Relatório Gerencial HLOG11 de março de 2026
Relatório Gerencial do Hedge Logística (HLOG11), fundo imobiliário de logística, referente a março de 2026, com entrega no FundosNet (B3) em 17/04/2026. No pregão de 03/11/2026, a cota do HLOG11 fechou a R$ 8,80, com P/VP de 0,74 (valor patrimonial de R$ 11,91 por cota no informe mensal de setembro de 2026). O último rendimento foi de R$ 0,072 por cota, com pagamento em nov/2026, e o dividend yield dos últimos 12 meses é de 10,83% sobre a cotação de 03/11/2026. O patrimônio líquido era de R$ 506,1 milhões no informe mensal de setembro de 2026. Os indicadores são os mais recentes da base do Kartac, não os do período do documento.
Informações
- Fundo
- HEDGE LOGÍSTICA DE RESPONSABILIDADE LIMITADA-5,27%
- CNPJ
- 27.486.542/0001-72
- Tipo
- Relatórios
- Assunto
- Relatório Gerencial
- Data de referência
- 31/03/2026
- Data de entrega
- 17/04/2026 18:52
- Versão
- 1
- Situação
- (Ativo)
Conteúdo
Hedge Logística FII HLOG11

MARÇO DE 2026 Relatório Gerencial
- SUMÁRIO NAVEGÁVEL pág.
- OBJETIVO DO FUNDO 3
- INFORMAÇÕES GERAIS 3
- MERCADO DE GALPÕES LOGÍSTICOS (A, AA e AAA) 4
- PRINCIPAIS DESTAQUES 8
- DESEMPENHO DO FUNDO 10
- CARTEIRA DE INVESTIMENTOS 13
- CITLOG SUL DE MINAS 17
- CITLOG VIRACOPOS 19
- EVENTOS, COMUNICADOS E FATOS RELEVANTES 21
- DOCUMENTOS 22
OBJETIVO DO FUNDO
O Hedge Logística FII tem como objetivo auferir valorização e rentabilidade de suas cotas no longo prazo, por meio de investimento de ao menos dois terços do seu patrimônio líquido, direta ou indiretamente, em empreendimentos construídos, preponderantemente destinados à exploração logística e industrial.
INFORMAÇÕES GERAIS
COTA PATRIMONIAL
R$ 11,97
COTA DE MERCADO R$ 9,28
VALOR DE MERCADO R$ 394,4 mi
QUANTIDADE DE COTAS 42.500.000
QUANTIDADE DE COTISTAS 4.127
ABL PRÓPRIA 205,2 mil m²
INÍCIO DAS ATIVIDADES
Setembro de 2019
ADMINISTRADORA
Hedge Investments Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda.
GESTORA
Hedge Investments Real Estate Gestão de Recursos Ltda.
TAXA DE ADMINISTRAÇÃO (inclui Gestão) 0,80% ao ano sobre PL ou valor de mercado, caso o Fundo integre o IFIX
TAXA DE PERFORMANCE Não há
OFERTAS CONCLUÍDAS Três emissões de cotas realizadas
CÓDIGO DE NEGOCIAÇÃO HLOG11
TIPO ANBIMA Tijolo Renda Gestão Ativa – Logística
PRAZO Indeterminado
PÚBLICO ALVO Investidores em geral
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RELAÇÃO COM INVESTIDORES
Para comentários, críticas e sugestões, mande e-mail para [email protected].
Fonte: Hedge. Data base: março-26.
MERCADO DE GALPÕES LOGÍSTICOS (A, AA e AAA)
O mercado de galpões logísticos no Brasil encerrou 2025 com o menor nível de vacância de sua série histórica, atingindo 7,4%. Apesar de um cenário macroeconômico mais desafiador ao longo de 2026, com taxas de juros elevadas, crescimento econômico moderado e incertezas no ambiente global, a demanda por espaços logísticos segue forte. Esse movimento é impulsionado principalmente pelo crescimento do e-commerce, além da necessidade crescente de maior eficiência nas operações logísticas, em meio à expansão acelerada e à maior competição entre os principais players do setor. Além disso, a disciplina na entrega de novos projetos, somada à maior demanda por ativos de alto padrão, contribui para a manutenção de níveis de vacância em patamares baixos. Como consequência, observa-se a continuidade da valorização dos aluguéis, especialmente em ativos bem localizados e de melhor qualidade, bem como a valorização dos ativos logísticos como um todo.
Entre o primeiro trimestre de 2020 e o primeiro trimestre de 2026, foram entregues aproximadamente 16,2 milhões m² de novos empreendimentos em todo o país, enquanto a absorção líquida no mesmo período atingiu de 17,1 milhões de m², evidenciando a balança positiva da demanda frente à oferta.
No primeiro trimestre de 2026, a taxa média de vacância das classes A, AA e AAA no Brasil foi de 6,4%, representando uma redução de 17,5% em relação ao mesmo período do ano anterior e configurando o menor patamar da série histórica pelo segundo trimestre consecutivo.
A combinação entre o crescimento contínuo do e-commerce, as transformações nos padrões de consumo e a necessidade de operações logísticas mais ágeis e tecnológicas deve continuar sustentando a demanda por espaços modernos e bem localizados. A tendência positiva observada desde o início da pandemia, marcada por expansão do estoque e absorção consistente, reforça a consolidação do segmento como um dos mais resilientes e estratégicos do mercado imobiliário brasileiro.
Absorção Líquida x Novo estoque (mil m²) 1º Tri. 2026

