Relatório Gerencial XPSF11 de junho de 2026
Relatório Gerencial do XP Selection Fundo de Fundos (XPSF11), fundo imobiliário de fundos (FoF), referente a junho de 2026, com entrega no FundosNet (B3) em 23/07/2026. No pregão de 03/11/2026, a cota do XPSF11 fechou a R$ 5,95, com P/VP de 0,79 (valor patrimonial de R$ 7,51 por cota no informe mensal de setembro de 2026). O último rendimento foi de R$ 0,07 por cota, com pagamento em nov/2026, e o dividend yield dos últimos 12 meses é de 14,12% sobre a cotação de 03/11/2026. O patrimônio líquido era de R$ 325,1 milhões no informe mensal de setembro de 2026. Os indicadores são os mais recentes da base do Kartac, não os do período do documento.
Informações
- CNPJ
- 30.983.020/0001-90
- Tipo
- Relatórios
- Assunto
- Relatório Gerencial
- Data de referência
- 30/06/2026
- Data de entrega
- 23/07/2026 11:40
- Versão
- 1
- Situação
- (Ativo)
Conteúdo
asset management XP Selection FoF FII Ticker: XPSF11
Relatório Gerencial
Junho 2026
Destaques do Mês
R$0,07
Rendimento Distribuído por Cota
0,82 Preço sobre Valor Patrimonial (P/VP)
16,67% (1) Yield Anual
53.823 Cotistas
R$ 386 mil
Volume mensal médio diário de negociações
R$ 331,1 Patrimônio Líquido (em milhões)
Informações Gerais
Objetivo do Fundo
O XP Selection FOF de FII tem por objeto realizar investimentos imobiliários preponderantemente por meio da aquisição de Cotas de outros Fundos de Investimento Imobiliário. Além de Cotas de FIIs, o XP Selection pode investir em LCIs, CRIs e outros títulos do mercado imobiliário.
| InícioCNPJ | 10/07/2019 |
| 30.983.020/0001-90 | |
| Gestor | XP Vista Asset Management Ltda. |
| Administrador | XP Investimentos CCTVM S.A. |
| Código B3 | XPSF11 |
| Patrimônio Líquido | R$ 331.161.486,27 |
| Quantidade de Cotas | 43.302.140 |
| Valor Patrimonial da Cota (ex-proventos) | R$ 6,30 |
| Cota de Mercado (ex-proventos) | R$ 6,37 |
| ISIN | BRXPSFCTF009 |
| Categoria Anbima – Foco de Atuação | FII TVM Gestão Ativa – TVM |
| Taxa de Administração | 1,00% a.a. (mínimo de R$ 25 mil mensais) |
| Taxa de Performance | 20% sobre o IFIX |
| Número de Cotistas | 53.823 |
| Tributação | Pessoas físicas que detêm volume inferior a 10% do total dofundo, desde que o fundo possua, no mínimo, 50 cotistas esuas cotas sejam negociadas exclusivamente em Bolsa oumercado de balcão organizado (Lei 11.196/05), são isentas deImposto de Renda nos rendimentos distribuídos e tributadasem 20% de Imposto de Renda sobre eventual ganho decapital na venda da cota. |
| suas |
(1) Considerando o valor de fechamento da cota com um gross-up de 15% de impostos. xpsf.xpasset.com.br | Canal do Investidor: [email protected]
Comentário do Gestor
No cenário internacional, junho foi marcado pela evolução do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã: ao longo do mês, as partes anunciaram um Memorando de Entendimentos que estabeleceu uma trégua temporária, a retirada gradual do bloqueio naval americano, a reabertura do Estreito de Hormuz e um período de negociação para temas sensíveis, incluindo o programa nuclear iraniano. O principal reflexo para os mercados foi a forte queda dos preços do petróleo, que reduziu as preocupações inflacionárias e favoreceu, em um primeiro momento, a recuperação dos ativos de risco e o fechamento das curvas de juros globais. No entanto, parte desse movimento perdeu força após novas sinalizações mais restritivas por parte do Federal Reserve, cujo tom mais duro adotado após a reunião do FOMC (Federal Open Market Committee), reforçou a percepção de que os juros americanos podem permanecer elevados por mais tempo, limitando o desempenho dos mercados ao longo da segunda metade do mês.
