR) | Pulverizado | 23J2266231 | Incorporação | A1 | CDI | 4,00% | 4,50% | 1,71 | R$ 1,72 | 2,42% | 43% | Mensal |
| CRI BIT | Pulverizado | 22J1411295 | Incorporação | A3 | CDI | 5,50% | 5,50% | 0,69 | R$ 1,40 | 1,97% | 60% | Mensal |
| CRI ASTIR | Pulverizado | 21L0285556 | Incorporação | A2 | IPCA | 10,50% | 13,09% | 0,79 | R$0,52 | 0,73% | 42% | Mensal |
CARTEIRA DE AÇÕES
| Identificação | Setor | Qtde. Cotas | Cotação | Vol SNME | % PL |
|---|---|---|---|---|---|
| IGTI11 | Shoppings | 20.000 | R$ 28,50 | R$ 0,57 | 0,80% |
| EZTC3 | Incorporação | 19.073 | R$ 15,14 | R$ 0,29 | 0,41% |
CARTEIRA DE FIIs
| Identificação | Setor | % PL |
|---|---|---|
| RELG11 | Industrial e Logístico | 8,56% |
| TRXY11 | Híbrido | 6,05% |
| IBBP11 | Industrial e Logístico | 4,71% |
| RBRP11 | Lajes Corporativas | 4,34% |
| GGRC11 | Industrial e Logístico | 3,82% |
| IRIM11 | Papel | 3,48% |
| TGAR11 | Híbrido | 3,12% |
| VRTM11 | Híbrido | 3,11% |
| PCIP11 | Papel | 3,01% |
| CXCO11 | Renda Urbana | 2,71% |
| BTHF11 | Híbrido | 2,02% |
| PSEC11 | Híbrido | 1,76% |
| MCMV11 | Desenvolvimento | 1,63% |
| INOI11 | Industrial e Logístico | 1,60% |
| PATL11 | Industrial e Logístico | 1,31% |
| LVBI11 | Industrial e Logístico | 0,84% |
| RBRX11 | Híbrido | 0,82% |
| ITRI11 | Híbrido | 0,81% |
| VGIP11 | Papel | 0,81% |
ALOCAÇÕES

Exposição por Indexador

Exposição por Duration (em anos)

Exposição por Setor


Exposição por Securitizadora


Concentração Média do SNME11 - CRIs

M O N I T O R A M E N T O D O S AT I V O S
Em substituição ao nosso Relatório de Monitoramento mensal e ao nosso Relatório de Risco semestral, estamos implementando este tópico para trazer ao nosso Relatório Gerencial uma maior visualização sobre o status dos ativos, principalmente aqueles que cuja performance do projeto é essencial para a saúde do crédito. O objetivo é dar transparência ao andamento das operações e indicar, de forma direta, eventuais planos de ação tomados em caso de operações que requerem atenção aumentada da gestão.
Consideramos a transparência ao cotista algo fundamental para um maior entendimento do momento atual da carteira do fundo e qual o posicionamento do time de gestão perante estes ativos. Pontos como avanço de obras, vendas e adimplência da carteira de recebíveis serão diretamente atualizados todo mês, a fim de acompanharmos o progresso dos ativos investidos e a evolução do portfólio.
Vale destacar, que por questões de acesso à informação e processos de consolidação de resultados envolvendo os prestadores de serviço das operações, o monitoramento pode ocorrer com uma defasagem de um mês frente à data de referência do RG. Isto é, com o RG do mês de junho, alguns ativos podem conter a informação mais atualizada do mês de maio.
Esperamos que essa nova abordagem no Relatório Gerencial agregue informação e segurança aos nossos cotistas.
Boa leitura!
E N Q U A D R A M E N T O D O S F U N D O S D A S O P E R A Ç Õ E S
| Mês de Ativo RG Enquadrada? FL/FR/FJ Enquadrado? Fundo de Obra FD Enquadrado? Referência | |||||
| CRI ASTIR | Enquadrado | Enquadrado | N/A | N/A | dez/25 |
| CRI MZM | Desenquadrado | N/A | Enquadrado | Desenquadrado | dez/25 |
| CRI BIT | Enquadrado | Enquadrado | Enquadrado | Enquadrado | dez/25 |
| CRI COMPORTE | N/A | Enquadrado | N/A | Enquadrado | dez/25 |
| CRI ARPOADOR | Enquadrado | N/A | Enquadrado | Enquadrado | dez/25 |
| CRI VANGUARDA | Desenquadrado | N/A | Desenquadrado | Desenquadrado | dez/25 |
Nota da Gestão:
Os fundos de despesas desenquadrados das operações foram devidamente recompostos nos meses de acordo com a cascata de pagamento dos CRI.