Fonte: Buildings/Hedge.
São Paulo representa 45% do mercado nacional, seguido pela Região do Sul do Brasil e Minas Gerais. O estoque nacional cresceu 77% desde o início de 2020, atingindo mais de 35,7 milhões de m² em condomínios logísticos.
ESTOQUE – 1º TRIMESTRE DE 2026

Fonte: Buildings/Hedge.
EVOLUÇÃO DO ESTOQUE A-AAA DE CONDOMÍNIOS LOGÍSTICOS ESTADO DE SP (MM²)

Fonte: Buildings/Hedge.
No primeiro trimestre de 2026, a taxa de vacância no estado de São Paulo ficou em 6,8%, uma queda de 19,5% na comparação anual. Com 1,77 milhão de m² entregues e 1,90 milhão de m² absorvidos nos últimos quatro trimestres, o mercado segue em ritmo de crescimento, com boa ocupação dos novos projetos.
VACÂNCIA E PREÇO PEDIDO CONDOMÍNIOS LOGÍSTICOS ESTADO DE SÃO PAULO (M²)

Fonte: Buildings/Hedge.
Ao realizar uma análise detalhada das diferentes regiões do estado de São Paulo, observa-se que o raio de até 15 km da capital apresenta os preços mais elevados para galpões logísticos. Além da proximidade, fator altamente atrativo para as empresas, a oferta de estoque na região permanece bastante limitada. O preço médio de locação por metro quadrado nessa área é de R$ 48,13. No primeiro trimestre de 2026, foram entregues 16,8 mil m² de novo estoque, totalizando 120 mil m² nos últimos quatro trimestres. A região mantém taxa de vacância reduzida e preços pedidos em ascensão, refletindo o desequilíbrio entre a entrega de novos estoques e a absorção líquida acumulada desde o início da pandemia. A taxa de vacância apresentou redução de 53,3% em relação ao primeiro trimestre de 2025, atingindo 4,31% no primeiro trimestre de 2026.
A região localizada entre 15 km e 30 km da capital registrou o maior volume de entregas de novos estoques de padrão A a AAA nos últimos quatro trimestres, totalizando 1,02 milhão de m². Nesse mesmo período, o preço médio de locação apresentou aumento de 23,3%, alcançando R$ 29,53/m². Somente no primeiro trimestre de 2026, foram entregues 163 mil m², enquanto a absorção líquida somou 288,2 mil m², resultando em queda da taxa de vacância para 8,18%. A localização estratégica da região segue como diferencial competitivo, em função da boa acessibilidade aos principais centros urbanos do estado.
No raio de 30 km a 60 km da capital, que concentra o maior estoque logístico do estado, com cerca de 6,2 milhões de m², a entrega de novos empreendimentos vinha desacelerando desde o terceiro trimestre de 2024. No entanto, a partir do segundo trimestre de 2025, foram entregues 290 mil m². No mesmo período, a absorção líquida acumulou 401 mil m², superando o volume de novas entregas. Já a taxa de vacância encerrou o período em 5,39%. O preço médio de locação na região, no primeiro trimestre de 2026, foi de R$ 29,92/m², representando aumento de 7,9% em relação ao trimestre anterior.
O mercado de galpões logísticos localizado no raio de 60 a 90 km da cidade de São Paulo tem se consolidado como uma alternativa estratégica para empresas que buscam equilíbrio entre custo e eficiência operacional, apresentando valores de locação mais competitivos em comparação às regiões de até 60 km da capital. No primeiro trimestre de 2026, o preço médio de locação foi de R$ 28,44/m², e a taxa de vacância atingiu 4,9%, o menor patamar histórico para essa região. Essa área abrange cidades como Campinas, Itupeva, Sorocaba e São José dos Campos.
No raio acima de 90 km da cidade de São Paulo, o mercado de galpões logísticos apresenta maior disponibilidade de áreas e valores de locação mais competitivos, refletindo a maior distância dos principais centros de consumo. A região conta com um estoque total de aproximadamente 1.720.024 m² e taxa de vacância de 7,85%, ainda superior às regiões mais próximas à capital. O preço médio pedido de locação é de R$ 23,13/m², reforçando seu posicionamento como alternativa de menor custo.