No cenário doméstico, a inflação seguiu surpreendendo para cima ao longo do mês, corroborando a leitura de que o Banco Central manteria uma postura mais restritiva. O IPCA de maio subiu 0,58% na margem e elevou o acumulado em 12 meses de 4,39% para 4,72%, enquanto o IPCA-15 de junho pressionou ainda mais a medida de 12 meses, que atingiu 4,80%. A composição dos índices permaneceu desfavorável, com destaque para pressões em alimentação no domicílio, bens industriais e serviços, além de difusão ainda elevada, o que contribuiu para a deterioração contínua das expectativas de mercado e dificultou a leitura de que o ciclo de cortes de juros seria retomado de forma consistente.
Ainda no âmbito doméstico, junho consolidou um ambiente de maior tensão fiscal e de fragilidade da governabilidade, com o Congresso — especialmente o Senado — avançando pautas de alto custo contrárias à orientação da equipe econômica. As chamadas "pautas-bomba", cujo impacto agregado foi estimado pelo Ministério da Fazenda em cerca de R$ 111 bilhões por ano, seguiram sendo aprovadas ou ameaçaram avançar, enquanto a PEC do fim da escala 6x1, principal bandeira do governo, permaneceu travada durante todo o mês. Esse cenário de confronto entre os Poderes, somado às revelações do Caso Banco Master e às tensões eleitorais, elevou a percepção de risco institucional e reforçou as preocupações com a trajetória das contas públicas.
Diante desse cenário doméstico mais desafiador, os ativos locais continuaram refletindo principalmente o cenário externo, mas também reagiram à última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Embora o colegiado tenha promovido um corte de 25 pontos-base na Selic, conforme esperado, o comunicado foi interpretado pelo mercado como menos favorável à continuidade do ciclo de flexibilização monetária, mesmo com a percepção de que o Copom ainda quis manter aberta a porta para um novo corte. Como consequência, observamos uma abertura das taxas de juros futuras nos vencimentos mais longos, movimento que contribuiu para um desempenho mais fraco dos ativos locais durante o período.
Mais especificamente sobre os Fundos Imobiliários, junho registrou mais um período de ajuste nas cotações, com o IFIX, principal índice do setor, encerrando o mês com queda de 1,21%. Novamente, o desempenho esteve diretamente relacionado à alta das taxas de juros de longo prazo e à expectativa de juros elevados por um período mais prolongado. Entre os principais segmentos, apenas os fundos de Renda Urbana apresentaram resultado positivo, enquanto os fundos de tijolo e multiestratégia registraram as maiores desvalorizações; já os FIIs de CRI tiveram desempenho relativo melhor, beneficiados pelo elevado carrego e pela indexação de suas carteiras à inflação e às taxas de juros.
No XP Selection FoF, o Time de Gestão em junho realizou movimentações pontuais como realizar o ganho de capital com a posição marginal de KNSC e elevar a exposição em FIIs que apresentaram queda recente e na visão do Time possuem boas expectativas de rendimentos a distribuir no curto prazo, caso de KNIP11. Ainda neste mês tivemos o vencimento de um dos CRIs investidos diretamente no portfolio, o qual foi pago integralmente e com isso encerramos o mês com 3% do PL em caixa. O Time de Gestão segue analisando novas oportunidades de alocação tanto em CRIs diretos como em fundos imobiliários visando uma alocação eficiente diante do atual cenário que vislumbramos para os próximos meses. Seguimos com a alocação do fundo com um perfil relativamente mais conservador com a elevação da alocação em FIIs de CRIs dado a expectativa do Time de um segundo semestre mais volátil com a aproximação das eleições, pressões inflacionárias diante dos estímulos fiscais recentes e cenário externo ainda incerto. Maiores informações a respeito da estrutura destes CRIs e respectivas garantias podem ser encontradas na página 8 deste relatório.
O XPSF11 encerrou junho cotado a R$ 6,37 por cota , com um dividend yield de 16,67% anualizado, e a cota patrimonial atingiu R$ 7,72 antes da distribuição de proventos, resultando em um dividend yield de 13,58% ao ano. Ressalta-se que o cálculo do dividend yield considera a cota de fechamento do mês anterior à distribuição e um gross-up de 15%, referente ao imposto.