N Í V E L D A C A R T E I R A V E N D I D A

C A R T E I R A A V P E E S T O Q U E

Fonte: Servicers e Securitizadoras | Elaboração: Suno Asset
I N A D I M P L Ê N C I A D A C A R T E I R A D E R E C E B Í V E I S

C O N C E N T R A Ç Ã O M Á X I M A D A C A R T E I R A

R A Z Ã O D E G A R A N T I A

Fonte: Servicers e Securitizadoras | Elaboração: Suno Asset
C O M E N T Á R I O S S O B R E O S A T I V O S
CRI BIT

Ticker: 22J1411295
Setor: Incorporação
Remuneração: CDI + 5,50%
LTV: 60,00%
Localização: Barueri, SP
% PL SNME: 5,15%
Obra Executada 60,58%
% de Vendas 73,70%
STATUS: Mensal
Desenquadramentos

RG: 138,9%
Fundos de Obras
Desenquadrado
Comentário da Gestão
Em dezembro, o empreendimento registrou 4 vendas líquidas (5 vendas e 1 distrato). As obras avançaram pouco mais de 2% no mês, a 60,58%, mas 69,46% considerando a medição paga e estocada em obras. A inadimplência segue controlada na casa dos 3%, enquanto a razão de garantia teve leve desenquadramento a partir de uma grande integralização da 4ª e última série da operação (139,1%), apesar de ainda bem composta. Seguimos monitorando a situação de perto, confiantes na performance da operação a partir do bom nível de vendas e avanços de obras. A projeção é de entrega em julho/26.
Fonte: Habitasec, Neo | Elaboração: Suno Asset
CRI MZM

Ticker: 22I1465810
Setor: Incorporação
Remuneração: IPCA + 12,95%
LTV: 70,00%
Localização: São Bernardo do Campo, Sp
% PL SNME: 5,03%




STATUS: Mensal
RG: 125,1%
Fundos de Obras e
Reserva Enquadrados
Comentário da Gestão
No mês de dezembro, o saldo de vendas ficou zerado, mas houve 2 vendas e 2 distratos, com as vendas sendo feitas em um preço superior ao valor dos distratos. As obras, embora atrasadas, avançaram bem ao longo de dezembro, em 4,1%, e esperamos que o ritmo continue bom ao longo dos próximos meses, de maneira que a obra seja finalizada ainda no primeiro semestre do ano. A Razão de Garantia ainda está abaixo de 130%, que é o valor mínimo, mas estamos em processo de diligência para a adição de uma nova garantia, que fará a Razão reenquadrar. Com isso, continuamos confiantes na saúde do CRI e acompanhando de perto todos os avanços.
Fonte: Virgo, Neo, Harca Engenharia | Elaboração: Suno Asset
CRI VANGUARDA