Fonte: Buildings/Hedge.
No primeiro trimestre de 2026, o estado de São Paulo registrou a entrega total de 304,1 mil $\mathrm { m } ^ { 2 }$ de novos galpões logísticos e uma absorção líquida de 470 milhões de ${ \mathrm { m } } ^ { 2 } .$ O movimento reforça a tendência de demanda contínua por ativos de alta qualidade e eficiência operacional para centros de distribuição, refletindo o crescimento e a consolidação do setor. Em algumas regiões, espera-se uma queda mais acentuada nas taxas de vacância e, possivelmente, um aumento nos valores de locação à medida que a pressão da demanda se intensifica.
Restringindo a análise ao mercado de empreendimentos logísticos de padrão A a AAA no estado de Minas Gerais, observa-se um total de 85 condomínios e 3,78 milhões de $\mathrm { m } ^ { 2 }$ de área locável no primeiro trimestre de 2026. Foram entregues 246,2mil $\mathrm { m } ^ { 2 }$ de novo estoque nos últimos quatro trimestres, e a taxa de vacância foi de $4 . 7 \% ,$ A atividade construtiva no estado permanece aquecida, consolidando Minas Gerais como o segundo maior parque logístico do país. O mercado mineiro também apresenta um dos maiores valores médios de locação por metro quadrado, em torno de R$ 27,98/m².
PRINCIPAIS DESTAQUES
O Fundo encerrou o mês de março com 100% de ocupação.
Atualmente, existem dois contratos, que totalizam, 7,55% da área locável do Fundo, com término em 2026, que já estão em fase de renegociação.

Mapa de ocupação ainda não considera a locação do módulo B14.
Além das receitas de aluguel, a receita imobiliária do Fundo é composta de receitas oriundas da exploração de áreas comuns dos empreendimentos, como, por exemplo, operação de restaurante e cessão de espaço para instalação de fibra. As receitas de FIIs Estratégicos, no caso do HLOG, são os rendimentos recebidos pelas cotas detidas do Fundo HGBL11. As Outras Receitas são compostas pelos rendimentos provenientes das alocações de caixa, aplicações em fundos de renda fixa e investimentos em FIIs Líquidos e LCI.
As despesas estão abertas em Despesas do Fundo, Despesas Imobiliárias e Despesas Financeiras. As Despesas do Fundo somam despesas operacionais, como taxa de administração, taxas CVM, B3, Cetip, auditoria, laudo de avaliação, assessoria jurídica, entre outras. As Despesas Imobiliárias contemplam eventuais consultorias técnicas e manutenções. Conforme mencionado acima, não estão previstas despesas com áreas vagas uma vez que os imóveis que compõem o portfólio do Fundo se encontram locados. Já as Despesas Financeiras englobam o pagamento de juros, correção monetária e despesas relacionadas à operação dos CRIs emitidos.
No mês de janeiro de 2026, a gestão do Fundo identificou uma oportunidade de alocação de caixa com perspectiva mais eficiente, realocando os recursos anteriormente aplicados em LCI para fundos de investimento imobiliário.
A expectativa de distribuição de rendimentos para o primeiro semestre de 2026 é de R$ 0,070 por cota, valor R$ 0,011 inferior à média distribuída no semestre anterior, considerando que, naquele período, o Fundo apurou lucro de R$ 3.047.984,47 com a venda do Condomínio Logístico e Industrial Salto (CLIS). Poderá haver distribuição complementar, em conformidade com a política de distribuição mínima de 95% do resultado semestral apurado em regime de caixa.
Essa expectativa é baseada na adimplência dos contratos de locação e acordos existentes, bem como manutenção da atual taxa de ocupação dos imóveis.
A expectativa de dividend yield ou de rentabilidade não representam promessa, garantia de rentabilidade ou isenção de riscos para os cotistas.
ENGENHARIA E OPERAÇÃO
No Citlog Sul de Minas, os reservatórios do sistema de proteção contra incêndio de concreto armado seguem em processo de revitalização com a recuperação da impermeabilização interna. A obra foi iniciada em novembro/25 e tem previsão de término em abril/26. A nova impermeabilização está sendo executada em etapas, para que não cause impacto no dia a dia da operação do condomínio e para que seja mantida uma reserva técnica mínima para o sistema de proteção e combate a incêndio. A primeira fase foi finalizada em fevereiro e a segunda fase teve sua entrega substancial em março/26.