Apresentação Trimestral (ref. 4T2025)

Apresentação Trimestral (ref. 3T2025)

Apresentação Trimestral (ref. 2T2025)
Distribuição de Rendimentos
A distribuição de R$ 0,07 por cota comunicada no fim de Junho-26 será realizada em 14/07/26 para os detentores de cotas do Fundo (XPSF11) em 30/06/26.
No semestre até o momento foi distribuído montante equivalente a 100,4% dos lucros apurados segundo o regime de caixa, sendo:
| Fluxo Financeiro | jun/26 | 1S26 | Últimos 12 meses | |
| Receitas1 | 3.340.949 | 19.716.210 | 39.079.109 | |
| Rendimentos – Fll | 2.618.318 | 15.944.877 | 33.844.455 | |
| Ganhos de Capital – Fll | 76.573 | 277.622 | -114.658 | |
| Rendimentos – CRI | 515.851 | 2.927.565 | 4.248.919 | |
| Ganhos de Capital – CRI | 109.158 | 116.663 | 158.187 | |
| LCl e Renda Fixa | 21.049 | 449.483 | 942.206 | |
| Despesas² | -237.144 | -1.605.079 | -3.141.148 | |
| Despesas Operacionais | -232.408 | -1.503.946 | -2.929.153 | |
| IR Sobre Receita Financeira | -4.736 | -101.133 | -211.995 | |
| IR Sobre Granho de Capital | 0 | 0 | 0 | |
| Resultado | 3.103.805 | 18.111.131 | 35.937.961 | |
| Resultado Médio por Cota* | 0,072 | 0,070 | 0,069 | |
| Rendimento Distribuido | 3.031.150 | 18.186.899 | 35.507.755 | |
| Distribuição Média por Cota* | 0,070 | 0,070 | 0,068 | |
(1) Rendimentos - FII: Receita auferida com base nos rendimentos distribuídos dos fundos investidos pelo XPSF11. Ganhos de Capital - FII: Considera o resultado gerado pelas vendas das cotas dos fundos investidos pelo XPSF11. Rendimentos - CRI: considera os pagamentos periódicos de juros remuneratórios e atualização monetária realizados pelos devedores. Ganhos de Capital - CRI: Considera o resultado realizado através das vendas de CRI no mercado. (2) Despesas Operacionais: Relacionadas propriamente ao Fundo, incluindo taxa de administração, taxa de performance, honorários advocatícios, taxas da CVM, SELIC, CETIP e B3, entre outros. IR Sobre Receita Financeira: Relacionada ao recolhimento de imposto de renda sobre os rendimentos de investimentos realizados em ativos não isentos. IR Sobre Ganho de Capital: Referente ao imposto de renda recolhido sobre os ganhos de capital auferidos nas vendas das cotas dos fundos investidos pelo XPSF11.
Resultado Financeiro e Distribuição por Cota¹


(1) O resultado financeiro é calculado com base no regime de caixa
Relação entre Valor de Mercado e Valor Patrimonial
Uma das principais características de um Fundo de Fundos Imobiliário (FoF) é que seus ativos são precificados a mercado, ou seja, o portfólio de cotas de FIIs que um FoF possui, varia diariamente de acordo com os valores de fechamento destes FIIs negociados na B3. Com isso, em momentos de turbulência, onde as cotas de FIIs se desvalorizam de maneira generalizada no mercado secundário, a cota patrimonial dos FoFs também acaba se depreciando. No entanto, mesmo após o desempenho recente mais positivo para o segmento de FoFs, consideramos que tal segmento ainda se encontra em patamares atrativos diante da expectativa de evolução dos Fundos Imobiliários ao longo do ano, perspectiva ancorada principalmente na possibilidade do início do ciclo de afrouxamento monetário por parte do Banco Central. No caso do XPSF por exemplo, proporciona um valor de cota para os investidores ainda descontado em relação ao valor patrimonial atual do Fundo e um desconto adicional quando considerado o valor patrimonial dos FIIs presentes no portfólio do XP Selection. Portanto, inserimos esta seção para facilitar o comparativo dos valores entre tais cotações aos investidores.