Ticker: 22G1233041
Setor: Incorporação
Remuneração: INCC + 11,50%
LTV: 52,00%
Localização: Teresina, PI
% PL SNME: 3,73%
STATUS: Mensal
Desenquadramentos
RG: 58,7%
Fundos de Obras
Enquadrado
Comentário da Gestão
O mês de agosto marcou o vencimento do CRI e o início das ações de recuperação do crédito. Nesse sentido, ao longo dos meses de setembro, outubro e novembro, a securitizadora empreendeu esforços para realizar a alienação dos imóveis em seu favor, tanto a nível de estoque, quanto de carteira, processo que foi devidamente finalizado. Apesar de o nível de vendas formal da operação estar próximo aos 65%, com a continuidade da auditoria, verificou-se que algumas unidades estão atualmente em litígio junto a supostos adquirentes após verificação de alienação indevida conforme declarado na AGT de vencimento do papel.
Quanto às obras, o edifício Jonathan Nunes encontra-se finalizado e o Dom Severino com 75% de conclusão (já após a auditoria final da Binswanger), mas com dificuldade na retomada de obras pela ausência de construtoras interessadas no projeto. Ainda, está se estudando a constituição de condomínio de moradores em ambos os empreendimentos para superar pendências relacionadas à construtora e haver o devido repasse bancário das unidades compradas, bem como o término da obra do Dom Severino. O processo é complexo, dada a praça de Teresina com poucas empresas disponíveis para o serviço, bem como as existência de ações de supostos permutantes, que não estavam corretamente associados às unidades, fruto das medidas desconformes da Vanguarda Engenharia na operação. Com isso, quando consideramos somente as unidades livres de litígio e que foram alienadas à securitizadora, a atual razão de garantia da operação em relação ao preço de custo decresce para 59%. Haverá disputa judicial contra os adquirentes informais, que pode elevar essa recuperabilidade para próximo dos 85% do custo. Um ponto positivo é que todas as unidades não quitadas devidamente no âmbito dos CRI já estão registradas em nome da securitizadora, o que fortalece a posição de recuperabilidade do estoque eventualmente alvo de litígio. Seguiremos atualizando os investidores quanto a esse panorama.
Fonte: Neo, MV Engenharia, Casa de Pedra | Elaboração: Suno Asset
Ticker:23J2266231| 23J2809383
Setor: Incorporação
Remuneração: CDI + 4,50% (Sr.) | CDI + 12,00% (Sub.)
LTV: 43,00%
Localização: Vila velha, ES
Comentário da Gestão
Em dezembro, o empreendimento avançou 0,77%, alcançando 99,11% de execução. Com o empreendimento praticamente integralmente vendido e finalizado e razão de garantia próxima a 200%, a operação permanece saudável e próxima de ser concluída. Esperamos observar o habitese em janeiro de 2026, com maiores amortizações a partir de fevereiro de 2026.

Desenquadramentos RG: 197,8% Fundos de Despesas e Obras Enquadrado
CRI ASTIR

Ticker: 21 L0285556
Setor: Incorporação
Remuneração: IPCA + 10,50%
LTV: 42,00%
Localização: Porto Alegre, RS
% PL SNME: 0,73%

Parecer Saudável


% de Vendas 62,07%
Obra Executada 100,00%

Inadimplência 2,65%
STATUS: Mensal

Desenquadramentos
RG: 2141,0%
Fundos de Despesa e
Reserva Enquadrados
Comentário da Gestão
Astir é um empreendimento vertical localizado em Porto Alegre-RS. O projeto é constituído por 5 pavimentos, 4 blocos e 60 unidades. A construtora Astir possui trackrecord em empreendimentos de alto padrão na cidade de Porto Alegre.
Em dezembro, não houve nenhuma venda no empreendimento, restando ainda 22 unidades em estoque. O saldo devedor já foi fortemente amortizado e segue sendo reduzido significativamente à medida que novas vendas são feitas. A operação tem muita margem e é saudável, devendo ser 100% quitada com a realização de mais algumas vendas.
Fonte: True, Maximus, Dexter Engenharia | Elaboração: Suno Asset
D E TA L H A M E N T O D O S D E M A I S AT I V O S
CRI COMPORTE

Ticker: 23I1270600
Setor: Transporte
Remuneração: IPCA + 8,5%
LTV: 60,00%
Garantias: AF, FR e Aval
Vencimento: Set/30
% PL SNME: 4,62%
Descrição da Operação
O grupo Comporte foi fundado em 2002 e atua como holding de diversas empresas para as quais presta apoio administrativo, financeiro e operacional, principalmente no segmento de transporte. Possui operações rodoviárias interestaduais e intermunicipais em 12 estados + DF e contratos de concessão para prestação de serviços em diversos deles.
| Informações Financeiras | 2023 | 2024 |
|---|---|---|
| Margem Bruta | 29,8% | 31,1% |
| Margem EBITDA | 31,6% | 26,2% |
| Margem Líquida | 18,8% | 14,5% |
| Dívida Líquida/EBITDA | 0,73x | 1,27x |
| Dívida Líquida/PL | 0,71x | 0,76x |
| Liquidez Corrente | 1,26 | 1,46 |
Fontes: Opea | Elaboração: Suno Asset

Localização: São Paulo
Q UA D R O D E D E L I B E R A Ç Õ E S E M A G Ts D O S AT I V O S
| Ativo | Data | Ordem do dia | Deliberação |
|---|---|---|---|
| - | - | - | - |
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Este material não tem relação com objetivos específicos de investimentos, situação financeira ou necessidade particular de qualquer destinatário específico, não devendo servir como única fonte de informações no processo decisório do investidor que, antes de decidir, deverá realizar, preferencialmente com a ajuda de um profissional devidamente qualificado, uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos face a seus objetivos pessoais e à sua tolerância a risco (Suitability)."