Execução dos serviços de impermeabilização.



Como complemento do escopo incialmente proposto, foi identificada a necessidade de execução de um complemento de impermeabilização e drenagem da parte da parede externa ao reservatório. Os serviços já foram iniciados e estão previstos para conclusão em abril/26.


Execução dos serviços de impermeabilização.


Adicionalmente, no mês de março também foi validado pelo Fundo Proprietário a contratação da instalação de controle de acesso veicular com câmeras LPR (para leitura automática de placas) integrado a cancelas, de forma a aumentar a segurança patrimonial e melhorar o controle e registro do acesso veicular nas portarias do empreendimento. A empresa responsável está confeccionando os projetos e o cronograma de implantação dos equipamentos, que deve finalizar em julho deste ano.
No Citlog Viracopos, foram identificados indícios de assentamento do solo na região do módulo B1 e nas áreas comuns em torno. Considerando a vigência do período de garantia de obra, a gestão do Fundo acionou a construtora responsável, que se prontificando a atuar nas manutenções e solução para o caso. Com a evolução das tratativas técnicas foi elaborado um plano detalhado de monitoramento e estudos geotécnicos, com início previsto para abril de 2026, tendo como objetivo a identificação da causa do problema e definir a solução técnica mais adequada.
Com base nos dados obtidos durante o monitoramento, a construtora poderá então desenvolver um plano de ação, bem como um cronograma para a implementação da solução definitiva.
DESEMPENHO DO FUNDO
RESULTADO
O Fundo divulgou o rendimento de R$ 0,070 por cota referente ao mês de março de 2026, considerando as 42.500.000 cotas no fechamento do mês, com pagamento em 15 de abril de 2026, aos detentores de cotas em 31 de março de 2026.
A política de distribuição de rendimentos do Fundo está de acordo com a regulamentação vigente, que prevê a distribuição de, no mínimo, 95% do resultado semestral auferido a regime de caixa. O resultado contempla as receitas provenientes das locações, receitas financeiras, despesas operacionais do Fundo, despesas dos imóveis e despesas financeiras. A tabela abaixo demonstra o fluxo de caixa do Fundo (em R$).
| Resultado | Março-26 | R$/Cota | Semestre | R$/Cota Médio Mensal |
|---|---|---|---|---|
| Receita Imobiliária | 4.255.322 | 0,100 | 13.047.854 | 0,102 |
| Receitas de Locação | 4.046.984 | 0,095 | 12.262.178 | 0,096 |
| Receitas de Áreas Comuns | 34.386 | 0,001 | 69.902 | 0,001 |
| Flls Estratégicos - Rendimento | 173.952 | 0,004 | 715.774 | 0,006 |
| Outras Receitas | 402.145 | 0,009 | 3.206.063 | 0,025 |
| Flls Líquidos - Rendimento | 224.634 | 0,005 | 516.522 | 0,004 |
| Rendimento LCIs | 2.187.024 | 0,017 | ||
| Fundos de Renda Fixa | 177.511 | 0,004 | 502.517 | 0,004 |
| Total de Receitas | 4.657.467 | 0,110 | 16.253.917 | 0,127 |
| Total de Despesas | (1.556.452) | (0,037) | (3.355.254) | (0,026) |
| Despesas Operacionais | (358.624) | (0,008) | (862.327) | (0,007) |
| Despesas Imobiliárias | (30.308) | (0,001) | (124.107) | (0,001) |
| Despesas Financeiras | (1.167.519) | (0,027) | (2.368.820) | (0,019) |
| Resultado Operacional | 3.101.015 | 0,073 | 12.898.663 | 0,101 |
| Lucro Operações | 31.770 | 0,001 | 69.795 | 0,001 |
| Imóveis - Ganho de Capital | 1 | 209.893 | 0,002 | |
| Flls Estratégicos - Ganho de Capital | 1 | (171.868) | (0,001) | |
| Flls Líquidos - Ganho de Capital | 31.770 | 0,001 | 31.770 | 0,000 |
| IR Ganho Flls | ||||
| Resultado Total | 3.132.785 | 0,074 | 12.968.458 | 0,102 |
| Rendimento Recibos Emissão | ||||
| Rendimento HLOG | 2.975.000 | 0,070 | 8.925.000 | 0,070 |
A Receita Imobiliária compreende aluguéis, aluguéis em atraso e recuperações, adiantamentos, multas, juros e receitas obtidas por meio da exploração das áreas comuns dos empreendimentos, bem como os rendimentos de FIIs Estratégicos, ou seja, aqueles que detêm investimentos em ativos alvo. As Outras Receitas compreendem rendimentos com investimentos em Renda Fixa e rendimentos de FIIs Líquidos, adquiridos para melhor alocação de caixa. O Total de Despesas inclui as despesas operacionais (relacionadas às atividades do Fundo, com destaque para taxa de administração e custódia, taxas periódicas devidas à Anbima, B3, Cetip e CVM, assessoria jurídica, auditoria, laudos de avaliação, entre outros), as despesas imobiliárias (relacionadas aos imóveis, com destaque para condomínio, IPTU e despesas de consumo dos imóveis vagos, honorários por intermediação, consultoria técnica e despesas relacionadas às manutenções dos edifícios) e as despesas financeiras (pagamento de juros, correção de amortização e despesas relacionadas à operação dos CRIs emitidos). Lucro Operações: diferença entre valor de venda e valor de aquisição dos ativos, incluindo custos relacionados. Fonte: Hedge.
COMPOSIÇÃO RECEITA IMOBILIÁRIA (MARÇO/26)