XPSF11 - Cota Patrimonial Ajustada em 30/jun(Considerando o valor patrimonial das cotas dos FIIs investidas pelo XPSF11)
Liquidez
As cotas do XPSF11 começaram a ser negociadas em 17/02/2020. Desde então, ocorreram negociações que somadas movimentaram um volume de R$ 1.339 milhões.
A liquidez média diária na bolsa desde o início do fundo foi de aproximadamente R$ 0,8 milhão e a cotação no mercado secundário fechou o mês em R$ 6,30 por cota ex-rendimentos, sendo R$ 0,07 por cota de rendimentos divulgados no encerramento do pregão do dia 30/06/2026 .
| jun/26 XP Selection FOF - FII |
|---|
| 100% Presença em pregões |
| Volume negociado 8.112.896 |
| Cotas Negociadas 1.289.348 |
| Giro (% do total de cotas) 2,98% |
| R$ 272.803.482 Valor de mercado |
| Valor patrimonial R$ 331.161.486 |
| Valor de mercado / Valor patrimonial 82,38% |
| 43.302.140 Quantidade de cotas |
Fonte: B3 / Broadcast
Evolução da Cota ex-proventos e Volume Médio Diário

*Valores ex-proventos e ajustados considerando o desdobramento de 1:10 ocorrido em 05/05/2022
Portfólio
Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs)


Alocações no mês:
28.975 cotas de TEPP11: R$ 0,2 mm
1.196 cotas de KNIP11: R$ 0,1 mm
Vendas no mês:
- 25.000 cotas de KNSC11: R$ 0,2 mm

Portfólio (cont.)
Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs)
| Código* | Securitizadora | Devedor | Emissão/Série | Qtd. | Volume (BRL MM) | % do PL | Data de Aquisição | Vencimento | Index. | Taxa Emissão | Periodicid ade |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 24C1998433 | Opea | HBR | 1/265 | 4.000 | 3,7 | 1,1 | nov/21 | ago/27 | CDI + | 2,00% | Mensal |
| 25B2178970 | Canal Sec. | Embraed | 1/128 | 2.500 | 1,5 | 0,5 | fev/25 | set/29 | CDI + | 4,00% | Mensal |
| 25C3830957 | Bari | HBR (Hotel W) | 39/2 | 2.072 | 2,0 | 0,6 | mar/25 | mar/37 | CDI + | 3,00% | Mensal |
| 25F2094673 | Bari | Helbor | 51/1 | 5.018 | 3,4 | 1,0 | jun/25 | jul/35 | CDI + | 2,60% | Mensal |
| 19I0737680 | Habitasec | JCC Iguatemi | 163/1 | 16.866 | 13,5 | 4,3 | jan/26 | set/34 | CDI + | 1,30% | Mensal |
| 25J3837465 | Opea | Lucio | 509/1 | 13.907 | 6,9 | 2,0 | nov/25 | set/32 | CDI + | 1,50% | Mensal |
| 19B0177968 | Riza Sec. | RNI Constru. | 1/31 | 4.302 | 1,2 | 0,4 | mai/26 | fev/29 | CDI + | 1,30% | Mensal |
| 25H0243074 | Opea | Brasil Terrenos | 290/1 | 1.666 | 1,6 | 0,5 | mai/26 | ago/30 | CDI % | 105% | Mensal |
| Total | 35,3 | 10,36 | CDI + | 1,74% |
CRI HBR Pedroso Alvarenga (24C1998433): Operação de CRI cujo devedor é a HBR Realty, empresa listada na B3, que conta com alienação fiduciária de imóvel na rua Pedroso Alvarenga, em área nobre da cidade de São Paulo, com valor de mercado de R$117MM, Alienação Fiduciária de Quotas da SPE desenvolvedora do projeto e Fundo de Reserva
| Embraed (25B2178970): Operação é resultado da securitização Embreaed CRI de carteira de recebíveis selecionados da | |||||
| Empreendimentos, incorporadora e construtora fundada em 1984 focada no alto padrão e conhecida por seus projetos exclusivos em | |||||
| Balneário Camboriú – SC. O CRI conta com cessão fiduciária de recebíveis, aval PJ, fundo de reserva e fundo de despesas |
| CRI HBR - Hotel W (25C3830957): O ativo é lastreado em uma CCI com destinação em despesas imobiliárias do Hotel W da HBR. O |
|---|
| CRI conta com (i) AF do imóvel do W São Paulo Hotel (registro após quitação do SFH), (ii) CF do Sobejo em caso de execução do Hotel |
| W e (iii) AF das Quotas da SPE HBR 15, detentora do W São Paulo Hotel, (iv) CF do NOI do W São Paulo Hotel, (v) Fundo de Reserva. |
CRI Helbor (25F2094673): Os CRIs são lastreados em CCBs imobiliárias devidas pela Helbor. A Helbor é uma empresa listada que possui 47 anos de experiência e atuação em diversas cidades brasileiras exclusivamente nas atividades de incorporação. O CRI conta com robusta estrutura de garantias: (i) AF de unidades dos Empreendimentos Helbor Corporate Tower (avaliado em aproximadamente R$62,9mm) e Helbor Trilogy (avaliado em aproximadamente R$59,7mm); (ii) fundo de reserva; e (iii) fundo de despesas e (iv) CF de contratos de locação com a WeWork e Hub da Saúde.
CRI Lucio (25J3837465): Os CRIs são lastreado em CCIs da Lucio para a quitação da compra de CEPACs. A Lucio é uma tradicional incorporadora com 44 anos de experiência que atua no mercado imobiliário residencial de alta, média e baixa renda. Além de ter investimentos proprietários de empreendimentos comerciais na cidade de São Paulo. Como garantias o CRI conta com (i) AF de participação; (ii) CF de direitos creditórios; (iii) Fundo de reserva; e (iv) Fundo de despesas.
CRI JCC Iguatemi Fortaleza (19I0737680): Ativo muito sólido e referência na região, grupo com forte posição financeira e robusta posição de caixa, aliados à ampla estrutura de garantias e mecanismos de controle, dão total conforto à equipe de gestão. Como garantias o CRI conta com (i) CF de dividendos do shopping, que devem perfazer ao menos 165% da PMT do CRI Sênior; (ii) AF de fração ideal do shopping, com LTV Sênior de 44,71%; (iii) Aval corporativo da Holding; e (iv)Três tranches de subordinação, com holding possuindo 10% da emissão.
CRI RNI Construtora (19I0737680): A RNI faz parte das Empresas Rodobens, holding diversificada e capitalizada, formada por empresas especializadas nos segmentos de varejo automotivo, serviços financeiros e imobiliários. Como garantias o CRI conta com (i) Cessão fiduciária dos recebíveis e promessa de cessão dos futuros recebíveis de dois empreendimentos da companhia com mecanismo de cash sweep; e (ii) Aval da holding controladora do grupo.
CRI Brasil Terrenos (25H0243074): Operação lastreada na carteira de recebíveis de 10 loteamentos (Cidade Jardim) localizados em Parauapebas no Pará, com mais de 7.000 contratos ativos cedidos para a operação e aproximadamente 260 milhões de valor de carteira elegível. O CRI conta com (i) Cessão fiduciária dos recebíveis e vendas futuras; (ii) Alienação Fiduciária das quotas das sociedades detentoras dos Empreendimentos; (iii) Fundo de Reserva dinâmico no valor de 01 PMT; (iv) Fiança e coobrigação dos sócios pessoa jurídica
Análise Sobre o Segmento de FIIs
O time de gestão continuou analisando os FIIs pertencentes a sua “Watch List”, e abaixo encontra-se uma breve descrição do que esperamos para cada classe de fundo, alvo de investimentos pelo XP Selection.
Fundos de CRIs
Diante das incertezas nos cenários externo e doméstico, os fundos de papel se destacam como alocação resiliente. Do ponto de vista de crédito, papéis estruturados como CRIs e CRAs têm demonstrado maior proteção frente a eventos de deterioração como recuperações judiciais e extrajudiciais —, nos quais o impacto recaiu majoritariamente sobre debenturistas, enquanto parcela dos títulos securitizados se mantiveram protegidos por suas robustas garantias. Além da resiliência creditícia, o cenário prospectivo tende a favorecer a marcação dos ativos em duas frentes: nos rendimentos, com destaque para portfólios indexados à inflação, que se beneficiam das revisões altistas do IPCA e sustentam maior distribuição no curto prazo; e na valorização da cota, que pode ser impulsionada por movimentos de fechamento da curva de juros, se beneficiando caso o cenário econômico apresente melhoras. Dessa forma, acreditamos que aqueles gestores que possuem originação e estruturação própria seguem conseguindo extrair maior valor para seus investidores neste cenário, seja aproveitando este momento de spreads de crédito ainda atrativos para novas operações e suprindo esta demanda por crédito imobiliário para empresas. Com isso, seguimos com a preferência de alocação em FIIs com gestoras mais estruturadas e com alocação concentrada em nível high grade e Middle risk.