Fonte: Hedge.
O gráfico acima traz os detalhes sobre a composição da receita imobiliária, considerando os aluguéis contratados, carências, descontos, assim como eventuais atrasos, recuperações, adiantamentos e pagamentos de multa e juros. Por fim, a receita imobiliária também é composta pelas receitas de áreas comuns e rendimento dos FIIs Estratégicos.
RESULTADO GERADO E RENDIMENTO DISTRIBUÍDO (R$/cota)
■Receita Imobiliária
Outras Receitas
Despesas Imobiliárias
Despesas Financeiras

Fonte: Hedge.
| abr-25 | mai-25 | jun-25 | jul-25 | ago-25 | set-25 | out-25 | nov-25 | dez-25 | jan-26 | fev-26 | mar-26 | Média | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Resultado | 0,057 | 0,070 | 0,030 | 0,100 | 0,088 | 0,120 | 0,098 | 0,068 | 0,034 | 0,170 | 0,061 | 0,074 | 0,081 |
| Rendimento | 0,065 | 0,065 | 0,065 | 0,070 | 0,070 | 0,070 | 0,070 | 0,070 | 0,135 | 0,070 | 0,070 | 0,070 | 0,074 |
| Resultado Acumulado | 0,125 | 0,130 | 0,096 | 0,126 | 0,143 | 0,193 | 0,221 | 0,219 | 0,119 | 0,219 | 0,210 | 0,214 |
RENTABILIDADE
A Taxa Interna de Retorno (TIR) líquida leva em consideração os rendimentos distribuídos pelo Fundo, reinvestidos no próprio fluxo, e a variação do valor da cota. Este cálculo é realizado considerando que pessoas físicas que detêm quantidade inferior a 10% do total de cotas do Fundo são isentas de imposto de renda nos rendimentos distribuídos, e tributadas em 20% sobre eventual ganho de capital na venda da cota. Desta forma, a TIR líquida calculada considera o fluxo líquido de impostos e é comparada ao CDI, também líquido, com alíquota de 15%.
Na tabela seguinte, a cota de aquisição indica o valor de mercado da cota no mercado secundário no fechamento do mês anterior, ano anterior e o valor da cota inicial do Fundo, em 26 de setembro de 2019 (data da primeira integralização por investidores). A renda acumulada é calculada como sendo o total de rendimentos distribuídos pelo Fundo nos respectivos períodos, divididos pelo valor de aquisição da cota. O ganho de capital líquido contempla a variação do valor da cota no período, já descontados os 20% de imposto de renda em caso de variação positiva. O cálculo da TIR líquida também é apresentado de forma anualizada desde a primeira integralização de cotas. O Retorno Total Bruto é calculado pela soma dos rendimentos distribuídos pelo Fundo ao valor da cota, sem qualquer reinvestimento, correção e, também, sem tributação. Neste caso, o retorno total bruto é comparado ao IFIX, que possui metodologia comparável.