Fundos de Escritórios
Segundo a JLL, o mercado de escritórios de alto padrão chegou ao seu menor nível de vacância em 14 anos, chegando a 13,4%, após uma sequência de grandes locações nas principais regiões da cidade de São Paulo. Essa tendência se intensificou neste ano pela robusta retomada do trabalho presencial e pela tendência de centralização de algumas empresas para um só espaço. As regiões que se destacam nessa tendência são o eixo JK e Chucri Zaidan, com cerca de 15 mil m² absorvido no período. Eixos como Faria Lima, Itaim, Nova Faria Lima, Paulista e Vila Olímpia não dispõem de áreas de grandes dimensões, no entanto, mesmo em meio a máximas de preços, regiões nobres como a Faria Lima continuam se destacando por pressão de preços, registrando preços pedidos que superam R$ 300/m². Para os fundos de Lajes corporativas essa tendência corrobora para um fortalecimento dos fundamentos, o que sustenta projeções positivas para o fluxo de caixa desses fundos, embora a recuperação das cotas de tais FIIs no mercado secundário tende a ser adiada mediante o cenário de juros mais altos por mais tempo.
Fundos de Galpão Logístico
Segundo os dados da Buildings, o segundo trimestre de 2026 consolidou mais uma rodada de indicadores sólidos no setor logístico brasileiro. A absorção líquida superou 880 mil m², enquanto as entregas de novos empreendimentos ficaram em cerca de 570 mil m² no período. Com isso, a vacância recuou para 5,5%, menor patamar desde o início da série histórica, em 2013, mostrando que a demanda segue absorvendo a oferta com folga. O setor mantém ritmo construtivo elevado, com mais de 700 mil m² entregues por trimestre desde o segundo trimestre de 2025. A demanda continua concentrada em ativos modernos e bem localizados, impulsionada principalmente por grandes operadores de e-commerce. Empresas como Mercado Livre, Shopee e Amazon seguem liderando as principais operações do período, distribuindo suas expansões de forma estratégica por diferentes regiões do país. Guarulhos segue como principal destino das grandes ocupações, mas o período evidencia a dispersão geográfica da demanda, com destaque também para Salvador, Itupeva, Cajamar, Nova Santa Rita, Fortaleza e Jaboatão dos Guararapes. Essa distribuição reflete o esforço dos grandes operadores em reduzir prazos de entrega, ampliar a capilaridade e aproximar estoques dos principais centros consumidores. O cenário de vacância em mínimos históricos, oferta bem absorvida e demanda sustentada por ocupantes de grande porte reforça a tese estrutural do setor logístico: o mercado endereçável é mais amplo e resiliente do que se antecipava.
Fundos de Shopping
Acreditamos que a consolidação da visão dos shoppings como um local de entretenimento e experiências, ao invés do conceito antigo de apenas ser um centro de compras, contribui para o desempenho do segmento seguir positivo em 2026. A atualização do mix de lojas e serviços realizado pelos administradores dos estabelecimentos, segue de maneira contínua, com destaque para lazer e restaurantes, os quais segundo pesquisas com consumidores tem sido os principais drivers para atração do público. Além disso, um ponto que tende a beneficiar o setor, com ênfase nos shoppings expostos à classe B, é a isenção do IR e o desemprego persistente em mínimas históricas. Acreditamos que a maior disponibilidade de capital no orçamento familiar e o aumento do salário real da massa populacional serão os principais vetores de crescimento das vendas ao longo de 2026. Os FIIs de shopping se beneficiam na veia dessa tendência por conta de parcela dos contratos de locação das lojas estarem atrelados ao desempenho das vendas. Desta forma, esse é um segmento com viés positivo frente aos fatores macroeconômicos e suas características intrínsecas.
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