| Hedge Logística FII | março-26 | 2026 | 12 meses | Início |
|---|---|---|---|---|
| Cota Aquisição (R$) | 9,20 | 9,25 | 7,88 | 10,00 |
| Renda Acumulada | 0,76% | 2,97% | 11,23% | 47,91% |
| Ganho de Capital Líq. | 0,70% | 0,26% | 14,18% | -7,20% |
| TIR Líq. (Renda + Venda) | 1,46% | 3,29% | 26,76% | 52,10% |
| TIR Líq. (Renda + Venda) a.a. | 18,09% | 14,31% | 26,76% | 6,68% |
| % CDI Líquido | 142% | 114% | 215% | 80% |
| Retorno Total Bruto | 1,6% | 3,3% | 28,9% | 40,7% |
| IFIX | -1,1% | 2,5% | 16,8% | 45,0% |
| % do IFIX | - | 131% | 172% | 90% |
Fonte: Hedge / B3 / Bacen / Economática.
RENTABILIDADE ACUMULADA
O gráfico abaixo compara a série histórica acumulada, na base 10, de alguns indicadores de mercado em relação ao valor da cota e aos rendimentos distribuídos desde o início do Fundo, em 26 de setembro de 2019, data da primeira integralização de cotas.

Fonte: Hedge / B3 / Bacen / Economática.
LIQUIDEZ E VALOR DA COTA
No fechamento deste mês, o valor de mercado da cota foi de R$ 9,28, que representa um valor de mercado total do Fundo de R$ 394,4 milhões. O valor patrimonial da cota foi de R$ 11,97. Nos últimos 12 meses, o Fundo esteve presente em 100% dos pregões.
| Negociação B3 | março-26 | 2026 | 12 meses |
|---|---|---|---|
| Presença em pregões | 100% | 100% | 100% |
| Volume negociado (R$ milhões) | 1,36 | 3,27 | 18,69 |
| Giro (em % do total de cotas) | 0,35% | 0,83% | 5,18% |
Fonte: Hedge / B3 / Economática.

Fonte: Hedge / B3 / Economática.
CARTEIRA DE INVESTIMENTOS
O Fundo encerrou o mês com 89,8% do total de ativos investidos em empreendimentos imobiliários, totalizando aproximadamente 205,2 mil m² de área locável distribuídos em dois empreendimentos: Citlog Sul de Minas e Citlog Viracopos. Os imóveis estão localizados nos estados de Minas Gerais e São Paulo.
DIVERSIFICAÇÃO
Diversificação Carteira (% de Ativos)

Fonte: Hedge. *Inclui Imóveis e FIIs Estratégicos.
Empreendimentos (% da Carteira Imobiliária*)

CARTEIRA DE IMÓVEIS
Empreendimentos
Área bruta locável
205.173,70 m2
Fonte: Hedge.
| Imóveis* | Cidade | ABL Próprio | Ocupação | Ocupação | Custo e Benfeitorias | Patrimonial | Prazo Médio | Receita Imob. Contratada | |
| Locatários | Remanesce nte ** | ||||||||
| Citlog Sul de Minas | Varginha-MG | (m2) 66.303 | (m2) 66.303 | (%) 100% | (R$ MM) 159 | (R$ MM) 185 | 4 | (Meses) 32 | (%) 35% |
| Citlog Viracopos | Itupeva-SP | 138.870 | 138.870 | 100% | 355 | 399 | 6 | 42 | 65% |
| Total | 205.173 | 205.173 | 100% | 514 | 584 | 10 | 39 | 100% | |
*Não inclui FIIs Estratégicos. ** Ponderado pela renda imobiliária contratada. *** Não inclui a área do restaurante do empreendimento. Fonte: Hedge.
LOCATÁRIOS
SETOR DE ATUAÇÃO (% da Renda Imobiliária)

Fonte: Hedge.
EMPRESAS (% da Renda Imobiliária)

CONTRATOS DE LOCAÇÃO
REVISIONAL (% da Renda Imobiliária) 100% Contratos Típicos

Exclui contratos cujas rescisões antecipadas já foram comunicadas. Para os contratos cuja data da revisional é posterior ao término da vigência, a data considerada para revisional é a mesma do término. Fonte: Hedge.
MÊS DATA-BASE DOS CONTRATOS (% da Renda Imobiliária)
100% Contratos Reajustados pelo IPCA

Exclui contratos cujas rescisões antecipadas já foram comunicadas. Para os contratos cuja data-base é posterior ao término da vigência, considera-se a renovação do contrato com a manutenção da data-base. Fonte: Hedge.
TÉRMINO DOS CONTRATOS (% da Renda Imobiliária)

Fonte: Hedge.
ALAVANCAGEM DO FUNDO
O Fundo encerrou o mês com uma operação que totalizava R$ 146,4 MM de saldo devedor, valor equivalente a 22,5% do total de ativos do Fundo na mesma data. Abaixo o histórico e característica das operações.
Em dezembro de 2021 foi emitido um Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) com lastro no Contrato de Compra e Venda a Prazo para o pagamento da segunda parcela referente à aquisição do Citlog Viracopos, conforme características e fluxo de pagamentos apresentados abaixo.
| 1ª Emissão da TrueSec | 477ª Série 478ª Série 479ª Série |
|---|---|
| Volume | R$ 174.699.000,00 |
| Garantia | Alienação Fiduciária Citlog Viracopos |
| Taxa de Emissão | IPCA + 6,75% ao ano |
| Data de Emissão | 08/12/2021 |
| Prazo | 120 meses |
| Saldo Devedor Atual | R$ 146.402.564,3 |
| Relação Dívida / PL | 28,78% |
O gráfico abaixo apresenta os valores consolidados por ano de despesas financeiras, que são compostas pelos juros mensais e a parcela da correção monetária, e a amortização do saldo devedor.
A amortização totaliza o valor de emissão original do CRI e o percentual indicado a cada ano se refere ao montante pago a este título sobre o valor inicial.
Os juros e correção monetária foram calculados considerando os indicadores divulgados até 31/03/2026, de forma que os valores futuros podem ser alterados conforme os indicadores corrigirem o saldo devedor.
Fluxo de Pagamentos (R$)

Fonte: Hedge
CITLOG SUL DE MINAS
LOG 02, LOG 03 e LOG 04
PARTICIPAÇÃO DO FUNDO 100%
MAPA DE LOCALIZAÇÃO

FICHA TÉCNICA
| LOG 02 LOG 03 LOG 04 | |||
| Endereço | R. Citlog, 333 - Condominio Industrial Tecnológico, Aeroporto - Varginha - MG | ||
| Ano de entrega | 2015 | 2016 | 2017 |
| Área do terreno | 173.706,15m² | ||
| Área construída | 67.531,51 m² | ||
| Área Locável | 9.712,37 m² | 28.295,89 m² | 28.295,89 m² |
| Pé direito livre | 12 m | ||
| Número de vagas | 23 vagas | 137 vagas | 137 vagas |
| Número de pavimentos | 1 pavimento | ||
| Ar condicionado | Não possui | Possui (instalado por locatários) | |
| Gerador | Possui | ||
| Capaciade de piso | 5 toneladas / m² | 5 toneladas / m² | |
SOBRE O ATIVO
O complexo Citlog Sul de Minas é formado três condomínios e sete galpões, sendo o HLOG proprietário de um dos condomínios, com três galpões, que somam aproximadamente 67 mil m² de ABL. O empreendimento está localizado na cidade de Varginha, no sul do Estado de Minas Gerais e foi concebido para atuar como um hub logístico multimodal. Situado a menos de 400km dos principais aeroportos e portos marítimos do Brasil e das cidades de São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, o condomínio fica ao lado do Aeroporto Municipal, o qual é atendido por voos regulares de passageiros e cargas.
FOTOS DO EMPREENDIMENTO



Fonte: Hedge.


CITLOG VIRACOPOS
GALPÕES A E B CONDOMÍNIO VIRACOPOS
PARTICIPAÇÃO DO FUNDO 100%
LOCALIZAÇÃO Itupeva - SP
ÁREA LOCÁVEL 138.869,55 m2
MAPA DE LOCALIZAÇÃO

FICHA TÉCNICA
| Citlog Viracopos | ||
| Endereço | Rodovia Miguel Melhado Campos (SP-324), Km 81,5. Itupeva – SP | |
| Área do terreno | 340.950,18 m² | |
| Área construída | Galpão A: 49.527,61 m² | Galpão B: 89.341,94 m² |
| Módulos | A partir de 4.000 m² | |
| Docas | Uma para cada 1.000m² | |
| Pé direito livre | 12m | |
| Espaçamento entre colunas | 22 x 30 m | 22 x 27 m |
| Gerador | Áreas comuns e privativas | |
| Capacidade de piso | 6 t/m² | |
SOBRE O ATIVO
O empreendimento possui cerca de 140 mil m² de área locável destinados à armazenagem logística no município de Itupeva-SP. Com padrão construtivo Classe AAA, possui flexibilidade com módulos a partir de 4.000 m², incluindo mezanino que pode ser usado como escritório e espaço adicional de armazenagem, garantindo flexibilidade ao cliente. A área de docas é toda coberta com marquise, assegurando proteção durante o processo de carga e descarga de mercadorias. Com pé-direito livre de 12m e capacidade de piso de 6t/m², o empreendimento atende às mais variadas demandas. Visando eficiência logística, o galpão possui uma doca para cada 1.000 m² (são 148 docas instaladas e espaço para mais 104 docas) e espaçamento entre colunas de 22m x 20,5m. Atende a todos os critérios para classificação AAA.
O empreendimento conta com operação 24h ao dia, guarita blindada, vigilância CFTV e sistema de sprinklers, garantindo uma operação segura para as mais variadas demandas. Ainda, há estacionamento de carros e de caminhões, restaurante, cafeteria, área de apoio a motoristas, vestiário e ambulatório, tornando a operação cômoda e prática aos futuros locatários. Com excelente conectividade, está próximo ao aeroporto de Viracopos e às rodovias dos Bandeirantes e Anhanguera.
FOTOS DO EMPREENDIMENTO


Fonte: Goodman/Diase. Fotos de junho/2022.
EVENTOS, COMUNICADOS E FATOS RELEVANTES
Em 02 de dezembro de 2025, A HEDGE INVESTMENTS DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS LTDA., inscrita no CNPJ sob o nº 07.253.654/0001-76 (“Administradora”), com sede na Avenida Brigadeiro Faria Lima, nº 3.600, 11º andar, cjto 112 (parte), Itaim Bibi, CEP 04538-132, cidade e Estado de São Paulo, na qualidade de instituição administradora do HEDGE LOGISTICA FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO DE RESPONSABILIDADE LIMITADA, inscrito no CNPJ sob o nº 27.486.542/0001-72 (“Fundo”), comunicou aos cotistas e ao mercado em geral que, em cumprimento ao disposto na Instrução CVM nº 516, os imóveis do Fundo foram avaliados a mercado (valor justo) pelas empresas CBRE Consultoria do Brasil e a Capright Brasil LTDA., resultando em valor 7,36% (sete inteiros e trinta e seis centésimos por cento) superior ao valor contábil atual dos referidos imóveis, o que representa uma variação positiva de aproximadamente 8,40% (oito inteiros e quarenta centésimos por cento) no valor patrimonial da cota do Fundo nesta data.
DOCUMENTOS
Regulamento Vigente
Demonstrações Financeiras 2025
Informe Mensal
Autorregulação ANBIMA

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